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terça-feira, 11 janeiro, 2011

Mais escolarizadas, mulheres recebem 68% da renda dos homens

sexta-feira, 31 outubro, 2014

Agência Brasil

Com índices de escolaridade superiores aos dos homens, as mulheres brasileiras continuam atrás quando analisados o rendimento e a inserção no mercado de trabalho, divulgou hoje (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Estatísticas de Gênero, uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010.

Além de terem menor taxa de analfabetismo, de 9,1% contra 9,8% dos homens, as mulheres chegam mais ao nível superior, com uma taxa de 15,1% de frequência na população de 18 a 24 anos, enquanto os homens somam 11,3%. Também no ensino médio, as mulheres estão mais presentes na idade escolar certa, de 15 a 17 anos, com 52,2% de frequência, contra 42,4% dos homens.

Outro indicador que aponta maior escolarização feminina é a taxa de abandono escolar precoce, que contabiliza os jovens de 18 a 24 anos que não concluíram o ensino médio nem estavam estudando. Esse percentual chega a 31,9% entre as mulheres e 41,1% para os homens.

Apesar desse cenário, o rendimento mensal médio das mulheres equivalia a 68% do masculino, em 2010. Para a coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE, Bárbara Cobo, a delegação de tarefas às mulheres prejudica a igualdade no emprego e na renda: “por motivos que vão além das políticas educacionais e de mercado de trabalho, você não vê essa maior escolarização das mulheres sendo refletida em inserção no mercado de trabalho. Um dos principais motivos é a questão da maternidade. A mulher ainda enfrenta a questão da dupla jornada e, muitas vezes, os cuidados com pessoas da família e serviços domésticos ainda estão substancialmente a cargo delas”, analisa.

Bárbara destaca que mulheres e homens têm salários parecidos no início da carreira, mas as diferenças se agravam ao longo da vida: “o desempenho dela depende da escolarização, mas também depende de políticas públicas que permitam que tenha onde deixar as crianças para trabalhar e da legislação trabalhista. Essa parte também pesa a partir do momento que as licenças maternidade e paternidade são muito diferenciadas. Em cargos de direção, você vê nitidamente a diferença de acesso entre homens e mulheres”, disse a pesquisadora.

Em números absolutos, a pesquisa mostrou rendimento médio para os homens de R$ 1.587, contra R$ 1.074 das mulheres. Em 2000, a desigualdade era ainda maior, com mulheres recebendo 65% do rendimento médio dos homens. Essa melhora, no entanto, não se deu em todas as partes do país, já que, no Norte e Nordeste, a taxa caiu de 71% e 72% para 69% e 68%k, respectivamente. Os homens do Sudeste eram o grupo com maior renda, em 2010, com R$ 1.847, enquanto as mulheres do Nordeste tinham a menor, de R$ 716.

Segundo a pesquisa, Cuiabá é a capital em que a renda feminina chega mais perto da masculina, com 80%, enquanto em Curitiba a proporção fica em 63%. Entre 2000 e 2010, apenas Porto Velho e João Pessoa tiveram aumento da desigualdade de renda, com queda de 72% para 67%, na cidade nortista, e 71% para 69% na nordestina.

A taxa de atividade das mulheres com mais de 16 anos, que indica o percentual das que estão trabalhando ou procurando trabalho, cresceu entre 2000 e 2010 de 50,1% para 54,6%, enquanto a dos homens caiu de 79,7% para 75,7%. Quando analisada a formalização desse trabalho, a pesquisa mostra que os homens tiveram um crescimento maior no emprego com carteira assinada em relação as mulheres. Em 2000, 50% dos homens e 51,3% das mulheres tinham emprego formal, valores que aumentaram para 59,2% e 57,9% em 2010, respectivamente.

Entre as mulheres ocupadas, 19,2% têm nível superior, enquanto os homens somam 11,5%. Na outra ponta, 45,5% dos homens que trabalham não têm instrução ou declaram ter o ensino fundamental incompleto, taxa que é de 34,8% entre as mulheres.

Outra conclusão da pesquisa é que as mulheres são maioria em áreas de formação com menor remuneração. A presença delas é maior nas áreas de educação (83%) e humanidades e artes (74,2%), as duas com menor renda média: de R$ 1.810,50 e R$ 2.223,90, respectivamente. Já na área de engenharia, produção e construção, que tem rendimento médio de R$ 5.565,10 segundo o Censo 2010, elas são apenas 21,9% das pessoas formadas. A segunda área mais bem remunerada, agricultura e veterinária, com R$ 4.310,60 de renda salarial, tem a segunda menor presença feminina (27,4%).


Lupi para ‘Exame': Outras legendas poderão se juntar ao PDT

sexta-feira, 31 outubro, 2014

Fonte: OM – Ascom PDT/Exame

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, concedeu entrevista para a revista “Exame”, da Abril, na última quarta-feira (29/10) e segundo a revista, “com o resultado das urnas nas mãos, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que pretende acelerar a discussão com outras legendas com intuito de incorporá-las ao partido”. Ainda segundo a revista, Lupi teria afirmado que o PDT “poderá se juntar a outras legendas desde que não perca a sigla”, fundada por Leonel Brizola.  Exame afirmou também que Lupi “descartou a possibilidade de fusão – processo em que dois ou mais partidos se unem para formar um novo, com outro nome”.

Segue a transcrição da entrevista:

“Estamos abertos a qualquer força política que tenha uma linha de pensamento parecida com a nossa, mas deixando claro que não há hipótese de o PDT abrir mão da sua insígnia e da sua história”, afirmou.

Segundo ele, há conversas com outras três legendas “menores”.

Lupi não quis, entretanto, indicar os nomes delas “para não atrapalhar o processo de negociação”.

“Tivemos pouco antes do processo eleitoral algumas conversas com partidos que têm uma linha de pensamento próxima da gente. Com o processo eleitoral, parou e não teve uma movimentação concreta. Mas, provavelmente entre o final deste ano e início do próximo, vou retomar essas conversas”, ressaltou.

Paralelo ao processo de incorporação, Lupi diz que o partido, que elegeu 19 deputados e quatro senadores, tem discutido a composição de blocos no Congresso.

O objetivo é ampliar a bancada para até 40 deputados federais e disputar cargos estratégicos como presidência de comissão e relatoria de projetos.

Febre temporal

Integrante da base aliada da presidente Dilma Rousseff, Carlos Lupi minimizou a derrota sofrida pela petista no Congresso Nacional, dois dias após a reeleição dela nas urnas.

Na sessão de ontem à noite, a maioria dos deputados votou pela derrubada do decreto presidencial que previa a criação da Política Nacional de Participação Social, uma das principais bandeiras do governo neste ano.

“Essa questão de resultado eleitoral dura o tempo de uma febre temporal. Ainda estamos no calor de uma disputa acirrada com muitas feridas para serem cicatrizadas. E nessa hora, os parlamentares que perderam a eleição sempre têm que buscar um culpado e se vingam votando contra as iniciativas do governo. Penso que a presidente deu uma sinalização muito importante para a sociedade dizendo que quer fazer um governo de conciliação”, ressaltou.

Para o dirigente, o desdobramento das investigações em torno dos possíveis desvios na Petrobras também não devem “contaminar” o início do novo governo Dilma.

“Acho que não, porque não é um tema novo. Já foi bastante explorado na eleição”, afirmou Lupi.

Segundo ele, caso haja necessidade da criação de uma nova CPI, o partido ajudará na coleta de assinaturas necessárias.

“Temos que investigar e aqueles que cometeram erros, corrupção, têm que ser punidos exemplarmente. Mas acredito que toda denúncia tem que ser primeiro apurada. Acho que a gente está vivendo hoje um momento que me deixa um pouco perplexo. Pessoas pegam uma denúncia e a transformam num fato real. Qualquer denúncia que aparece hoje, em qualquer veiculo de comunicação, passa a ser um veredicto e não é”.


Exército dá golpe de Estado na Burkina Fasso

quinta-feira, 30 outubro, 2014

A derrubada do mandatário foi informada por meio de um comunicado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Nabéré Honoré Traoré. Além disso, foi imposto um toque de recolher noturno a toda a nação.

>> Presidente de Burkina Fasso dissolve governo

Mais cedo, Compaoré já havia dissolvido o governo, em uma tentativa de agradar os manifestantes que foram às ruas contra ele. “Neste momento doloroso que está atravessando o nosso povo, quero dizer que compreendi a mensagem [dos protestos populares] e dissolvi o governo para criar as condições para uma nova perspectiva”, dissera.

Nesta quinta-feira (30), centenas de pessoas invadiram e saquearam o Parlamento da nação africana, localizado na capital Ugadugu, para evitar que fosse votada uma revisão constitucional que permitiria ao presidente, no poder há 27 anos, prorrogar o próprio mandato. Testemunhas afirmam que as forças de ordem responsáveis pela segurança do Congresso facilitaram a entrada dos manifestantes.

Dona de um dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) mais baixos do planeta, Burkina Fasso fica no oeste da África, perto do deserto do Saara, e tem uma economia baseada na agricultura.    Compaoré assumiu o comando do país em 1987 por meio de um golpe de Estado e foi eleito para continuar na Presidência em 1991, 1998, 2005 e 2010, sempre por ampla maioria.


Fruet extingue secretarias e determina corte de 10% no custeio

quarta-feira, 29 outubro, 2014

Fonte: MCS – http://www.curitiba.pr.gov.br

O prefeito Gustavo Fruet assinou nesta quarta-feira (29) decreto que institui o Programa de Melhoria da Receita e do Gasto Público. O texto prevê uma série de medidas de austeridade. Entre elas, o corte de 10% nas despesas de custeio de todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta, a extinção de secretarias – Relações com a Comunidade e Habitação – e a devolução de veículos oficiais.

O novo decreto veda ainda a criação de cargos comissionados ou funções gratificadas e restringe as viagens de membros da administração apenas às destinadas a obtenção de receita.

“Desde que assumimos estamos tomando uma série de medidas para eliminar gastos e ampliando a qualidade do serviço prestado. Isso é gestão eficiente. Herdamos uma dívida de quase meio bilhão de reais da administração anterior e isso também tem que ser equacionado”, explica o secretário de Planejamento e Administração, Fábio Scatolin.

Economia

As medidas tomadas pelo prefeito Gustavo Fruet a partir da posse em janeiro de 2013 já resultaram em economia de R$ 248 milhões aos cofres da Prefeitura de Curitiba. Com o novo decreto, a redução de gastos com custeio irá superar 30% desde o início da atual gestão.

No ano passado, o prefeito já extinguiu as secretarias de Relações Institucionais, Antidrogas e da Copa. Fruet ainda fundiu as secretarias de Planejamento e Administração.

A despesa com manutenção da iluminação pública caiu de R$ 11 milhões na administração anterior para R$ 5,3 milhões ao ano. Além disso, 58 veículos já foram devolvidos à locadora que presta serviço à Prefeitura – medida que, somada à  racionalização no uso de veículos, resulta em redução de R$ 14 milhões anuais nos gastos.

O valor pago pelo seguro dos servidores municipais caiu 33% depois da realização de concorrência pública.

Os gastos com telefonia celular caíram em mais de 40%, passando de R$ 1,7 milhão para R$ 690 mil ao ano.

Na Companhia de Habitação (Cohab), atingiu-se uma economia mensal de R$ 277 mil (R$ 3,6 milhões por ano) com a extinção de duas diretorias, duas gerências e 17 chefias.

No Instituto Curitiba de Saúde (ICS), foi promovida economia mensal de R$ 70 mil.

Em fevereiro de 2013, a Prefeitura já efetivou uma mudança no contrato de ocupação dos 196 radares. O valor pago a empresa foi reduzido em 37%, gerando uma economia anual de mais de R$ 3,2 milhões.

Investimentos

À medida em que corta despesas administrativas, a gestão Gustavo Fruet está ampliando os investimentos. Desde o início de 2013, o Município está recebendo o maior pacote de investimentos da sua história. São cerca de R$ 1 bilhão aplicados em obras  nas áreas de mobilidade urbana, habitação, pavimentação, saneamento e drenagem, construção e reforma de escolas, unidades de saúde, centros de esporte e lazer, entre outras.

Muitas já estão finalizadas, outras em andamento e parte em fase de elaboração de projetos. Grandes projetos – como metrô, revitalização do Inter II, aumento da capacidade do BRT e conclusão da Linha Verde – já têm recursos assegurados.

“Muitos investimentos só estão sendo possíveis graças ao significativo esforço para redução de custos administrativos”, completa Scatolin.


Rui apresenta equipe de transição de governo; secretário da Fazenda coordena

quarta-feira, 29 outubro, 2014

por Fernando Duarte/Luana Ribeiro

Rui apresenta equipe de transição de governo; secretário da Fazenda coordena

Foto: Fernando Duarte / Bahia Notícias
O governador eleito Rui Costa (PT) apresentou nesta quarta-feira (29), em evento realizado na Governadoria, os nomes que vão compor a equipe de transição de sua gestão. O secretário da Fazenda do Estado (Sefaz), Manoel Vitório, coordenará os trabalhos. Integram ainda o grupo o secretário da Casa Civil em exercício, Carlos Palma de Mello; a procuradora do Estado, Cláudia Maria Moura; o chefe de gabinete da Secretaria da Fazenda, Adriano Tadeu Chagas; o chefe de gabinete da Secretaria da Administração do Estado (Saeb), Rodrigo Pimentel Lima; o superintendente de Orçamento Público, da Secretaria do Planejamento (Seplan), Cláudio Peixoto; o coordenador executivo da Casa Civil, Luiz Henrique D’utra; e a superintendente do Atendimento ao Cidadão, da Saeb, Nelma Carneiro Araújo. Segundo Rui, “essa equipe não tem nenhuma relação com os que podem fazer parte do primeiro ou segundo escalão”. Ele acrescentou ainda que outras pessoas estarão envolvidas informalmente no processo, que será dividido em duas etapas: a primeira inclui o levantamento de dados e balanços da execução do governo; na segunda, será realizado o desenho de três ou quatro cenários para a remodelagem da estrutura do governo. Nesta quarta, Rui ainda deve falar de mais detalhes sobre as mudanças que devem ocorrer em sua gestão.
Bahia Noticias

Janot diz que recusa de extradição de Pizzolato cria precedente perigoso

quarta-feira, 29 outubro, 2014

Agência Brasil

Ao comentar a recusa da Justiça italiana ao pedido brasileiro de extradição do ex-diretor de Marketing do Banco Brasil Henrique Pizzolato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, demostrou preocupação com as condições do sistema carcerário do Brasil.

“A estratégia da defesa foi explorar alguns presídios que, na verdade, são enxovias [masmorras, calabouços], que conseguiu um precedente muito perigoso para o Brasil, que é de não conseguir extraditar ninguém da comunidade europeia”, alertou.

Por iniciativa própria, Janot, que completou um ano à frente do Ministério Público Federal em setembro, participou nesta quarta-feira de reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para prestar contas de sua atuação.

O procurador-geral da República descartou a tese de que a negativa italiana tenha alguma relação com o fato de o governo brasileiro não ter atendido ao pedido de extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por crimes de terrorismo. Battisti vive hoje no Brasil.

“Foi uma longa negociação com a Justiça italiana, o Ministério Público italiano, a Advogacia-Geral da Itália, com o Ministério da Justiça da Itália e nunca, em momento algum, esse problema foi levantado, não foi jamais nem discutido sobre isso. O que eles têm interesse é que a gente eventualmente em casos tópicos proceda a [com a] reciprocidade e isso o governo brasileiro se compromete a fazer“, garantiu.

Para diminuir os problemas no sistema carcerário brasileiro, Janot disse que vai encaminhar aos parlamentares um conjunto de propostas feitas pelo Conselho Nacional do Ministério Público e pelo Conselho Nacional de Justiça com o apoio do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério da Justiça. Chamado Segurança sem Violência, o programa propõe a aplicação de políticas públicas com soluções de curto, médio e longo prazo.


A reação ao plebiscito

terça-feira, 28 outubro, 2014
Jornal do Brasil

A preocupação das forças conservadoras com relação ao plebiscito na realidade é que este seja um primeiro plebiscito e que depois se sigam outros.

As forças políticas do governo conhecem perfeitamente as preocupações verdadeiras e as verdadeiras raízes do segmento financeiro.

O governo não pode abandonar um manifesto que leva 7,5 milhões de assinaturas entregues pelo partido que reelegeu a Presidenta.

O governo é consciente da dificuldade política que vai enfrentar no Congresso, não só no atual como no futuro.

Grande parte da base política do governo é a favor de deixar ser votado no Congresso a proposta do PSDB – tendo sido aprovada no Senado, só falta a Câmara decidir.

Ao PT é fundamental o fim das coligações partidárias. A coligação partidária tirou do PT 32 deputados. A proposta de revisão constitucional que Dilma falou – e foi ironizada ao se referir a dois turnos de eleições proporcionais – está no texto das propostas de reforma da OAB e da CNBB.

Com referência a reformas econômicas, Dilma não tomará nenhuma medida antes de ouvir segmentos empresariais.


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