Bem Vindo ao Blog do Professordesiderio

terça-feira, 11 janeiro, 2011

Programação do Governo começa nesta quinta com Ivete e Léo Santana

quinta-feira, 23 fevereiro, 2017

No circuito Osmar, se apresenta o artista do momento, o cantor Léo Santana, com saída prevista para as 18h. Já na Barra, os foliões vão curtir ao som de Ivete Sangalo, marcada para sair às 18h50. Também se apresentam no circuito Dodô Luiz Caldas, Babado Novo, Chicabana, Bandana e Patchanka.

A programação no Pelourinho começa na sexta-feira (24), com atrações para todas as idades e estilos. Para que o Carnaval Pipoca siga com tranquilidade e baianos e turistas possam aproveitar a festa com mais comodidade, diversos serviços foram ampliados e estão assegurados pelo Estado, em áreas como segurança e saúde, além de ações de conscientização e também de combate ao racismo, exploração sexual, entre outros.

http://informebaiano.com.br/

 


Lava Jato: propinas de US$ 40 milhões envolvem senadores do PMDB

quinta-feira, 23 fevereiro, 2017
Alvo de mandados de prisão, operadores foram incluídos na lista da Interpol

A Polícia Federal cumpriu, nesta manhã, dois mandatos de prisão preventiva e busca e apreensão expedidos pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Os alvos principais – Jorge Luz e o filho dele, Bruno Luz – são dois investigados por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, suspeitos de intermediar propina de forma profissional e reiterada na diretoria Internacional da Petrobras, com atuação também nas diretorias de Serviço e Abastecimento da estatal.

Operadores financeiros do PMDB, Jorge Luz e Bruno Luz, identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes de diretorias da Petrobras, são o alvo da ação. De acordo com o delegado da PF Maurício Moscardi Grillo, Jorge está nos Estados Unidos desde janeiro e Bruno, desde agosto do ano passado. Por isso, os nomes dos dois foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol e podem ser presos por autoridades estrangeiras para que retornem ao Brasil espontaneamente ou por extradição.

Ainda segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, “as prisões foram decretadas para garantia de ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em conta a notícia que os investigados se evadiram recentemente para o exterior, possuindo inclusive dupla nacionalidade”.

Moro revoga prisão de dono do jatinho que levava Eduardo Campos

No despacho inicial, Sérgio Moro havia decretado, também, a prisão preventiva do empresário Apolo Santana Vieira, mas um novo despacho revogou a prisão, a pedido do Ministério Público Federal, já que, segundo justificativa do juiz da Lava Jato, Apolo estaria em tratativas para um acordo de delação premiada. O empresário vem a ser dono do jato Cessna que caiu com o candidato à presidência da República Eduardo Campos (PSB) na campanha eleitoral de 2014.

 

O nome da operação – Blackout – é uma referência ao sobrenome de dois dos operadores financeiros. O objetivo é mostrar a interrupção da atuação dos investigados como representantes do esquema. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. 

Os pedidos protocolados pela força-tarefa em Curitiba tiveram como base principal os depoimentos de colaborações premiadas reforçados pela apresentação de informações documentais, além de provas levantadas por intermédio de cooperação jurídica internacional. De acordo com o MPF/PR, os dois alvos das prisões desta quinta-feira são suspeitos de utilizar contas no exterior para fazer repasse de propinas a agentes públicos. Entre os contratos da diretoria Internacional, os alvos são suspeitos de intermediar propinas na compra dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; na operação do navio sonda Vitoria 10.000 e na venda, pela Petrobras, da Transener para a empresa Eletroengenharia.

Além disso, esporadicamente os investigados atuavam também em outras diretorias da Petrobras. Na área de Abastecimento, as investigações identificaram a participação deles na intermediação de propinas no contrato de aluguel do terminal de tancagem celebrado entre a Petrobras e a empresa Trafigura, e no contrato de fornecimento de asfalto com a empresa Sargent Marine. Também foi identificada atuação dos investigados no pagamento de propinas para Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços, decorrente de contratos celebrados com a empresa Sete Brasil para exploração do pré-sal.

Para realização dos pagamentos de propina de forma dissimulada, os alvos desta nova fase utilizavam contas de empresas offshores no exterior. No decorrer das investigações foram identificados pagamentos em contas na Suíça e na Bahamas.

Conforme o procurador da República e integrante da força-tarefa Lava Jato do MPF/PR, Diogo Castor de Mattos, “as prisões foram decretadas para garantia de ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em conta a notícia que os investigados se evadiram recentemente para o exterior, possuindo inclusive dupla nacionalidade”.

Ainda de acordo com o procurador Diogo Castor de Mattos, Jorge atuava como lobista na Petrobras desde a década de 1980, mas a operação se restringiu aos últimos 10 anos, quando houve repasse de US$ 40 milhões. “São pessoas que ainda estão no cargo gozando de foro privilegiado. Senadores, principalmente”, afirmou Mattos sobre os beneficiários, sem entrar em detalhes sobre os nomes dos beneficiários.

Na decisão que autoriza a deflagração desta fase, o juiz federal Sérgio Moro destacou que “o caráter serial dos crimes, com intermediação reiterada de pagamento de vantagem indevida a diversos agentes públicos, pelo menos dois diretores e dois gerentes da Petrobras, em pelo menos cinco contratos diferentes da Petrobras, aliada à duração da prática delitiva por anos e a sofisticação das condutas delitivas, com utilização de contas secretas em nome de off-shores no exterior (cinco já identificadas, sendo quatro comprovadamente utilizadas para repasses de propinas), é indicativo de atuação criminal profissional”.

Ainda em seu despacho, o magistrado reforçou que, caso confirmada a evasão dos investigados para o exterior, em virtude dos alvos terem dupla nacionalidade, seja realizada a inclusão do nome dos investigados no rol de foragidos internacionais da Interpol.

>> Veja o despacho do juiz Sérgio Moro

>> Moro defende prisões preventivas: “essencial para interromper crimes”


José Serra pede demissão do Ministério das Relações Exteriores

quinta-feira, 23 fevereiro, 2017
Tucano alega questões de saúde em carta encaminhada a Michel Temer

O tucano aponta na carta que passa por tratamentosmédicos que o impedem de fazer as viagens internacionais necessárias para o cargo, mas que honrará o mandato de senador, “trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática no Brasil”.

Serra também diz que está triste com a decisão, e que o período de sua recuperação seria de pelo menos quatro meses.

"Faço-o com tristeza mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de V. Excelência"

“Faço-o com tristeza mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de V. Excelência”

Leia a íntegra da carta de demissão de José Serra:

Senhor presidente,

Pela presente, venho solicitar minha exoneração do cargo de Ministro de Estado das Relações Exteriores.

Faço-o com tristeza mas em razão de problemas de saúde que são do conhecimento de Vossa Excelência, os quais me impedem de manter o ritmo de viagens internacionais inerentes à função de Chanceler. Isto sem mencionar as dificuldades para o trabalho do dia a dia. Segundo os médicos, o tempo para restabelecimento adequado é de pelo menos quatro meses.

Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe. No Congresso, honrarei o meu mandato de senador trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática no Brasil.

Respeitosamente, José Serra

Nosso comentário: aposto um milhão de sacas de café, como o partido sem escola e a pró Rose do Espirito Santo estão festejando essa saída.

Entenda o caso:

http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/02/economia/548101-brasil-vai-importar-cafe-para-segurar-alta-de-produto.html


‘Al Jazeera’: No Brasil, a festa acabou e ressaca chegou

quarta-feira, 22 fevereiro, 2017
Artigo diz que Rio de Janeiro é o epítome da tragédia brasileira

Blanco aponta que em mundo inevitavelmente multilateral como, as potências regionais devem ter a sua quota de responsabilidades para construir caminhos mais plurais a fim de construir um ambiente político internacional mais justo e mais pacífico.

Portanto, diz ele, espera-se que o Brasil tenha um papel significativo na política internacional. No entanto, a crise que o país atravessa estruturalmente a impede de cumprir essa expectativa.

“O Brasil está derretendo, tentando ser suave”.

Uma imagem eufemística é a de que o país está acordando depois de uma festa enorme, com uma ressaca terrível, e agora tem que enfrentar uma realidade muito difícil, descreve Ramon em seu texto para Al Jazeera.

De fato, olhando para o Rio de Janeiro, que foi o anfitrião dos Jogos Olímpicos, a metáfora é de fato realidade. Sem surpresas, o Rio é o epítome da tragédia brasileira. Até recentemente, tanto o Brasil como o Rio estavam no centro das atenções da cena internacional, recebendo investimentos e elogios.

> > The Brazilian hangover: When the party ends

"É difícil acreditar que o Brasil vai recriar as circunstâncias necessárias para exercer um papel proeminente na arena internacional antes de ter um novo presidente em 2019", diz Ramon Blanco para Al Jazeera
“É difícil acreditar que o Brasil vai recriar as circunstâncias necessárias para exercer um papel proeminente na arena internacional antes de ter um novo presidente em 2019”, diz Ramon Blanco para Al Jazeera

No entanto, transformar esta situação promissora em uma realidade sustentável foi simplesmente impossível quando a verdadeiro festa que o país estava desfrutando terminou. O Brasil estava desfrutando de um boom em suas exportações de commodities, graças à alta demanda na China. Assim que a demanda chinesa diminuiu, o impacto foi rapidamente sentido.

‘Estado de calamidade’

A situação no Rio é trágica. Uma vez que a economia do estado é altamente dependente das vendas de petróleo, a diminuição dos preços do barril caíram no mundo e o escândalo de corrupção na Petrobras piorou a situação.

A crise do petróleo mundial e especialmente a do Brasil acabaram por afetar várias áreas – que vão desde a luta do Estado para pagar os salários e as pensões de seus funcionários públicos, até seus setores de saúde e segurança, que está em ruínas.

Não é por acaso que o governador em exercício do Rio, declarou estado de calamidade em junho de 2016. Na esfera política, a situação não é melhor. Em novembro passado, por exemplo, Rio observou dois de seus principais políticos, Sergio Cabral e Anthony Garotinho, ambos ex-governadores, sendo presos.

Esse é definitivamente um microcosmo da crise no Brasil. O país está em uma extrema recessão econômica. Durante o boom das commodities, o Brasil perdeu a oportunidade de fazer modificações estruturais em sua economia e tornar-se menos dependente da flutuação de preços das commodities mas não o fez, afirma Ramon Blanco.

Inversamente, o país experimentou, por exemplo, a deterioração de seu setor manufatureiro. Agora, luta para produzir um crescimento econômico sustentável e gerar empregos suficientes, o que, conseqüentemente, enfatiza seu déficit público. Nesta situação, após o Rio de Janeiro, dois outros estados da federação também declararam um estado de calamidade financeira pública – Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Portanto, três das quatro maiores economias do Brasil estão inequivocamente quebradas. Mesmo o Espirito Santo, um estado muitas vezes elogiado como um exemplo financeiro, está sob uma crise de segurança significativa, devido a uma greve dos policiais exigindo melhores salários. As consequências da greve reivindicaram pelo menos 144 vidas.

Turbulência política

No entanto, uma dimensão fundamental da crise brasileira é a esfera política, que está em grave turbulência.

Nos últimos meses, por exemplo, o país testemunhou o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Além disso, a maior investigação de corrupção do Brasil, conhecida como Operação Lava Jato, está o maior partido do país e abalando profundamente todo o establishment político.

No topo de tudo isso, mais uma vez o Brasil está sob uma reestruturação neoliberal para superar a crise, que é o equivalente a avançar quando chegar à borda de um penhasco.

Um país que já foi capaz de prosseguir uma política externa muito pró-ativa agora é incapaz de lidar eficazmente com crises urgentes, como a da Venezuela ou do Haiti. Conseqüentemente, com seus principais pilares colapsados, é ilusório esperar que o Brasil tenha uma grande influência na cena internacional, avalia Ramon para Al Jazerra.

De fato, há bastante tempo pode-se observar exatamente o oposto, ou seja, o recuo das ambições globais do Brasil. Isso é claramente perceptível simplesmente observando a estrutura financeira de sua diplomacia. Por exemplo, o país vem diminuído o orçamento atribuído ao seu Ministério dos Negócios Estrangeiros. Assim, o Brasil não está apenas recrutando menos diplomatas, mas também discutindo o fechamento de várias embaixadas e consulados em todo o mundo, principalmente na África e no Caribe, informa Ramon.

A recente emenda constitucional, que limita o teto dos gastos públicos por duas décadas, sem dúvida garante que essa tendência não é efêmera, destaca professor. Mais importante ainda, deve-se notar que um dos pilares fundamentais da diplomacia brasileira é o seu presidente. Portanto, qualquer turbulência no gabinete do presidente – ou simplesmente de alguém que simplesmente não tem nenhuma inclinação para buscar uma política internacional proativa, como a ex-presidente Rousseff – afeta diretamente o posicionamento do Brasil no mundo.

Portanto, não é difícil entender que um presidente que toma posse através de um processo de impeachment – como o Presidente Michel Temer – está longe de estar em uma posição sólida para realizar diplomacia presidencial com uma perspectiva global. Pelo contrário, a necessidade constante de simplesmente gerenciar sua posição política no país – como conseqüência de um processo de impeachment muito contestado e polarizador – apreende muito mais de sua atenção e preocupações do que qualquer aspiração internacional.

Esta situação suprime estruturalmente a capacidade do Brasil de perseguir um objetivo político mais relevante em suas relações internacionais. Consequentemente, um país que já foi capaz de seguir uma política externa muito pró-ativa – Junto com a Turquia, um acordo nuclear com o Irã ou a promoção de um mundo policêntrico com os países do BRICS, envolvidos na concepção de uma arquitetura financeira internacional alternativa com a criação do Novo Banco de Desenvolvimento – não consegue lidar eficazmente com crises urgentes em seu continente, como a da Venezuela ou do Haiti.

É difícil acreditar que o Brasil vai recriar as circunstâncias necessárias para exercer um papel proeminente na arena internacional antes de ter um novo presidente em 2019. Somente alguém assumindo o cargo presidencial diretamente através do voto popular pode possivelmente aliviar as tensões políticas em Brasília, trazer alguma previsibilidade para a economia e, por sua vez, definir as condições para projetar a influência internacional do Brasil, conclui Ramon Blanco.

“Até então, infelizmente para todo o mundo, o Brasil simplesmente permanecerá à deriva nas águas turbulentas que não estão no horizonte da política internacional”, finaliza Ramon Blanco para Al Jazeera. 

*Ramon Blanco é pesquisador e professor de relações internacionais na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Brasil).


Félix Jr. diz que PDT está ainda insatisfeito com fatia do poder

quarta-feira, 22 fevereiro, 2017
Foto: Divulgação
O presidente do PDT na Bahia, deputado federal Felix Mendonça Jr., confirmou em entrevista à Tribuna que pode assumir a Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri). Ele é cauteloso, diz que não quer “antecipar as coisas”, mas admite a articulação para assumir a pasta que hoje é comandada pelo deputado estadual Vitor Bonfim, também do PDT.“Já tivemos uma conversa preliminar por meio da Serin (Secretaria das Relações Institucionais do Governo do Estado), mas não tem nada definido, e eu não quero antecipar as coisas. Seria uma coisa grosseira da minha parte. Vamos agora conversar com o governador Rui Costa. Na política nada se descarta antes de conversar”, afirmou o deputado Felix Jr.Ele admitiu também que a atual composição do PDT no governo de Rui Costa (PT) ainda não é o que o partido espera de fato.“Ainda vamos discutir isso com o governador também. Precisamos saber se essas modificações que ele fez agora fecham a composição. Vamos discutir o espaço do PDT no governo, porque o que o PDT tem hoje não é representação do partido. Isso aí é uma coisa acordada lá com alguns deputados, costurada com os próprios deputados. Vamos sentar com o governador e conversar para saber qual é o espaço do PDT”, afirmou o deputado à reportagem. Por ora, o governador também não confirma a possível mudança na Seagri. Em conversa com a imprensa ontem na apresentação do plano de segurança pública para o carnaval, Rui Costa minimizou a articulação. “Não tenho nenhuma informação sobre isso. Às vezes a imprensa é mais bem informada do que eu, o governador. O PDT já está no governo”, afirmou o comandante do Executivo baiano. Leia mais na Tribuna da Bahia.


Félix desconversa sobre convite para assumir a secretaria de Agricultura

quarta-feira, 22 fevereiro, 2017

0525

Questionado pelo Informe Baiano nesta segunda (20) sobre a possibilidade de assumir a secretaria de Agricultura do Governo da Bahia, o deputado federal e presidente estadual do PDT, Félix Mendonça, desconversou.

 

“Não tive nenhum conversa nesse sentido. O que está programado é uma conversa sobre o PDT para depois do carnaval”, disse.

 

Félix já fez parte da Comissão de Agricultura e é um dos principais defensores da matéria na Câmara Federal, onde fez parte da Frente Parlamentar de Defesa da Lavoura Cacaueira. Além disso, tem boa relação com os prefeitos. Caso a informação seja confirmada, o suplente Emiliano José (PT) assume a cadeira do pedetista.

 

Já o atual secretário Vitor Bonfim retorna para a Assembléia Legislativa da Bahia e o deputado Ângelo Almeida (PSB) volta para suplência.


Odebrecht provocará tsunami na política nacional, diz procurador

segunda-feira, 20 fevereiro, 2017

Carlos-FernandoO procurador Regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos principais negociadores das delações premiadas e leniências da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou que as revelações de executivos e ex-executivos da Odebrecht vão provocar um “tsunami” na política brasileira.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o decano da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, disse ainda que as delações confirmarão que a corrupção, descoberta na Petrobras, existe em todos os níveis de governo, envolvendo partidos de esquerda e direita. “A corrupção está em todo sistema político brasileiro, seja partido A, partido B, seja partido C. Ela grassa em todos os governos”.

“É um grande caixa geral de favores que políticos fazem através do governo, e em troca recebem financiamento para si ou para seus partidos e campanhas. Funciona em todos os níveis, exatamente igual”, diz Santos Lima, que defende o fim do sigilo para a maior parte da delação da Odebrecht. “Isso vai ser revelado bem claramente quando os dados das colaborações e da leniência da Odebrecht forem divulgadas – e, um dia, serão.”

O procurador negou que a Lava Jato realize “prisões em excesso”, disse que grupos políticos deixaram de apoiar as investigações após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e que reformas nas regras penais do País – como as propostas no pacote das 10 Medidas contra a Corrupção – não podem existir sem uma reforma política.

“A classe política tem que perceber que a sobrevivência dela depende dela mudar seus próprios atos. Se o sistema mudar, aqueles que vierem a sobreviver ao tsunami de revelações, quem sabe encaminhe o Brasil para um País melhor”, afirmou Santos Lima.

http://www.interiordabahia.com.br