Lula faz balanço do seu governo

quinta-feira, 16 dezembro, 2010

LULA EXALTA SEUS OITO ANOS DE GOVERNO

O presidente Lula afirmou nesta quarta (15) que o saldo entre erros e acertos da gestão dele pode ser medido pelo alto índice de aprovação popular. A afirmação foi feita na cerimônia organizada para apresentar um balanço dos oito anos de governo. Segundo Lula, o PAC transformou o Brasil em um canteiro de obras, movimentou setores da economia que estavam parados e distribuiu obras de infraestrutura para regiões que estavam fora do eixo de desenvolvimento, como o Norte e o Nordeste. “Se depender da dona Dilma e do seu Guido, chegaremos a ser a quinta economia do mundo em 2016, para ganhar a primeira medalha de ouro logo na abertura das Olimpíadas”, afirmou o presidente, citando a presidenta eleita e o ministro da Fazenda.

Fonte: Cláudio Humberto

 


Pnad: 25% das mulheres foram agredidas por cônjuge ou ex em 2009

quinta-feira, 16 dezembro, 2010

Cerca de 2,5 milhões de pessoas com 10 anos ou mais foram vítimas de agressões físicas em 2009, segundo um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os entrevistados, em 12,2% dos casos os autores da agressão são cônjuges ou ex-cônjuges da vítima. Entre as mulheres, esse número sobe para 25,9%.

Ainda em relação à autoria da agressão, 39% disseram que os agressores eram pessoas desconhecidas, 36,2%, pessoas conhecidas, 8,1%, parente, e 4,5%, policial ou segurança. O levantamento apontou também que a maioria das vítimas de agressão tem de 16 a 24 anos.

Considerando a região, o Norte e o Nordeste registraram as maiores proporções de entrevistados que afirmaram ter sofrido agressão: 1,9% e 1,8%, respectivamente. A menor, 1,4%, foi registrada nas regiões Sudeste e Sul. Em relação ao local de ocorrência, a pesquisa apontou que 25,4% das vítimas foram agredidas na própria residência, enquanto 48%, em via pública.

Dos 2,5 milhões de agredidos, 1,4 milhão não procurou a polícia para registrar o caso. Entre os motivos citados predominaram as alegações de que: a vítima não considerava importante (18,2%), tinha medo de represália ou não queria envolver a polícia (33,1%).

Redação Terra


Beijódromo: o espaço da paixão

quinta-feira, 16 dezembro, 2010

Revista Carta Capital desta semana traz matéria sobre a inauguração do último sonho do antropólogo e ex-senador, Darcy Ribeiro: o Beijódromo

Uma década e meia depois, a UnB inaugura o “beijódromo” imaginado por Darcy Ribeiro

Nuvens claras cobriam o céu de Brasília na quarta-feira 8. Fazia calor, mas, graças às paredes laterais móveis, uma brisa fresca circulava pelo auditório. Do lado de fora, nos bancos ao redor do espelho-d’água que circunda o prédio, a temperatura estava parti-cularmente agradável por causa dos chafarizes instalados no fosso, cujos borrifos são aproveitados para refrescar o interior do Memorial Darcy Ribeiro. Enfim, tudo parecia conspirar a favor de uma tarde propícia para beijos à farta, mas não se viam muitos pombinhos arrulhando por ali.

O beijódromo sonhado pelo antropólogo e ex-senador Darcy Ribeiro em 1996, um ano antes de sua morte, foi finalmente inaugurado por Lula na segunda-feira 6. Acompanhado do colega uruguaio José Mujica, amigo de Darcy, e do ministro da Cultura, Juca Ferreira, o presidente enfrentou o protesto de um grupo de estudantes contra o reitor da universidade, para quem o memorial não era tão urgente quanto outras obras.

 

Apressada em uma semana para tornar possível a vinda de Mujica, que transmitiu o desejo de estar presente à cerimônia, a obra podia até não ser urgente, mas repara uma dívida antiga da UnB com Darcy, seu criador, ao lado do educador Anísio Teixeira. O antropólogo idealizara uma universidade-modelo e trouxera para a capital do País, em 1961, mais de 200 educadores, cujo talento pretendia utilizar para, em -suas palavras, “plantar a sabedoria humana”. Veio o golpe militar e a universidade teve seu destino desvirtuado, mas o acadêmico, que partiu para o exílio, nunca deixaria de considerar a UnB como sua “filha”.

No memorial, há uma exposição permanente sobre a obra e a vida de Darcy, com objetos indígenas e de uso pessoal, folhetos de sua carreira política, fotos e documentos, como uma carta que escreveu ao economista Celso Furtado em 1969. Exilado na Venezuela, Darcy se encontrava em apuros com a Universidade de Caracas, também invadida por militares, e enviava a Furtado seu currículo, em busca de emprego. Ao lado da exposição, no primeiro andar, a biblioteca tem cerca de 30 mil volumes, do acervo dele e de sua primeira mulher, a também antropóloga Berta G. Ribeiro.

Mas o xodó do complexo é mesmo o beijódromo propriamente dito: o auditório do memorial, onde acontecerão shows- e palestras a partir de fevereiro. Na ideia que Darcy, já enfraquecido pelo câncer, transmitiu ao arquiteto João Filgueiras, o Lelé, um dos talentos que ele trouxe para a universidade na época de sua criação, “trata-se de um amplo palco ao ar livre para serestas e leitura de teatro e poe-sia, defronte de uma arquibancada para 200 olharem a lua cheia e se acariciarem. Eu, lá de longe, estarei vendo, feliz”.

A única mudança no projeto feita por Lelé agora foi a colocação de uma cobertura no beijódromo, para proteção dos equipamentos. O arquiteto concebeu um espaço que “lembra um pouco um disco voador ou uma mistura da maloca dos xavantes com a dos kamayanás”, que Darcy tanto admirava. Como os demais projetos de Lelé, a exemplo dos hospitais da rede Sarah, o memorial possui muita luz natural e outras características que o fazem ecologicamente correto. Não há ar condicionado: um exaustor situado no topo da “maloca” puxa o ar quente para cima, ao mesmo tempo que o prédio é todo resfriado pelo aproveitamento da água borrifada pelos chafarizes.

 

No espelho-d’água, abastecido pela chuva, menos nos meses de seca, foram colocados 10 mil peixes “barrigudinhos”, comedores de larvas de mosquitos. “Usamos esses peixinhos no Hospital Sarah do Rio e deu supercerto contra o mosquito da dengue”, conta a filha do arquiteto e sua parceira na obra, Adriana Filgueiras. Todos os móveis do memorial, assim como o elevador panorâmico, foram desenhados por Lelé e fabricados ali mesmo. No centro do prédio, há um jardim com plantas de flores vermelhas, para combinar com as finalidades românticas imaginadas por Darcy. Ele costumava dizer que criou o Sambódromo, no Rio, sem saber sambar, mas que queria um “beijódromo” na sede da fundação porque, gabava-se, beijar era o seu forte. “Eu gosto é de beijar e namorar”, afirmava.

Segundo a diretora do memorial, Laura Murta, embora o beijódromo seja só o auditório, todos os espaços do lugar são beijáveis. “A ideia é que o prédio seja efetivamente e afetivamente utilizado.” Nenhum tipo de beijo, promete, será proibido. “O memorial tem de ser a síntese da universidade tal como foi imaginada por Darcy: ninguém podia ser premiado ou punido por suas ideias e atos”, confirmou o presidente da Fundação Darcy Ribeiro, Paulo Ribeiro, sobrinho do antropólogo.

 

Ou seja, está liberado o beijo entre meninos e meninas, e também vale homem com homem e mulher com mulher. Aliás,- só para confirmar, o ósculo de inauguração do beijódromo foi dado por Paulo em ninguém menos que o presidente Lula. “Na testa”, ele esclarece. Tanta modernidade agradou ao casal de “ficantes” Rodrigo Oliveira, 21 anos, estudante de Relações Internacionais, e Kaio Maia, 22, de Letras. “O lado simbólico do beijódromo é muito importante. Num momento em que os gays estão ouvindo tanto ‘aqui não é lugar para isso’, aparece um local feito justamente para isso”, opinou Rodrigo – que ficou tímido e evitou dar um beijo em Kaio.

O que traz à cabeça a pergunta: será que um lugar feito para beijar não inibe os beijoqueiros? Como se o beijo, em lugar de desfrute, se transformasse em obrigação? O estudante de doutorado em Direito Humberto Góes, 32 anos, desenvolve sua tese: “Acho que não. Ao contrário, o local é em tudo propício ao beijo e às manifestações amorosas. Observe que as cadeiras não têm braços. Sinal de que as pessoas, até por não terem onde se apoiar, vão preferir ficar abraçadinhas”. Cada beijo, beijinho e beijoca no local terá um patrono: Darcy Ribeiro.

 


Professordesiderio faz um ano

quinta-feira, 16 dezembro, 2010

Desiderio de Melo e Joelson Lima

Nosso Blog está comemorando o seu primeiro ano de existência, neste 15 de dezembro de 2010, com a alegria e o espírito de gente grande. Diversidade com seletividade, esta é a nossa marca, não bastou ser sensacionalista ou “está na moda” para ocupar a nossa Home Page. Se foi notícia no blog do Professordesiderio é porque teve relevância, foi importante em seu aspecto informativo, cultural, educacional, histórico e político.

O interesse público também pesou, respeitada a dimensão sócio-geográfica daqueles que nos acompanha e merecem o nosso carinho e amizade.

Educação, Musicoterapia e Política, necessariamente nessa ordem, mereceram destaque neste primeiro ano.

Vamos continuar com o mesmo conceito e estilo de trabalho, em time que está ganhando não se mexe e o sucesso não nos subirá a cabeça.

As parcerias foram decisivas, principalmente dos blogs e sites associados, sejam os oficiais, privados ou amadores, da capital e do interior todos indistintamente nos ajudaram a chegar até aqui.

É o nosso primeiro aniversário, queremos comemorar outros junto a você aluno, ex- aluno, amigo, amiga, musicoterapeuta, político, espiritualista, curioso de todas as tribos. A gente vai continuar informando e mandando seus recados, continue acessando e mandando a sua mensagem para o nosso Blog, obrigado.