Fórum baiano sobre desenvolvimento e territorialidade no semi-árido

quarta-feira, 15 dezembro, 2010

Fórum vai acontecer na VII Feira do Semi-Árido na Uefs.

Acontece nos dias 15 e 16 de dezembro o Fórum Baiano sobre Desenvolvimento e Territorialidade no Semi-Árido.

A atividade acontecerá no campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em paralelo com a VII Feira do Semi-Árido.

A Feira vai do dia 15 até 17 de dezembro com o tema “Saberes e Fazeres do Semi-Árido Contemporâneo”. A feira acontece no campus da UEFS na Av. Transnordestina, S/N (BR 116 Norte), bairro Novo Horizonte.

O Fórum

O evento é uma iniciativa do Governo da Bahia, da UEFS, do Fórum Baiano da Agricultura Familiar (FBAF) e da Coordenação Estadual dos Territórios de Identidade da Bahia (CET) e tem como parceiros a Petrobras, o Banco do Nordeste e a UFRB.

O Fórum Baiano sobre Desenvolvimento e Territorialidade no Semi-Árido tem o objetivo de discutir propostas viáveis de melhorias para a convivência neste bioma. Ao final do evento será produzido um documento que será entregue ao Governador Jaques Wagner.

Na oportunidade do evento ocorrerão palestras, mesas redondas, painéis, oficinas e mostra de experiências e produtos.

O Semi-Árido é o espaço onde vive milhões de baianos e baianas, cuja cultura e expressão social carregam uma força incomum. É também o lugar do investimento, da produção, minério, energia, agricultura e de imensas riquezas latentes e redes sociais estruturadas e capazes de construir caminhos e tecnologias de convivência e de desenvolvimento sustentável.

É o maior Bioma do Estado da Bahia, abarcando uma imensa área do território baiano. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site http://www.seplan.ba.gov.br, os organizadores disponibilizam hospedam e alimentação aos participantes durante os dois dias do evento.

Maiores informações pelos telefones (75) 3224-8026/8154 ou endereço http://www.uefs.br/feiradosemiarido e ainda através do e-mail feiradosemiarido@gmail.com.

 


Inter dá vexame no Mundial e perde do Mazembe da África

quarta-feira, 15 dezembro, 2010

Internacional perde para o Mazembe e está fora do Mundial.

O que era improvável, para alguns impossível, aconteceu. O Internacional perdeu para o Mazembe, do Congo, por 2 a 0 nesta terça-feira, em Abu Dhabi, e viu o sonho do bicampeonato no Mundial se transformar em um vexame histórico.

Campeão da Libertadores da América e favorito absoluto antes de o jogo começar, o time do técnico Celso Roth abusou de perder chances e acabou eliminado graças a gols de Mulota Kabangu, aos 7min, e Dioko Kaluyituka, aos 40min do segundo tempo.

Com o triunfo, o time do Congo, país sem qualquer tradição no mapa do futebol mundial, se torna o primeiro fora da América do Sul e da Europa a disputar a final.

O “nervosismo de estreia” não afetou o Inter pelo menos no início do jogo. O time colorado valorizava a posse de bola e chegava com perigo. Em dois minutos de bola rolando, Rafael Sobis e Wilson Matias tiveram chances, mas erraram o alvo.

Mais preocupado em marcar (a exemplo das quartas de final, contra o Pachuca, o time abusava de faltas), o Mazembe assustou pela primeira vez apenas aos 12min em chute de longe de Kabangu, defendido por Renan em dois tempos. Nkulukuta também deu trabalho em jogadas pelo lado direito, mas o Inter continuou com mais volume. Aos 21min, Tinga desviou cruzamento de Nei e quase marcou de cabeça.

Na parte final da primeira etapa, porém, a equipe brasileira reduziu o ritmo e, com D’Alessandro apagado, pouco criou. Do outro lado, o Mazembe mostrava um ataque inoperante e não ameaçava Renan. Desta forma, um bonito voleio de Wilson Matias que passou perto do gol de Kidiaba foi o único lance que levantou os cerca de 6 mil colorados que foram ao Mohammed Bin Zayed até o intervalo.

Para piorar a situação, a defesa vermelha começou a etapa complementar insegura. Logo no primeiro minuto, Kaluyituka girou para cima da marcação e bateu para fora. Aos 7min, Kabangu dominou livre na área e bateu com categoria no canto esquerdo do goleiro para abrir o placar.

A equipe brasileira se lançou para o ataque. Aos 19min, D’Alessandro cruzou e Sobis cabeceou para fora. Quando o Inter acertava o alvo, Kidiaba brilhava. Os colorados mostravam ansiedade e nervosismo.

Roth deu sua última cartada, sacando Sobis e mandando Oscar a campo aos 30min. De nada adiantou. Depois de o Mazembe se segurar por mais dez minutos, Kaluyituka carregou pela esquerda em contragolpe, fez a finta na entrada da área e chutou no canto para confirmar um dos maiores feitos do futebol africano e o fracasso colorado.

Informações do Portal Terra

 


CONSTRANGIMENTOS

quarta-feira, 15 dezembro, 2010

Por Carlos Chagas

Haverá constrangimentos na festa oferecida pelo presidente Lula a ministros e ex-ministros de seu governo, amanhã à noite, no Itamaraty. Menos pelos que já se foram, ao longo dos últimos oito anos, até porque alguns vão voltar. Mais pelos atuais que não continuarão no governo.  Tudo indica que até amanhã Dilma Rousseff não terá completado a composição  do ministério. Assim, haverá quem mantenha  as esperanças. Os já escolhidos cumprimentarão os rejeitados com exageradas reverências, como a pedir desculpas por terem sido premiados.   Tudo meio forçado.

Tome-se o encontro de dois ex-super-ministros: Antônio Palocci e José Dirceu, defenestrados em situações análogas,  adversários na batalha que não houve, pela sucessão do Lula. O ex-titular da Fazenda, guindado agora à função de  primeiro-ministro da presidente eleita,  estará preocupado em não demonstrar muita alegria quando abraçar o ex-chefe da Casa Civil, ainda privado de seus direitos políticos. Ambos olhando para Dilma  com imperscrutáveis sentimentos. “Por que ela e não eu?” –  poderá ser indagação sufocada no recôndito da alma de cada um.

O  próprio presidente Lula estará meio desconfiado com o volume de convidados esvoaçando ao redor da sucessora. Claro que a imagem refletirá  sua vitória por tê-la  retirado  dos bastidores para o centro do palco, mas parece impossível que não sinta um certo incômodo ao verificar a quem os holofotes começam a  iluminar.

Em suma,  faltará na festa de amanhã  a descontração de outras anteriores, promovidas nos últimos oito anos.   Para que a corrente siga seu curso natural, será  necessário  aguardar a nova  recepção, marcada para a noite da posse, no mesmo lugar, a primeiro  de janeiro.   Estará faltando alguém…

NENHUM POR TODOS, TODOS POR NENHUM

Do vice-presidente Michel Temer tem-se falado cada vez menos. Por  decisão própria,   encolheu-se.  Sofreu uma saraivada de investidas e até de  críticas por parte daqueles companheiros que, esperando por um ministério, não hesitavam em   vê-lo  em atrito permanente com Dilma Rousseff. No PMDB é assim, faz algum tempo: nenhum por todos, todos por nenhum. Poucos, no partido, pensaram em preservá-lo para a função que transcende os curtos limites partidários, de substituto e eventual sucessor  da chefe do novo  governo.

Também, em parte a culpa é dele.  Deveria ter-se licenciado da presidência do PMDB logo depois de proclamados os resultados da eleição de outubro. Claro que permaneceria como privilegiado interlocutor de Dilma, em nome do maior partido nacional. Mas sem os ônus de impor o número de ministérios e os  candidatos a ocupá-los, a menos que fosse convidado.

ADEUS NORDESTE

Ontem e hoje o presidente Lula desenvolve intenso périplo pelo Nordeste, o último antes de deixar o poder. Tanto inaugurou trechos quanto assinou ordens de serviço, quer dizer, projetos de implantação  de novos pedaços da ferrovia que, conforme o PAC,  já era para estar pronta.  Fica o governo Lula devendo maior ritmo na estratégia tanto  de realizar a Transnordestina quanto de  recuperar a malha ferroviária nacional  destruída ao longo da segunda metade do século passado. Fez muito, é claro, mas não fez tudo quanto pretendia. Vale o mesmo raciocínio para as obras de transposição das águas do rio São Francisco, que visita hoje.

NO SENADO, BATIDO O MARTELO

Dúvidas, propriamente, não existiam, mas  no fim de semana ficou decidido que José Sarney continuará na presidência do Senado pelos próximos dois anos. Compuseram-se as bancadas do PMDB e do PT, sob a complacência do PSDB e do DEM. O ex-presidente da República está convicto de que, desta vez, sairá mesmo a reforma política, dispondo-se a dialogar com a Câmara, com o governo e com os partidos. Funcionará como uma espécie de estímulo a que o já então ex-presidente Lula realize o prometido, ou seja, a reforma política ampla. Há quem acredite que agora a reforma aconteça, obviamente que sem a fantasia da convocação de uma assembléia constituinte exclusiva para esse fim.