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terça-feira, 11 janeiro, 2011

Sofrência pode matar: Edson Gomes diz ter criado termo ‘sofrência’ e que novo estilo ‘induz a tomar veneno de rato’

sábado, 28 março, 2015

por Lucas Cunha

Edson Gomes diz ter criado termo 'sofrência' e que novo estilo ‘induz a tomar veneno de rato’

Para Gomes, sofrência de Pablo ‘é canalhice’. Fotos: Ag. Haack
Edson Gomes, maior nome do reggae baiano, parece não ter gostado da popularização do termo ‘sofrência’. Não pelo menos da forma como ele, recentemente, ganhou popularidade, normalmente associado ao ‘sofrimento’ causado pelas músicas românticas do arrocha de artistas como o também baiano Pablo. É que Edson afirma ter sido o primeiro a usar a palavra ‘sofrência’ na música “Viu”, do seu álbum de estreia de 1988 “Reggae Resistência”, o mesmo que tem clássicos como “Sistema do Vampiro”, “Rastafary”, “Maladrinha” e “Samarina”. Durante o show desta sexta-feira (27), quando tocou para um público de 10 mil pessoas no bairro do Periperi em Salvador dentro do Festival da Cidade, Edson atacou o estilo e disse que as “músicas da sofrência” estimulavam os homens a resolver “tomar veneno de rato” e o alcoolismo. Após a apresentação, o reggaeman nascido em Cachoeira, no Recôncavo baiano, explicou melhor a sua ira contra a “sofrência” de Pablo e companhia em cima do palco. “Eu joguei no ar essa palavra sofrência, tá na minha música, agora os caras pegaram. Já consultei o dicionário e vi que ela não existe lá. A minha sofrência é a sofrência coletiva do povo, nós sofremos muito. Não é o que eles estão cantando aí de amor apaixonado, que induz homem a tomar veneno de rato, a se embriagar, a não permitir que a mulher não queira mais se relacionar. Eu coloquei na minha música: ‘vamos acabar com tanta violência, vamos acabar com tanta sofrência’. E agora eles estão batizando uma canalhice como sofrência. Eu sou o criador da palavra, se não há no dicionário, eu sou o criador”, desabafou Gomes. Questionado se a ‘sofrência’ não era um estilo popular, muito escutado em periferias como o próprio Periperi onde estava cantando, Gomes afirmou que “o povo não é educado para rejeitar canalhice”. “O povo gosta de tudo, aceita tudo, coisas que prejudicam eles mesmos”. Por fim, Edson se recusou a tecer sua opinião sobre o que achava do cantor Pablo, símbolo-mor da ‘sofrência’ do arrocha. “Por favor, não me force a dizer o que acho. Não force a barra. Até porque não tem nada de bom para falar”, respondeu, aos risos.
Abaixo, ouça a música “Viu”, composição de Edson Gomes lançada em 1988 que contém o termo sofrência e leia a letra da canção:

“Viu” (Edson Gomes)

Viu,vamos acabar / Com tanta violência
Viu,vamos acabar / Com toda essa dor
Viu,vamos acabar / Com tanta sofrência
Viu,vamos acabar / Com toda essa tristeza
Todo mundo precisa / De um lugar Pra morar
Todo mundo precisa / De viver em paz
Todo mundo precisa / Respirar o ar
Todo mundo precisa / Se alimentar
Nosso comentário: “todo homem é imortal, mas, o homem sábio é justo, imortal e divino.”

Renato Janine Ribeiro é o novo ministro da Educação

sexta-feira, 27 março, 2015

Ele é professor da USP e tem 18 livros publicados

O professor Renato Janine Ribeiro é o novo ministro da Educação. O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira pela Presidência da República. A posse de Janine será no próximo dia 6.

O novo ministro é professor da Universidade de São Paulo (USP). Tem 18 livros editados e, em 2011, recebeu o Prêmio Jabuti de melhor ensaio. Janine substitui Cid Gomes, que pediu demissão após provocar uma crise com a Câmara dos Deputados.

Ele é titular da cadeira de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP)
Ele é titular da cadeira de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP)

Janine é especialista na obra do filósofo inglês Thomas Hobbes, sobre quem focou suas pesquisas de mestrado e doutorado. Sobre o filósofo, Ribeiro publicou os livros A Marca do Leviatã Ao Leitor Sem Medo.

Ribeiro escreveu ainda ensaios sobre filosofia política focando a realidade brasileira. Ele venceu o Prêmio Jabuti em 2001 com a obra A Sociedade Contra o Social: O Alto Custo da Vida Pública no Brasil. O filósofo tem ainda publicações que tratam de democracia, da relação da universidade com a sociedade e sobre a forma de fazer política em geral. Ao todo Ribeiro tem 18 livros editados, além de ensaios e artigos em publicações científicas.

No serviço público, além de ter sido aprovado no concurso para professor da USP, Janine atuou como membro do Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (1993-1997), do conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)  (1997-1999), secretário da SBPC (1999-2001) e diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) (2004-2008). Além disso, foi membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da USP e é membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), segundo informações do Palácio do Planalto.

Ribeiro fez mestrado na Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne, doutorado pela USP e pós-doutorado pela British Library.

Veja a nota oficial:

A presidenta da República Dilma Rousseff convidou nesta sexta-feira (27) o professor doutor Renato Janine Ribeiro para assumir o cargo de ministro da Educação.

A posse do novo ministro será no dia 6 de abril.

Perfil:

Renato Janine Ribeiro tem formação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado pela Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne, doutorado pela USP e pós-doutorado pela British Library. É professor titular de Ética e Filosofia Política da USP.

Tem 18 livros editados, além de inúmeros ensaios e artigos em publicações científicas. Em 2001, recebeu o prêmio Jabuti de melhor ensaio.

O novo ministro foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq (1993-1997), do Conselho da SBPC (1997-1999), secretário da SBPC (1999-2001) e diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) (2004-2008). Além disso, atuou como membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da USP e é membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da FIESP.

Secretaria de Imprensa

Presidência da República


Lembo: “A burguesia foi às ruas, o povão ainda não”

sexta-feira, 27 março, 2015

Ex-governador analisa protestos e diz que se periferia se levantar, ‘vai ser problema muito sério’

O ex-governador Claudio Lembo deu uma longa entrevista ao jornal Valor Econômico, nesta sexta-feira (27), na qual chamou os tucanos de “raivosos”, com destaque para o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira – candidato a vice de Aécio nas eleições presidenciais – atacou a “elite branca”  por sua visão “imediatista” e calcada em “interesses pessoais, não coletivos”.

Lembrou quando falou que a minoria branca estava extremamente agressiva por causa do PCC. “Agora vejo a minoria branca toda na carceragem da Polícia Federal em Curitiba”, diz destacando que esta é a que mais viciou a máquina do Estado. Lembro afirma ainda que “desde o tempo do Império” é assim. “São sempre os mesmos. É uma endemia complexa e complicada.”

O ex-governador citou ainda o caso Petrobras, afirmando que é preciso analisar a mudança da lei 8.666, das licitações, que aconteceu no governo FHC. “Acho que aí está o primeiro erro. Deu dinâmica à Petrobras, mas deu também liberdade muio grande.”

Lembo também falou dos protestos do dia 15, contra Dilma. “Quem viu a avenida Paulista no domingo viu a classe média. E é bom que ela se movimente. A classe média é muito parada. Mas ela está sendo injusta, porque ganhou muito dinheiro no período Lula-Dilma. Eles não mexeram no bolso da classe média. Ela tem objetividade, uma nítida visão de interesse pessoal, nunca coletivo. E está apavorada. Quer ganho, mas não risco. Por isso, pede para as Forças Armadas voltarem. A burguesia está na rua. O povão, ainda não. Há alguma coisa em áreas específicas, mas é pouca gente. O movimento sem-teto (MTST) eu acho muito ativo…” […] Se as periferias das grandes cidades, particularmente São Paulo, se levantarem, vai ser um problema muito sério. Há muita miséria em torno de São Paulo. É extremamente angustiante. Creio que vamos ter um momento difícil para o Brasil daqui para os próximos meses. Algo que vai criar interrogações muito grandes é a ação do ministro Levy. Ele tem sido um pouco autoritário ao se manifestar. Parece o regime militar.”

O ex-governador também reforça que hoje o país está socialmente mais dividido. “Naquela época, o PCC, burramente, atacou o Estado. E não foi nada. Queimou um ou dois ônibus, mas apavorou a burguesia. As mensagens por celular estavam no começo. Isso motivou uma comunicação desesperada. havia essa questão da segurança pessoal. Hoje está todo mundo na rua. Todo dia tem tiroteio e ninguém mais liga. Acostumaram.”

Para Lembo, se Dilma não ganhasse as eleições o clima de protestos estaria pior. “A burguesia não percebeu porque é imediatista. Se a vitória não fosse de Dilma ia ser muito pior o movimento de rua. Ia ser uma coisa agressiva.”


Câmara aprova projeto que assegura mamografia a mulheres a partir dos 40 Fonte

quinta-feira, 26 março, 2015

Fonte: MCS – Agência Câmara | 26 de março de 2015

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25/03) o Projeto de Decreto Legislativo 1442/14, que suspende parcialmente a Portaria 1.253/12, do Ministério da Saúde. A suspensão evita que seja negado às mulheres na faixa de idade de 40 a 49 o exame de mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). A matéria deve ser votada ainda pelo Senado.

O texto aprovado mantém a mamografia para essa faixa etária custeada com recursos do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec). O uso dos recursos desse fundo, de acordo com a portaria, seria permitido em mamografias apenas para a faixa etária de 50 a 69 anos, alterando a Tabela de Procedimentos do SUS, além de contrariar a Lei  11.664/08, que assegura a realização de mamografia pelo SUS a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade.

Um dos autores do projeto que deu origem à lei, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), salientou que a norma veio para salvar vidas, dar qualidade de vida e baratear o custo do tratamento do câncer de mama. “Como dizia a minha avó, que ensinou a minha mãe, que me repassou, é muito melhor prevenir do que depois remediar. Essa lei vem funcionando. Nós começamos a briga em 1999 para em 2008 virar lei.”

Pompeo de Mattos destacou a contribuição dos deputados que aprovaram o PDC e derrubaram a portaria. “Graças à atenção, à sensibilidade daqueles que lutam contra o câncer de mama, chegou a demanda a esta Casa, que imediatamente reagiu — a Deputada Carmen Zanotto, por sua atitude, aqueles que subscreveram, e eu subscrevo junto também. Nós reagimos a que essa portaria não vingue, a essa atitude do Ministério da Saúde de querer derrogar uma lei”.

Para o parlamentar, o câncer de mama é o “mal do século” e tem de ser enfrentado por todos. “Quero parabenizar a todos aqueles que chamaram para si a responsabilidade e pedir ao Ministério da Saúde que, antes de fazer uma portaria para tirar direitos de tratamentos dignos de saúde da população, do cidadão, examine as leis. Nós temos que cumprir as leis que esta Casa fez e faz. A lei da mamografia tem nome e endereço: é a favor das mulheres do Brasil e, como tal, não pode ser substituída,” asseverou.


BAHIA: Prefeito de Recife diz que ACM Neto é ‘exemplo para o país inteiro’

quinta-feira, 26 março, 2015

por Luiz Fernando Teixeira / Fernando Duarte

Prefeito de Recife diz que ACM Neto é ‘exemplo para o país inteiro’

Eduarda e João Campos, com Geraldo Júlio | Foto: Luiz Fernando Teixeira
Discursando na inauguração da Escola Municipal Eduardo Campos nesta quinta-feira (26), o prefeito de Recife, Geraldo Júlio (PSB), mostrou-se empolgado com a visita a Salvador. Tratando o gestor da capital baiana, ACM Neto (DEM), como “prefeito exemplo para o país inteiro”, Júlio não pareceu recordar de divergências históricas entre o PSB, partido ao qual é filiado, e o DEM, sigla que tem o chefe do executivo soteropolitano como um dos expoentes. “São muitas cidades brasileiras que tem olhado para o que ACM Neto tem feito aqui junto com os soteropolitanos para levar para suas cidades”, sugeriu o socialista. Segundo ele, caso o padrinho político dele, Eduardo Campos, estivesse vivo, “ele estaria feliz em ver a qualidade dessa escola e saber que aqui as crianças vão ter um futuro diferente, de saber que você [ACM Neto] dá uma prioridade tão importante para a educação”. “Eduardo era encantado e apaixonado pela educação. Conseguiu colocar Pernambuco num mapa diferenciado da educação. Estaria feliz em ver essa transformação. Aqui você está realizando uma parte dos sonhos dos brasileiros”, defendeu Júlio, em rasgados elogios a ACM Neto.

Em audiência, policiais baianos pedem maior atenção aos ‘direitos humanos’ para a categoria

por Cláudia Cardozo

Em audiência, policiais baianos pedem maior atenção aos 'direitos humanos' para a categoria

Foto: Angelino de Jesus / OAB-BA
O presidente da Associação de Praças e Policiais Militares da Bahia (APPM), José Roque, questionou ‘a violência’ que os policiais militares e da falta dos direitos humanos para a classe durante a audiência pública realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) na manhã desta quarta-feira (25) . “Os direitos humanos também tem essa obrigação, de cuidar dos policiais militares. A violência que o policial militar sofre um grande desrespeito à sociedade. O policial militar não precisa ser execrado, ele sabe da sua missão. Mas como pode o policial militar exercer sua atividade, sendo execrado a todo o momento?”, desabafou. José Roque disse que os policiais precisam do apoio dos “direitos humanos para combater a marginalidade”. O presidente da APPM ainda asseverou que os direitos dos policiais são limitados, sendo impedidos de se sindicalizarem, de fazerem greve, e que são presos por questões administrativas da corporação. Para Roque, quando um policial sofre uma violência, ele fica muito vulnerável, e por isso, a sociedade sofre as consequências. “O serviço policial militar precisa ser prestigiado, porque nós também queremos prestar o melhor serviço à sociedade, mas nós também queremos esse reconhecimento”, conta. José Roque defende ainda um modelo de segurança mais eficaz e diz que a policia faz um serviço de “excelência”, e que só é dado visibilidade aos fatos negativos.
Major Pitta | Foto: Angelino de Jesus/ OAB-BA

O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, Jorge Falcão,  afirmou que é preciso “enxergar a violência policial sob a ótica da violência do Estado contra policiais”. Para ele, o policial ser morto fora do serviço, é um exemplo da violência do Estado. Falcão diz que o momento é para se “discutir as condições de trabalho do policial”. O sindicalista diz que o maior número de mortes de policiais rodoviários federais, por exemplo, é em decorrência de acidentes em serviço, com viaturas em péssimas condições uso, com falta de blindagem das viaturas, e que o “monopólio” de uma empresa fabricante de armamentos, que produz armas falhas, expõe mais ainda a vida do policial. O chefe do Cerimonial da Polícia Militar da Bahia, Major Pitta, afirmou que a “percepção dos direitos humanos e do ser policial, tem sofrido uma revolução muito grande e constante”. “Antigamente, pregava-se que eram as minorias, que seriam os negros, os homossexuais e hoje, nós, policiais militares, estamos aqui, querendo um espaço nessa sociedade. Sociedade que, muitas vezes nos culpa, nos julga de forma antecipada, nos impõe uma culpa, e muitas vezes, nem o direito da ampla defesa e do contraditório é respeitado. Mas nos sentenciam, nos cobram, exigem que sejamos, sim, heróis”, afirma. Pita afirma que 3% dos policiais baianos respondem a processos administrativos.
Eduardo Rodrigues | Foto: Angelino de Jesus

O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Eduardo Rodrigues, avalia que a sociedade tem “uma interpretação ruim dos direitos humanos, pensando que eles só poderiam defender os marginais ou os bandidos”. “Na verdade, os chamados direitos humanos são um sistema complexo de direitos essenciais a todo cidadão e que tem uma ligação íntima com o Estado Democrático de Direito. São aqueles direitos que podem ser desde a liberdade, o direito à vida, até direitos que vem de outras categorias culturais, sociais e econômicas”, esclarece Rodrigues. O vice-presidente da comissão diz que, em verdade, “os policiais já são abarcados por esses direitos”. “O que nós temos que fazer é criar um caminho para que possamos acessar essas instituições, que são instituições históricas, representações de policiais, principalmente as militares, que são muito rígidas. Entretanto, essas questões passam por tramites legislativos”, ponderou.

Infomações do Bahia Noticias

Executivo e Judiciário fecham acordo para combater corrupção e impunidade

quinta-feira, 26 março, 2015

Agência Brasil

Sem a participação de representantes do Legislativo, autoridades do Executivo, Judiciário, Ministério Público e da sociedade civil assinaram hoje (25) um acordo de cooperação para fortalecer o combate à corrupção e à impunidade. Entre as medidas está a criação de um grupo técnico para discutir e apresentar propostas para tornar mais ágil a tramitação de processos judiciais e administrativos relacionados à prática de atos ilícitos contra o patrimônio público.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, minimizou a ausência de representantes da Câmara e do Senado, e ressaltou que os parlamentares terão a responsabilidade de dar a “palavra final” sobre as propostas. “Vamos fazer um grupo técnico para formar propostas para mandar para o Legislativo. Eventualmente, na hora que se tiver maior consenso, vamos chamar o Legislativo para fazer o Terceiro Pacto Republicano. Já foram feitos dois pactos, que são projetos de lei acordados entre os poderes para ter tramitação com maior agilidade. Quem dará a palavra final é, obviamente, o Legislativo”, argumentou ele.

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ricardo Lewandowisk, além da união de forças entres as instituições do Estado, o combate à corrupção deve envolver toda a sociedade. “Vamos avançar, propondo medidas na áreas jurisdicional, legislativa, administrativa, mas isso só não basta. O combate à corrupção não deve envolver apenas o agente do Estado, mas toda a sociedade, porque é um problema de natureza cultural no Brasil”, disse ele.

Autoridades assinam acordo de cooperação para fortalecer combate à corrupção
Autoridades assinam acordo de cooperação para fortalecer combate à corrupção

Durante a assinatura do acordo de cooperação, no Supremo, Lewandowisk anunciou parceria com os Estúdios Maurício de Souza, do criador da Turma da Mônica, para produção de histórias em quadrinhos com a temática do combate à corrupção e de defesa da ética.

“O STF já estava desenvolvendo um projeto para levar essa mensagem para as crianças, para que desde pequenas elas possam imbuir-se da necessidade de agir com ética”, destacou Lewandovisk. Emocionado, Mauricio de Souza ressaltou ser importante lembrar dos ensinamentos dos pais.

“Acho que podemos usar os personagens para jogar sementes para as crianças sobre o modo de se comparar na sociedade, da moral familiar, daquilo que a gente aprende em casa”, disse o cartunista.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o objetivo do Ministério Público Federal é trabalhar conjuntamente com os poderes do Estado para fortalecer o combate à corrupção. Segundo ele, a corrupção mata fisicamente, quando o dinheiro destinado à saúde vai para um fim indevido; e mata o futuro dos nosso jovens, quando o dinheiro da educação é desencaminhado. Isso “mata o desenvolvimento da nossa sociedade”, destacou.

O pacto prevê uma parceria com entidades ou pessoas dos setores público e privado, que atuem profissionalmente em atividades relacionadas ao tema, por meio da criação do Fórum de Colaboradores. O fórum dará sugestões ao grupo de trabalho e fará críticas às propostas debatidas no grupo técnico.

O grupo de trabalho terá 60 dias, prorrogáveis por igual período – a contar da data de publicação do acordo – para apresentar parecer com as sugestões a serem enviadas ao Congresso Nacional, caso dependam de mudança legislativa. Integrarão o grupo representantes do Ministério da Justiça, Conselho Nacional de justiça, da Advocacia-Gerral da União, Controladoria-Geral da União, Ordem dos Advogados do Brasil e do Conselho Nacional do Ministério Público.

“Estamos criando uma política de Estado no combate à corrução, para unir esforços”, disse Cardozo.

Agência Brasil


Bahia: Servidores protestam contra o governo

quarta-feira, 25 março, 2015
Por conta da demora por parte do governo do Estado em anunciar o reajuste 2015 do conjunto do funcionalismo público estadual, os servidores da saúde anunciaram que será realizada uma manifestação nesta quarta-feira (25), às 9 horas, em frente à Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). De acordo com release do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde-Ba), as entidades que representam os servidores públicos do estado, por meio da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), pedem o reajuste linear, em índice que observe a inflação do ano de 2014, de 6,41% (IPCA-IBGE) e que considere um cronograma de reposição das perdas salariais. Os trabalhadores ainda pedem aumento no valor do ticket alimentação, que não sofre reajustes há mais de seis anos, e dizem não aceitar a posição do governo de dividir o reajuste em duas parcelas. Estarão presentes no protesto servidores da capital e do interior do estado.

Servidores estaduais cobram reajuste após rodada de negociação sem avanços

Marinalva Nunes, coordenadora da Fetrab / Foto: Divulgação
Funcionários públicos do estado da Bahia realizaram mais uma rodada de negociação sem avanços, nesta segunda-feira (24), com os titulares da secretaria de Administração, Etelvino Góes, e da secretaria de Relações Institucionais, Josias Gomes. Os representantes dos servidores cobram o pagamento do reajuste de 8,8% concedido em janeiro deste ano.  De acordo com o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa da Bahia (Sindsalba) e a Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia (Fetrab), cerca de 33 mil servidores continuam recebendo salários abaixo do mínimo. “Há 90 dias, praças da Polícia Militar, técnicos de nível médio e auxiliares recebem R$ 732. É uma situação vexatória e esse grupo acumula uma perda salarial de 63%. O Estado alega uma série de dificuldades, culpa a crise e não dá uma previsão de quando a situação será resolvida”, afirma a coordenadora da Fetrab, Marinalva Nunes, que não descarta a possibilidade de greve no funcionalismo público. Segundo o presidente do Sindsalba, Flávio Abreu, os servidores podem entrar com uma nova Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), caso as negociações não avancem. “Com esses atrasos, o servidor perde metade do seu salário”, argumenta Abreu.
Informações do Bahia Noticias

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