Bem Vindo ao Blog do Professordesiderio

terça-feira, 11 janeiro, 2011

 


PDT relembra 1964

terça-feira, 31 março, 2020

CIRO GOMES ASSINA DOCUMENTO DA OPOSIÇÃO QUE PEDE A RENÙNCIA DE BOLSONARO

Jornal do BrasilINFORME JB, informejb@jb.com.br
Macaque in the trees
Carlos Lupi e Ciro Gomes (Foto: Divulgação)

A Fundação Leonel Brizola e o PDT vão publicar, durante uma semana, vídeos históricos com depoimentos de personagens que testemunharam o golpe militar iniciado em 31 de março e que culminou na deposição do ex-presidente João Goulart , em primeiro de abril.

Para Carlos Lupi, presidente nacional do partido brizolista, “no aniversário de 56 anos de 31 de março, o PDT está de luto. Golpe não se comemora. Golpe se repudia”, disse.

Lupi e Ciro Gomes (que é vice-presidente do PDT) assinaram, nesta segunda (30) à noite, um documento em que todos os partidos de oposição ao governo Bolsonaro pedem a renúncia do presidente.

A decisão foi tomada após reunião, por vídeoconferência, de representantes do PDT, PT , PC do B, PSOL, entre outros. Na carta, os líderes oposicionistas afirmam que Bolsonaro tem adotado atitudes irresponsáveis “contra a saúde pública.”

Carlos Lupi também entrou com ação popular contra Bolsonaro, na Justiça Federal de Brasilia, para impedir que ele faça propaganda contra o isolamento, que é uma orientação das autoridades mundiais da saúde pública.

“As atitudes do presidente nos levam a crer que ele queira ser interditado”, afirmou o pedetista.


Isolamento político de Bolsonaro é ‘situação inédita’ na Nova República, diz professor

terça-feira, 31 março, 2020
Macaque in the trees
Bolsonaro participa de videoconferência. Foto de arquivo (Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República)

Governadores e prefeitos brasileiros estão buscando ajuda no exterior para combater a pandemia da COVID-19 sem intermédio do governo federal. A agência de notícias Sputnik Brasil ouviu o cientista político Rodrigo Prando, que explicou por que essa é uma situação inédita no Brasil.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem criticado as medidas dos governadores para conter a pandemia da COVID-19, principalmente as quarentenas nos estados. Diante da postura errática do governo federal, governadores das regiões Norte e Nordeste, além de municípios como o de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, buscam ajuda chinesa para o combate ao novo coronavírus.

Para Rodrigo Prando, cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, essa situação ocorre porque Bolsonaro demonstra problemas para exercer liderança.

“Mostra justamente […] a falta de uma coordenação de comunicação, de diretrizes que venham determinadas pela Presidência da República, depois, no caso, o ministro da Saúde, que chegue aos governadores e prefeitos, mas também porque o presidente Bolsonaro neste momento tem uma enorme dificuldade de liderar”, diz.

Prando recorda que, em 2019, houve outros momentos em que os governadores adotaram essa mesma postura. É caso do momento em que Bolsonaro trocou farpas com o presidente da França, Emmanuel Macron, acerca do aumento das queimadas na Amazônia, por exemplo. À época o presidente francês e governadores da região Norte mantiveram contato sem intermédio do governo federal.

“Já não é a primeira vez que governadores acabam por sair da órbita da Presidência da República, portanto, das questões atinentes à diplomacia, e vão buscar recursos ou parcerias no exterior”, aponta o professor.

Essa situação em que governadores prescindem da liderança do Executivo federal para tratar com governos de outros países é inédita, segundo o pesquisador.

“Isso é uma situação inédita, pelo menos que eu entendo, pelo que eu tenho estudado, na Nova República. Portanto, se nós formos levar em consideração [os ex-presidentes] Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Michel Temer, não houve, nesse período, nenhum presidente que tivesse sido isolado pelo conjunto dos governadores estaduais como está acontecendo agora”, afirma.

O professor remete à reunião realizada na semana passada entre governadores em que decidiu-se tratar das questões pertinentes à pandemia diretamente com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

“O Poder não fica órfão. Se o Poder não tem sido exercido pelo presidente da República como caberia neste momento de crise, o poder está sendo exercido obviamente pelos governadores dos estados”, aponta.

Tática de enfrentamento e repercussão internacional.

A forma de governo do presidente Bolsonaro, apoiada no confronto, inaugura o que o professor classifica como “presidencialismo de confrontação”. O cientista recorda que houve ao longo do governo uma inclinação ao confronto com as instituições.

“Não se pode dizer que é simplesmente algo dado à intempestividade do presidente, que ele simplesmente seja muito sincero e fale sem papas na língua. Há por trás disso um elemento claro, estratégico, muito bem pensado, que é essa confrontação”, explica.

Porém, o cientista avalia que essa estratégia pode não gerar mais frutos daqui para frente, uma vez que os elementos sobre os quais se ergueu, em 2018, já não estão mais presentes.

O professor destaca ainda que internacionalmente a reputação de Bolsonaro, em relação à pandemia, tampouco vai bem. Prando aponta que tanto a mídia internacional quanto os governos têm demonstrado pouca simpatia com a postura do presidente brasileiro.

“Nesse momento a figura do presidente Bolsonaro no cenário internacional está diminuída em sua importância, justamente porque o discurso do presidente é um discurso errático e isso faz com que, no limite, a sociedade brasileira, o cidadão, sinta-se, em um momento de muita angústia, desamparado”, afirma. (Sputnik Brasil)


Isolamento retarda disseminação do novo coronavírus pelo país, diz Fiocruz

segunda-feira, 30 março, 2020

Estudo conclui que, quando a adesão à medida é alta num município, pode-se haver um retardo de até 75 dias para a chegada da Covid-19 em outras cidades

Foto: Fotos Públicas/Marco Santos/Agência Pará
Foto: Fotos Públicas/Marco Santos/Agência Pará

 

Um estudo da Fiocruz sobre a vulnerabilidade das diversas microrregiões brasileiras à chegada do novo coronavírus concluiu que, quanto maior a adesão a políticas de isolamento social nas cidades onde ele já circula, mais tempo as demais ganham para se preparar para a Covid-19. O intervalo varia de dez a 75 dias. As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, quando a adesão é baixa, com circulação de transporte intermunicipal e sem redução de contato social, o vírus demora dez dias para migrar para outras cidades. Quando ela é mais ​alta, com 80% de interrupção de um município a outro e até 32% de isolamento dos moradores em suas casas, o prazo sobe para 75 dias.

O estudo, assinado pelo pesquisador Marcelo Gomes, cruzou os dados do IBGE de deslocamentos pendulares —quando uma pessoa mora em uma cidade e trabalha no município vizinho— e também de origem e destino dos passageiros de avião no Brasil.

Segundo ele, a primeira onda de disseminação, a partir de São Paulo e Rio para todas as capitais e grandes centros urbanos, já ocorreu. É possível ainda tornar a segunda onda mais lenta.

Da Redação do Bahia.Ba


Bolsonaro volta a criticar isolamento social: ‘todos nós iremos morrer um dia’

segunda-feira, 30 março, 2020

Jornal do Brasil

Macaque in the trees
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Jair Bolsonaro, após passear pelo comércio de Brasília neste domingo (29), voltou a se posicionar contra o isolamento mais geral da população durante a pandemia de coronavírus.

Ao defender o isolamento apenas de idosos e de grupos de risco, Bolsonaro afirmou que é preciso poupar vidas, mas que “todos vão morrer um dia”.

“Temos um problema do vírus? Temos. Ninguém nega isso daí. Devemos tomar os devidos cuidados com os mais velhos, com as pessoas do grupo de risco. Agora, o emprego é essencial”, disse.

“Essa é uma realidade, o vírus tá aí. Vamos ter que enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, porra. Não como um moleque. Vamos enfrentar o vírus com a realidade. É a vida. Tomos nós iremos morrer um dia”, acrescentou o presidente.

Ao reiterar as suas críticas ao isolamento mais geral no combate ao coronavírus, Bolsonaro afirmou que os trabalhadores precisam dos empregos para ganhar seu sustento.

“Nós vai [sic] condenar esse cara a ir pra dentro de casa? Ficar dentro de casa, ele não tem poupança, não tem renda. A geladeira dele, se tiver, já acabou a comida, porque tem que trabalhar. Tem que sustentar a família. Tem que cuidar dos seus filhos”, disse o presidente, citado pelo G1.(Sputnik Brasil)


Os 15 Minutos Preciosos

sexta-feira, 27 março, 2020

Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos.
Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de verdade, os aprendizes de anjos passavam por um estágio. Durante um certo período, eles saíam em duplas para fazer o bem e no final de cada dia, apresentavam ao anjo mestre um relatório das boas ações praticadas.
Aconteceu então, um dia, que dois anjos estagiários, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressavam frustrados por não terem podido praticar nenhum tipo de salvamento sequer. Parece que naquele dia, o mal estava de folga.
Enquanto voltavam tristes, os dois se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. Neste momento, um deles, dando um grito de alegria, disse para o outro:
– Tive uma idéia. Que tal darmos o poder a estes dois lavradores por quinze minutos para ver o que eles fariam? O outro respondeu:
– Você ficou maluco? O anjo mestre não vai gostar nada disto!
Mas o primeiro retrucou:
– Que nada, acho que ele até vai gostar! vamos fazer isto e depois contaremos para ele…
E assim o fizeram. Tocaram suas mãos invisíveis na cabeça dos dois e se puseram a observá-los. Poucos passos adiante, eles se separaram e seguiram por caminhos diferentes. Um deles, após alguns passos depois de terem se separado, viu um bando de pássaros voando em direção à sua lavoura, e passando a mão na testa suada, disse:
– Por favor meus passarinhos, não comam toda a minha plantação!
Eu preciso que esta lavoura cresça e produza, pois é daí que tiro o meu sustento.
Naquele momento, ele viu espantado a lavoura crescer e ficar prontinha para ser colhida em questão de segundos. Assustado, ele esfregou os olhos e pensou: devo estar cansado… e acelerou o passo.
Aconteceu que logo adiante ele caiu, ao tropeçar em um pequeno porco que havia fugido do chiqueiro. Mais uma vez, esfregando a testa ele disse: – Você fugiu de novo meu porquinho! Mas, a culpa é minha, eu ainda vou construir um chiqueiro decente para você. Mais uma vez espantado, ele viu o chiqueiro se transformar num local limpo e acolhedor, com água corrente e o porquinho já instalado no seu compartimento. Esfregou novamente os olhos e apressando ainda mais o passo disse mentalmente: “estou muito cansado!”
Neste momento ele chegou em casa e, ao abrir porta, a tranca que estava pendurada caiu sobre sua cabeça. Ele então tirou o chapéu, e esfregando a cabeça disse:
– De novo, e o pior é que eu não aprendo. Também, não tem me sobrado tempo. Mas ainda hei de ter dinheiro para construir uma grande casa e dar um pouco mais de conforto para minha mulher.
Naquele exato momento aconteceu o milagre. Aquela humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante dos seus olhos…
Assustadíssimo, e sem nada entender, convicto de que era tudo decorrente do cansaço, ele se jogou numa enorme poltrona que estava na sua frente e, em segundos, estava dormindo profundamente. Não houve tempo sequer para que ele tivesse algum sonho.
Minutos depois, ele ouviu alguém pedir socorro: – Compadre! Me ajude! Eu estou perdido!
Ainda atordoado, sem entender muito o que estava acontecendo, ele se levantou correndo. Tinha na mente, imagens muito fortes de algo que ele não entendia bem, mas parecia um sonho.
Quando ele chegou à porta, encontrou o amigo em prantos. Ele se lembrava que poucos minutos antes eles se despediram no caminho e estava tudo bem.
Então, perguntando o que havia se passado, ele ouviu a seguinte estória: – Compadre, nós nos despedimos no caminho e eu segui para minha casa.
Acontece que poucos passos adiante, eu vi um bando de pássaros voando em direção à minha lavoura. Este fato me deixou revoltado e eu gritei: “Vocês de novo, atacando a minha lavoura, tomara que seque tudo e vocês morram de fome!” Naquele exato momento, eu vi a lavoura secar e todos os pássaros morrerem diante dos meus olhos! Pensei comigo, devo estar cansado, e apressei o passo. Andei um pouco mais e cai, depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro. Fiquei muito bravo e gritei mais uma vez: “Você fugiu de novo? Por que não morre logo e pára de me dar trabalho?” Compadre, não é que o porco morreu ali mesmo, na minha frente! Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa, e ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta. Naquele momento, como eu já estava mesmo era com raiva, gritei novamente: “Esta casa… Caindo aos pedaços, por que não pega fogo logo e acaba com isto?”… Para minha surpresa, compadre, naquele exato momento a minha casa pegou fogo, e tudo foi tão rápido que eu pude fazer! … Mas … Compadre, o que aconteceu com a sua casa?… De onde veio esta mansão?
Depois de tudo observarem, os dois anjos foram, muito assustados, contar para o anjo mestre o que havia se passado. Estavam muito apreensivos quanto ao tipo de reação que o anjo mestre teria… Mas tiveram uma grande surpresa!
O anjo mestre ouviu com muita atenção o relato, parabenizou os dois pela idéia brilhante que haviam tido, e resolveu decretar que a partir daquele momento, todo ser humano teria 15 minutos de poder ao longo da vida. Só que, ninguém jamais saberia quando estes 15 minutos de poder estariam acontecendo.
Será que os próximos 15 minutos serão os seus?
Muito cuidado com tudo o que você diz, como age e aquilo que pensa! Sua mente trabalhará para que tudo aconteça, seja bom ou ruim.

Desconhecido

Fonte: O Pensador

 

Para Sara, Raquel e Lia e para todas as crianças

Eu queria uma escola
Que cultivasse a curiosidade e a alegria de aprender que em vocês é
Natural

Eu queria uma escola
Que educasse seu corpo e seus movimentos,
Que lhes ensinasse esportes e práticas de vida saudáveis;
Que possibilitasse seu crescimento físico sadio,
Normal.

Eu queria uma escola
Que lhes ensinasse tudo sobre a natureza,
O ar,
A matéria,
As plantas,
Os animais,
Seu próprio corpo,
Deus
Mas que ensinasse primeiro pela observação,
Pela descoberta,
Pela experimentação.
E que dessas coisas ensinasse não só a conhecer, como também a aceitar,
Amar
E preservar.

Eu queria uma escola que lhes ensinasse tudo sobre a nossa História
E a nossa Terra,
De uma maneira viva, atuante,
Questionadora,
Pela ótica do povo e não pela dominante.
Queria ver vocês respeitando nossas tradições,
Nossos velhos,
Nossos costumes
Valorizando nossa cultura e tudo o que faz parte da vida da nossa gente.

Eu queria uma escola que orientasse vocês a pesquisarem e conhecerem melhor a vida de seus avós,
De seus bisavós,
De seus ancestrais, imigrantes,
De sua comunidade,
E que ajudasse vocês a preservar de tudo isso a memória!

Eu queria uma escola que ensinasse vocês a usarem bem a nossa língua,
A pensarem e se expressarem com clareza e objetividade.
Queria uma escola que ensinasse vocês a amarem nossa literatura
E nossa poesia.
Que lindo ver vocês, já agora, interessadas em Monteiro Lobato e Manoel Bandeira!
Espero que sua escola lhe possibilite conhecer muito mais, um dia!
É rico Veríssimo, Graciliano Ramos, Cecília Meireles, Carlos Drumond de Andrade, Vinicius de Moraes, Caetano, Gil e Chico!
E que faça vocês ficarem ansiosas por “devorarem” todos os nossos escritores e poetas,
de antigamente e de agora.
Tomara que a gramática venha livre, leve e solta enquanto vocês são crianças; e entre com tudo quando vocês forem capazes de abstração, aos 12, 13 anos (não antes); só nessa hora!

Eu queria uma escola
Que lhes ensinasse a pensar,
A raciocinar,
A procurar soluções.
Queria uma escola que, desde cedo, usasse materiais concretos, para que vocês pudessem ir formando corretamente
Os conceitos matemáticos,
Os conceitos de números,
As operações…
Somar, subtrair, multiplicar, dividir…
Usando Blocos Lógicos. Réguas de Cuisinaire (não precisam ser comprados, não! Que sejam feitos por vocês mesmos com a orientação de seus professores) usando palitos, tampinhas, pedrinhas… só porcariinhas!!!
Fazendo vocês aprenderem brincando e vivendo situações de cotidiano: pensando, medindo, comprando, lucrando, perdendo ganhando!

Ah! meu Deus!
Deus que livre vocês de uma escola em que tenham que copiar pontos.
Deus que livre vocês de decorar, sem entender, nomes, datas, fatos, fórmulas, enunciados e regras gramaticais…
Deus que livre vocês de aceitarem conhecimentos “prontos”, mediocramente “embalados” nos livros didáticos descartáveis,
Comerciais,
Superficiais,
Descomprometidos e que
Distorcem as verdades.
Deus que livre vocês de ficarem passivos,
Ouvindo e repetindo e repetindo e repetindo
Com a única finalidade de passar de ano.
Deus que livre vocês de aprenderem métodos de dissimulação e de
Auto-enganação!

Eu queria uma escola
Que também desenvolvesse a sensibilidade
Que vocês já têm
Para apreciar o que é bonito e eterno.
Eu queria uma escola
Que desenvolvesse os seus meios de auto-expressão,
E sua criatividade tão vital!
Que lhes desse múltiplos meios de vocês expressarem
Cada sentimento,
Cada drama,
Cada emoção.
Que vocês aprendessem a transformar e a criar!
Que vocês aprendessem a respeitar
A madeira, a cortiça, o papel,
A tinta, o pincel,
A tesoura, o tecido, a caixa,
O objeto imprestável.
Que vocês não vissem o mundo como descartável.
Mas que tudo fosse matéria prima em cada mão,
Para exercer esse dom divino
da recriação!

Eu queria uma escola
Que ensinasse vocês a conviver,
A cooperar,
A respeitar,
A esperar,
A saber viver numa comunidade
Em união.
Uma escola em que eu também pudesse ir com seu pai, com outros pais e professores, para aprender e para participar com vocês
No seu processo de crescimento,
Aprendizagem
E humanização.

Ah! E antes que eu me esqueça:
Deus que livre vocês de um professor incompetente,
Descontente,
Desumano,
Irritado
E mal preparado.

E que no tempo de vocês, o Estado,
Assuma sua verdadeira função: que invista
No bem estar para o povo,
Emprego,
Saúde
E educação.

Maria Teresa Del Prete Panciera
Mogi Mirim/83

maria tereza del prete panciera

Fonte O pensador


Mais de 15 países querem remédio cubano que ajudou China a conter COVID-19

quinta-feira, 26 março, 2020
Macaque in the trees
Médicos cubanos Têm muito boa reputação em todo o mundo (Foto: Reuters / Alexandre Meneghini)

Cuba recebeu solicitação de mais de 15 países para a compra do medicamento Interferon Alfa 2B, utilizado pela China no combate ao novo coronavírus.

O embaixador de Cuba em Moscou, Gerardo Peñalver, informou que Havana recebeu pedidos de mais de 15 países para adquirir a droga Interferon Alfa 2B, desenvolvida na ilha.

“Até o dia de hoje recebemos pedidos de mais de 15 países para comprar o medicamento, o que é um reconhecimento do desenvolvimento biotecnológico do nosso país”, declarou o embaixador.

Peñalver lembrou que o medicamento foi utilizado com êxito na China para conter a pandemia do novo coronavírus.

O Interferon Alfa 2B é um medicamento recombinante com ação antiviral desenvolvido e produzido em Cuba.(Sputnik Brasil)


Bolsonaro se isola com direita após discurso, e centro e esquerda se unem de novo

quinta-feira, 26 março, 2020

BRASIL

Ao criticar o combate ao coronavírus no país, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inflamou usuários de centro no Twitter, que atacaram o mandatário e, de forma inédita, passaram a ter volume de mensagens semelhante aos perfis de direita.

A Folha analisou 950 mil tuítes feitos entre as 19h de terça (24), pouco antes do pronunciamento do presidente em cadeia nacional, e as 6h desta quarta (25). Foram consideradas mensagens que continham termos como “Bolsonaro”, “pronunciamento” e correlatos.

É um levantamento feito desde maio do ano passado, sempre que há eventos relevantes politicamente. Em nenhum momento até esta semana o centro havia tido atividade semelhante aos perfis de direita.

Entre terça e quarta, 59 mil usuários de direita postaram sobre o pronunciamento; no centro, foram 58 mil.

Quando o STF (Supremo Tribunal Federal) voltou a barrar a prisão em segunda instância, em novembro passado, o que permitiu a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foram apenas 15 mil centristas comentando a decisão, num período de coleta maior —um dia inteiro (nesta semana, foram 11 horas consideradas).

Naquele momento de novembro, a presença da direita foi duas vezes maior que a do centro comentando a liberdade do petista.

Repetindo o que houve na semana passada, quando Bolsonaro concedeu entrevista coletiva sobre o vírus ao lado de ministros usando máscaras de proteção, as mensagens mais populares no centro foram em grande parte iguais às que mais circularam na esquerda —todas críticas ao mandatário.

Dos dez tuítes mais populares no centro nesta semana, nove também estavam na lista da esquerda.

A mensagem mais retuitada em ambos os espectros foi “agora, definitivamente e de uma vez por todas, o lugar do Bolsonaro é na CADEIA!”.

Na direita, majoritariamente os tuítes que mais circularam foram de apoio ao presidente, como “aqueles que torcem para que o vírus vença o Brasil estão revoltados com a coragem do Presidente @jairbolsonaro de escancarar a verdade! Vamos sair do isolamento horizontal para o vertical, protegendo os mais vulneráveis e permitindo que pessoas voltem a trabalhar”.

O tuíte se refere à ideia do presidente de que a política de isolamento deveria ser restrita às populações mais vulneráveis, não à toda a população, para que haja menos danos econômicos. É uma estratégia tida como ineficaz por especialistas e pelos governadores, que afirmam que o vírus continuaria a circular e atingiria os vulneráveis de qualquer forma.

Apesar do apoio na maior parte dos tuítes mais populares, o quinto mais retuitado foi crítico ao presidente: “Um presidente que num momento de crise faz um pronunciamento oficial em cadeia nacional para falar sobre ele e não sobre o seu povo não merece a cadeira que pediu pra gente”.

Além de inflamar o centro, o discurso do Bolsonaro fez a esquerda disparar no número de pessoas comentando o evento. Nesta semana, houve mais que o dobro de perfis de esquerda no debate, em relação aos de direita.

Na época da soltura de Lula, em novembro, eles tiveram praticamente o mesmo montante.

A classificação dos usuários entre centro, direita e esquerda é feita pelo GPS Ideológico, ferramenta da Folha que categorizou 1,7 milhão de perfis no Twitter, com interesse em política. Os usuários são distribuídos numa reta, do ponto mais à direita ao mais à esquerda, de acordo com quem eles seguem na rede social.

O QUE DISSE BOLSONARO
Em seu terceiro pronunciamento em rádio e televisão sobre a crise do coronavírus, o presidente atacou governadores e disse que eles precisam “abandonar o conceito de terra arrasada”, com a proibição de transporte, o fechamento do comércio e o que chamou de confinamento em massa.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro seguiu no mesmo tom e voltou a criticar medidas adotadas por estados e municípios para reduzir circulação de pessoas.

“O povo tem que parar de deixar tudo nas costas do poder público. Aqui não é uma ditadura, é uma democracia”, disse o presidente a jornalistas na saída do Palácio da Alvorada. “Os responsáveis pela minha mãe de 92 são seus meia-dúzia [de] filhos.”

Reportagem da Folha mostrou que a estratégia do pronunciamento de terça-feira foi definida pelo chamado “gabinete do ódio”, núcleo formado por aliados do presidente que defendem confrontos para mobilizar a base bolsonarista.

A avaliação deles é a de que, diante do clima de animosidade, era hora de orientar a militância digital apontando inimigos, no caso os veículos de imprensa e os governos estaduais, mobilizando os eleitores fiéis a responderem às críticas contra a gestão federal.

Além disso, ao criticar o desaquecimento da atividade econômica, o presidente, segundo deputados aliados, tentou criar uma vacina: a de que um eventual aumento do desemprego no futuro não é responsabilidade sua, mas dos governos estaduais que adotaram medidas de contenção.

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