Bem Vindo ao Blog do Professordesiderio

terça-feira, 11 janeiro, 2011

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PGR apresenta novo cálculo para lucro de bancos com planos econômicos

segunda-feira, 21 julho, 2014

Margem bruta das instituições nas operações de faixa livre da poupança foi de R$ 21,87 bilhões

O parecer esclarece e retifica as informações constantes de outro documento apresentado pela PGR em fevereiro de 2010 na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 165/2009. A ação foi proposta pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) e aponta impactos macroeconômicos das ações individuais que pedem a atualização das contas de poupança e o ressarcimento de perdas de correção monetária ocorridas por causa dos planos econômicos.

O parecer técnico apresentado pela Procuradoria Geral da República em 2010 concluiu que os lucros líquidos auferidos pelos bancos superam o risco dos valores que teriam que ser ressarcidos, ou seja, que as ações individuais apresentadas não oferecem risco ao sistema financeiro nacional. O novo parecer não modifica essa conclusão.

Entenda o caso

Os bancos utilizam o dinheiro que os clientes depositam na poupança para realizar outras operações financeiras. Na prática, isso significa que, ao investir seu dinheiro em determinado banco, o cliente empresta aquela quantia à instituição financeira e recebe uma remuneração por ela, o rendimento. O valor investido, por sua vez, é aplicado pelo banco em outras transações, como empréstimos a outros clientes, pelos quais recebe uma quantia em juros. A diferença entre o que o banco paga ao cliente investidor e o que ele recebe daquele que tomou empréstimo é o lucro da instituição, também conhecido como spread bancário.

No caso da poupança, o Conselho Monetário Nacional define um percentual que pode ser aplicado em operações a taxas de mercado, a denominada faixa livre de poupança. O cálculo apresentado pela PGR anteriormente, de R$ 441,7 bilhões, representa o saldo dessa faixa livre de poupança em valores atualizados em setembro de 2008, correspondente a 20% do valor total aplicado, e não o lucro bruto auferido pelos bancos no período em questão, que teria sido de R$ 21,87 bilhões, conforme esclarece o novo parecer.

O julgamento da ADPF 165 foi iniciado pelo STF em novembro de 2013, quando foram apresentadas as sustentações das partes. Em maio deste ano, quando o julgamento foi retomado, o Plenário determinou, a pedido da Procuradoria Geral da República, a realizaçãode novas diligências nos processos, diante da informação prestada pela União no sentido de que haveria erros em perícias realizadas nos autos. O novo parecer técnico encaminhado pela PGR será juntado ao processo e analisado pelo STF.


Sisutec abre 8 mil vagas na Bahia; inscrições começam nesta segunda (21)

segunda-feira, 21 julho, 2014

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O programa oferece 8 mil vagas em 11 municípios da Bahia

Começam nesta segunda-feira (21) as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec), no site do programa. Nesta edição, serão ofertadas 289.341 vagas em ensino técnico, todas gratuitas.

O programa oferece 8 mil vagas em 11 municípios da Bahia. Em Salvador, são 4.368 vagas em nove instituições de ensino. Os cursos com maior oferta de vagas são técnico em eletrônica (450), técnico em logística (420) e segurança do trabalho (400).

 

Para concorrer, o candidato precisa ter concluído o ensino médio e ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado, sem tirar zero na redação. Pelas regras do Sisutec, 85% das vagas são destinadas a candidatos que cursaram o ensino médio na rede pública ou na rede privada como bolsistas integrais.

 

As áreas com maior oferta de vagas em todo o país são ambiente e saúde, com 32,17% do total. Em seguida, aparecem comunicação (17,06%), gestão e negócios (14,10%) e controle e processos industriais (11,67%). Os cursos que têm maior número de vagas são técnico em logística (40.712), técnico em segurança do trabalho (29.397) e técnico em enfermagem (25.557).

 

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 29 deste mês. A matrícula dos alunos selecionados será do dia 30 até 1º de agosto. A segunda chamada será divulgada no dia 5 do próximo mês e as matrículas estão previstas para os dias 6, 7 e 8.

 

As vagas remanescentes serão disponibilizadas online para todos aqueles que cursaram o ensino médio, independentemente de terem feito o Enem. O preenchimento será por ordem de inscrição, no período de 11 a 20 de agosto. O candidato terá dois dias para fazer a matrícula na instituição, senão perde a vaga.

 

O Sisutec foi criado no ano passado, como parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronetec). O processo seletivo ocorre duas vezes por ano.


Tijolaço: “O que seria do Brasil sem o pré-sal?”

segunda-feira, 21 julho, 2014

O jornalista Fernando Brito, do “Tijolaço”, esteve na sede da Petrobras no último dia 1/7 à convite da empresa, junto com outras jornalistas independentes, para uma conversa com a presidente da Petrobras, Graça Foster, e com o diretor de exploração da empresa. Naquele dia, em cerimônia pública com a presença da Presidente Dilma Roussef, a maior empresa do Brasil, criada em 1953 por Getúlio Vargas, anunciava ter atingido a produção de 500 mil barris de petróleo/dia no pré-sal, cinco anos após a descoberta desta nova fronteira de exploração – um marco internacional. Mas a mídia escondeu o assunto. Vale a pena ler o texto escrito por Brito. (OM)

 

Ontem (1/7), atendendo ao gentil convite de sua diretoria, passei o dia na Petrobras, começando pela solenidade de comemoração dos 500 mil barris diários produzidos no pré-sal brasileiro até, já à noitinha, uma conversa da presidenta Graça Foster com alguns blogueiros.

Com os dias, à medida em que tocar em pontos concretos da exploração petroleira, vou abordando os dados e as visões da empresa mostrados ontem.

Prefiro, agora, uma reflexão.

Na contramão das acusações que se fazem a elas, não houve, seja da presidenta Dilma, seja da dirigente da empresa e de seus auxiliares, uma palavra sequer que misturasse política à gestão técnico-empresarial de nossa petroleira.

Ao contrário, o que se ouviu deveria soar como música aos ouvidos do “mercado”.

Os respeito às melhores práticas de gestão, o planejamento criterioso, a seletividade dos investimentos, a responsabilidade empresarial e, sobretudo, o horizonte próximo de uma grande crescimento da produção e, em consequência, das receitas da empresa.

A marca alcançada no pré-sal, num prazo que, para a indústria petroleira, é absurdamente curto.

Em qualquer das multinacionais do petróleo seus executivos estariam festejando com foguetes e, claro, polpudos bônus.

Aqui, mal e porcamente nossa imprensa registrou o fato, e cheia de senões e dúvidas.

A Petrobras está prontíssima para ingressar no seleto grupo das cinco maiores petroleiras mundiais naquela conta que realmente vale – e não a das especulações de bolsa: a da quantidade de  produção e reservas de petróleo.

Mas há algo em que esta gestão da empresa ainda claudica, embora  parece que tenha melhorado, sobre isso, a sua percepção.

Creio que, em meio à cerimônia de ontem, poucos tenham percebido o que quis dizer o geólogo Guilherme Estrela, agora aposentado e o líder da descoberta do nosso pré-sal.

” O que seria do Brasil sem o pré-sal?”

Não sei se ele se referia ao fato de que, com as reservas conhecidas até então, talvez tivéssemos de lutar apenas para manter a semi-independência que as já declinantes jazidas do pós-sal da Bacia de Campos – cuja descoberta está completando 40 anos –  nos proporcionavam.

Mas acho que o pensamento do  Dr. Estrela vai além: seríamos um país com dificuldades muito maiores em transformar em realidade o sonho de ter um destino próprio como Nação.

A Petrobras está se tornando uma empresa que, muito embora a anos-luz da simplicidade que marcou seus primeiros e heróicos tempos em que enfrentou a odisseia  de dar petróleo ao Brasil “que não tinha petróleo”,  está cada vez mais próxima daquele desafio: o de nos tornar um grande produtor de petróleo de forma muito diferente daquela em que se tornaram quase todos os outros grandes do petróleo.

Se o geólogo Estrela chegasse àqueles tempos e dissesse que perfuraríamos a sete mil metros de profundidade jazidas de bilhões de barris de óleo seria chamado de louco e não lhe dariam nem terra de jardim para analisar: um lunático.

Grande parte história do petróleo – e a do petróleo no Brasil, especialmente – foi escrita por lunáticos, que sonharam e (mais que isso, os benditos) e entregaram a vida e sua capacidade a tirar do sonho estes sonhos.

A Petrobras, como qualquer outra empresa, precisa de uma administração competente como a que tem e de planejamento como o que tem, para o curto e o “longo” prazo dos negócios do petróleo.

Não pode, como foi no período neoliberal, ser administrada  somente com a “lógica de botequim”  do “quanto vai ser a féria hoje”, ou no final do mês, ou do ano, ou no ano que vem.

Assim, como gosta “o mercado”, que não descola os olhos dos balancetes e balanços. Claro, eles têm de “fechar”, mas não a nossos olhos capazes de ver o horizonte.

Ontem, Graça Foster e o diretor de Exploração e Produção da empresa, José Formigli, lembraram que quando se atingiu os 500 mil barris diários na Bacia de Campos, ambos estavam comemorando de botas e macacão.

De alguma forma, todos vestimos botas e macacão com a descoberta do pré-sal, também.

O petróleo não é só um produto, sujo e viscoso, que aparece em barris que a gente nem sabe como são e, afinal, nem existem mais, caminhando por dutos e tanques imensos.

Nem está presente, como insumo, em plásticos, tecidos, fertilizantes, e uma infinidade de coisas.

É a matéria prima para um desafio muito maior do que o da Petrobras, que é o de acha-lo, extraí-lo e processá-lo.

O Governo, e Dilma especialmente, sempre falam dos benefícios que ele trará, e a presidente ontem fez questão de mencionar que o pré-sal, com os campos de Libra e os entregues, como o de Búzios, à Petrobras, trarão perto de R$ 1,3 trilhão (é trilhão, mesmo, não bilhão) à educação e a saúde, em 30 anos.

Não é delírio imaginar que a entrada de novas áreas dupliquem ou tripliquem esta quantia, nos próximos sete ou oito anos, pelo que há ainda por descobrir.

Mas os efeitos disso, olhando com os olhos mesquinhos do hoje, são imateriais.

Só podem ser vistos com o olhar do desejo.

O mesmo olhar que levantou do nada esta gigante do petróleo.

E o dono deste olhar é o povo brasileiro.

É por isso que a Petrobras e a exploração de petróleo no Brasil  não podem ser vistas, apenas, como resultado de profissionalismo, capacidade, técnica, projetos e resultados, mesmo os mais expressivos e responsáveis do ponto-de-vista empresarial, ambiental, social e econômico.

Não basta à Petrobras ser tão capaz e eficiente – e ela é, com sobras – como as maiores petroleiras, nem ao Brasil se tornar um dos grandes produtores do mundo.

É essencial para ela ter a contrapartida do ódio e do desprezo que lhe despejam, todos os dias.

Esta contrapartida é o amor e a admiração do povo brasileiro, que sente – mais até que entendem, porque não lhe mostram – o que ela é capaz de fazer por sua vida.

E que é dos desejos deste povo que ela tira seu combustível para crescer, a sua energia, sem a qual estaria fatiada e morta.

Ou, aliás, nem teria nascido.

O Renato Russo, há décadas, escreveu, no início de sua carreira, uma música curiosamente chamada “Petróleo do Futuro”, que terminava com estes versos:

O que é que eu tenho a ver com isso?

Sou brasileiro errado

Vivendo em separado

Contando os vencidos

De todos os lados

 

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Vox Populi mostra liderança de Pedro Taques: 43%

segunda-feira, 21 julho, 2014

O senador Pedro Taques (PDT) teve sua liderança confirmada em pesquisa Vox Populi feita entre os dias 11 e 15 de julho, após a definição de candidaturas ao governo do Estado, com 43% das intenções de voto.

Em segundo aparece o deputado estadual José Riva (PSD), com 18%, seguido de Lúdio Cabral (PT), com 12%. Em quarto lugar está o candidato do PSOL, José Roberto, e na lanterna, o jornalista Marcondes Muvuca (PSH), com 1%. O levantamento foi feito com mil eleitores de Cuiabá e Várzea Grande e a margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Dos entrevistados, 8% não votariam em nenhum dos cinco candidatos. No quesito rejeição, o deputado José Riva lidera (PSD), com 37%, seguido por Marcondes Muvuca (PSH), com 8%, Lúdio Cabral (PT), com 5% e Pedro Taques (PDT), com 4%. A menor rejeição é do candidato do PSOL, José Roberto, com 3%.

O Vox Populi apresentou resultados da pesquisa em dois cenários: 1º e 2º turnos. Neste caso, o senador pedetista também venceria. Se fosse disputar o segundo turno com Lúdio Cabral (PT), Taques venceria com 54%, contra 17% de Cabral.

A disputa de segundo turno seria mais acirrada com o candidato José Riva (PSD). Taques obteria 51% das intenções de voto e José Riva, 21%. Na espontânea, uma surpresa, o nome do senador Blairo Maggi aparece em segundo, com 3% das intenções de voto e Taques vem na frente com 8%.

O senador pedetista aproveitou o resultado da Vox Populi, que foi encomendada pelo candidato ao Senado, o senador Jaime Campos (DEM), para fazer uma panfletagem na madrugada deste sábado 19. No material, ele agradece a confiança da população no projeto de mudar Mato Grosso, mas alerta que a verdadeira pesquisa é a das urnas.


Rui: alinhamento político é importante, mas não impede de fazer bom governo

segunda-feira, 21 julho, 2014

Por: Cíntia Kelly

Tema recorrente na eleição municipal de 2012, a importância  do alinhamento político entre os governos voltou à tona durante campanha deste ano ao governo do Estado.

Apesar de em 2012 esse argumento não ter ‘colado’, já que ACM Neto venceu a eleição embora não estivesse alinhado ao governo Wagner e nem ao governo federal, Rui Costa aposta ainda nessa teoria, apesar de ponderar. “Alinhamento politico é importantíssimo embora não seja impeditivo de fazer um bom governo”, ressaltou, em entrevista à Band News, na manhã desta segunda-feira (21).

Rui aproveitou para alfinetar os governos anteriores ao de Jaques Wagner. Apesar do alinhamento entre o governo federal e o da Bahia, o estado tinha apenas uma universidade federal. Com o ‘time’ de Lula e Wagner, esse número saltou para cinco.

E para não deixar de alfinetar ACM Neto, Rui Costa afirma que o governo baiano tem participação ativa nos investimentos em mobilidade que estão sendo feitos em Salvador, em parceria com o governo federal. E sapecou. “O governo federal já liberou R$300milhoes para a revitalização da orla”. Nem uma palavra sobre uma possível participação da prefeitura nas obras.


Idade mínima para ocupar cargos na magistratura, MP e Polícia Civil gera polêmica

segunda-feira, 21 julho, 2014

Maria Clara Prates

Flávia Ayer

 

Proposta que define 30 anos como exigência para ocupar cargos na magistratura, no Ministério Público e nas polícias Federal e Civil gera debates acalorados entre juristas e parlamentares

 

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A PEC 399, em tramitação na CCJ, prevê que juízes e promotores devem ter maior experiência forenseUma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece uma idade mínima para ingresso nas carreiras da magistratura, Ministério Público e polícias Federal e Civil, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, já está gerando grande polêmica no meio jurídico. A PEC 399/14 define a idade mínima de 30 anos para os candidatos aos cargos, pelo menos três anos de experiência forense – e não jurídica, como é hoje – e, ainda, a exigência de realização de exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para os aposentados dessas carreiras, caso queiram advogar ao deixar os quadros da instituição.

O autor da PEC, deputado federal Rubens Moreira Mendes Filho (PSD-RO), sabe que o tema é polêmico e gera debates acalorados. Ele justifica a iniciativa em razão da “ausência de um ordenamento jurídico consolidado” que discipline a entrada nessas carreiras. Moreira Mendes acredita que, hoje, cada vez mais recém-formados buscam essas instituições e, muitas vezes, não têm a vivência necessária para o exercício dessas atividades de suma importância para toda a sociedade. Para alteração da exigência da prática jurídica para a prática forense, ele diz que, atualmente, para comprovar experiência, são considerados até mesmo estágios da época de faculdade e que é preciso “encostar a barriga nos balcões dos cartórios” dos tribunais para adquirir maior bagagem, indispensável para o exercício dos cargos.

“Ouvi várias pessoas que foram unânimes em afirmar que a entrada precoce nessas carreiras tem acarretado problemas em razão da falta de vivência. Então, fiz a proposta que estabelece isonomia de tratamento para a magistratura, Ministério Público e polícias”, justifica Moreira Mendes. E ele vai mais longe: “Aos 21 anos, alguns jovens quando deixam a faculdade estão preparados intelectualmente, mas veem à vida a partir do ar-condicionado dos edifícios do Rio e de São Paulo e não têm consciência que a tinta de suas canetas é importantíssima”. Moreira Mendes explica que apenas na carreira de juiz o ingresso é melhor regulamentado, enquanto nas polícias não existe qualquer restrição. “A mudança não é para retirar qualquer prerrogativa dessas atividades, mas para estabelecer critérios isonômicos”, conclui.

INCONSTITUCIONAL
 Uma reação contrária à PEC partiu da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que considera a proposta inconstitucional. Mesmo reconhecendo que a juventude é uma característica da carreira de procurador, o presidente da ANPR, Alexandre Camanho, disse que estabelecer idade mínima para ingresso é um critério apenas discricionário e o que qualifica um jovem para o exercício da função é a aprovação em um “concurso público duríssimo”.

“Hoje, temos jovens servindo ao país em todos os cantos, e isso não significa obstrução ao bom desempenho. Aos 30 anos, muitos já estão com suas vidas definidas e não terão disponibilidade para servir em locais mais distantes, como Tabatinga (AM). A juventude tem ajudado e jamais pesou”, garante Camanho, que é como a grande maioria do quadro de base da Procuradoria da República. Com 21 anos de exercício da função, ele ingressou na carreira aos 27 anos. E não está sozinho. A opinião contrária à idade mínima encontra apoio em seus colegas.

ANÁLISE
 Por sua vez, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) informa que não tem uma posição sobre a proposta de mudança da Constituição porque ainda está em fase de análise. Segundo a instituição, o texto da PEC é muito extenso e requer uma discussão mais aprofundada com outras associações de magistrados, como os juízes federais, do Trabalho, entre outros. A Ordem dos Advogados do Brasil segue na mesma linha e disse que o tema não foi analisado pelo Conselho Federal e nem mesmo está em análise.

Mas alguns juízes eleitorais, reunidos em Belo Horizonte, não escondem o descontentamento com a exigência da idade mínima de 30 anos. A juíza de direito de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Marcela Maria Pereira Amaral Morais, de 34 anos, não concorda com mudanças. “Acho que os três anos de experiência são suficientes. O que importa são os estágios e a experiência de trabalho”, ressalta a magistrada, que passou em 1º lugar no certame aos 27 anos. Na bagagem, ela já tinha acumulado estágios no Ministério Público, Defensoria Pública, além de trabalho como assessora jurídica. “No primeiro concurso que fiz, não fui aprovada porque estavam faltando 45 dias para completar o tempo mínimo de três anos de experiência”, conta.

Em vez da exigência de idade mínima, o juiz da 1ª Vara Criminal de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, Gustavo Henrique Moreira do Valle, de 34, defende tempo maior de experiência para iniciar a magistratura. Atualmente, é obrigatório o cumprimento de três anos de atividade jurídica. Ele começou a carreira aos 28 anos e, antes, exerceu o cargo de procurador em Belo Horizonte, mas acredita que mais tempo no mercado teria sido importante. “Entrei muito novo e tive que ter experiência a fórceps. Para um juiz, o mais importante é ter uma experiência efetiva. O problema é que muitos cumprem apenas pró-forma, pois basta a apresentação de documentos”, afirma.

Vivência profissional

A Proposta de Emenda à Constituição 399, que promove a maior alteração para a carreira de delegados da Polícia Federal e Civil – já que atualmente não é exigido nem mesmo o tempo mínimo de atividade jurídica para participar de concurso público –, agrada, em parte, à Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF). O presidente da entidade, delegado Marcos Leôncio, disse que, em abril, durante um congresso da categoria, foi aprovada uma diretriz para reformulação das regras do processo seletivo para a carreira, incluindo a exigência de um período de prática jurídica. No entanto, a entidade rechaça a idade mínima. “A idade não é sinônimo de maturidade profissional. O importante é a prática. É preciso que o cargo de grande responsabilidade não seja o primeiro emprego”, defende.

Marcos Leôncio também confirma que a base da Polícia Federal hoje é formada por jovens e diz que é importante “agregar conhecimento” por meio de prática profissional, antes do ingresso na carreira. “Eu mesmo, antes de ocupar o cargo de delegado federal, me dediquei à advocacia e exerci o cargo de analista do Ministério Público Federal, o que me trouxe uma vivência maior. Para o exercício da função, é necessário que o profissional enxergue as posições dos advogados, juízes e representantes do Ministério Público e, para isso, é necessário vivenciar essa experiência”, afirma.

CONSULTA Com relação à exigência do exame da OAB para que delegados aposentados exerçam a advocacia, Leôncio diz que a entidade fez uma consulta à OAB para que o benefício seja estendido a todos os inativos. “O exame da autarquia foi instituído em 1994, portanto, aqueles que ingressaram antes dessa data nos quadros da PF não precisam fazer a prova. No entanto, defendo que isso seja ampliado, já que os delegados têm prática jurídica e não há razão para que não possam advogar. Segundo o presidente, a OAB ainda não respondeu ao questionamento.

O próprio deputado Moreira Mendes, autor da proposta, admite que essa questão precisa ser debatida amplamente antes da aprovação. Segundo ele, caso a PEC seja aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que analisa apenas a constitucionalidade do tema, será formada uma comissão especial multipartidária para uma discussão ampla, com realização de audiências públicas que reunirão representantes das mais diversas entidades. “Tenho certeza de que não há inconstitucionalidade no texto, que será aprovado na CCJ. E, caso a PEC seja aprovada também na comissão especial, vai a plenário, mas terá que entrar numa grande fila de espera para ser votada”, explica o parlamentar.

O que muda

» A PEC 399 altera os artigos 93, 129 e 144 da Constituição

» Estabelece idade de 30 anos para ingressos na carreia de juiz, Ministério Público e as polícias Federal e Civil

» Exige a prática forense, ou seja, efetivo exercício da advocacia, de no mínimo três anos para ingresso nas carreiras

» Exige a realização de exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para aposentados das carreiras para exercício da advocacia após deixarem suas funções públicas

Como é

» Não existe exigência de idade mínima para se submeter a concurso público para as carreiras

» Para o cargo de juiz e de representantes do Ministério Público, é necessário o exercício de prática jurídica comprovada, e não forense, de pelo menos três anos. Hoje, são consideradas práticas jurídicas até mesmo estágios durante a faculdade. Para os delegados, não há qualquer restrição

» Juízes, promotores e procuradores, além de delegados aposentados não precisam se submeter à prova da OAB para exercício da advocacia após deixarem o cargo

Estado de Minas


Governo de Minas Gerais construiu aeroporto em terra de tio de Aécio Neves

domingo, 20 julho, 2014

Obra, tocada pela construtora Vilasa, custou R$ 14 milhões aos cofres públicos

De acordo com a publicação, o aeroporto é administrado por familiares de Aécio. A família de Múcio Guimarães Tolentino, 88 anos, que é tio-avô do tucano e ex-prefeito do município de Cláudio, guarda as chaves do portão do local.

Orçado em R$ 13,5 milhões, o aeroporto foi feito pela construtora Vilasa, responsável por outros aeroportos incluídos no programa mineiro. O custo final da obra, somados aditivos feitos ao contrato original, foi de R$ 13,9 milhões, segundo a Folha de S. Paulo.

O jornal afirma que, para pousar no aeroporto, é preciso pedir autorização aos filhos de Múcio. Segundo um deles, Fernando Tolentino, a pista recebe pelo menos um voo por semana, e seu primo Aécio Neves usa o aeroporto sempre que visita a cidade. Múcio é irmão da avó de Aécio, Risoleta Tolentino Neves, que foi casada por 47 anos com Tancredo Neves.

Segundo a publicação, a pista do aeroporto tem um quilômetro e pode receber aeronaves de pequeno e médio porte, com até 50 passageiros. Sem funcionários, o local é considerado irregular pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que afirmou que ainda não recebeu do governo estadual todos os documentos necessários para a homologação do aeroporto.

A obra foi executada pelo Departamento de Obras Públicas do Estado (Deop) e faz parte de um programa lançado por Aécio para aumentar o número de aeroportos de pequeno e médio portes em Minas.

Segundo o jornal, o governo do Estado desapropriou a área de Múcio Tolentino antes da licitação do aeroporto e até hoje eles discutem na Justiça a indenização. O Estado fez um depósito judicial de mais de R$ 1 milhão pelo terreno, mas o tio de Aécio contesta o valor.

De acordo com a Folha, antes de o aeroporto ser construído, havia no local uma pista de pouso mais simples, de terra., construída em 1983, quando Tancredo Neves era governador de Minas Gerais e Múcio era prefeito de Cláudio, terra natal de Risoleta.

Ao jornal, Aécio afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a construção do aeroporto seguiu critérios técnicos, e que o governo de Minas Gerais não levou em consideração o fato de o proprietário do terreno ter parentesco com ele.

Contudo, segundo a Folha, Aécio não respondeu quantas vezes usou o aeroporto, e o motivo pelo qual o local, construído com dinheiro público, tem uso privado.

Com Portal Terra


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