PDT cobra reconhecimento e impasse impede o governo de divulgar nomes

Nestor Duarte já teve o nome sugerido para uma secretaria

Várias reuniões já foram realizadas, mas o impasse continua entre o governo e o PDT, que não aceita o espaço que lhe foi reservado até agora na formação do novo secretariado do governador Jaques Wagner (PT).

O partido alega que, no que pese ter crescido nas últimas eleições, não está tendo o devido espaço agora. Independentemente disso, os pedetistas também lembram que fizeram muitos sacrifícios para entrar na base governista em 2009.

Eles lembram que, além de tiraram o ex-presidente Severiano Alves do comando da legenda, que emperrava as negociações para a sua entrada na base governista, tiveram também que receber a filiação de quatro deputados estaduais (Marcelo Nilo, João Bonfim, Paulo Câmara e Emério Resedá) e um federal (José Carlos Araújo), a pedido do governador Jaques Wagner.

Pendências e nomes

Até esta sexta-feira (21), Wagner deve anunciar os outros secretários das pastas que ficaram pendentes. Falta a indicação do titular de quatro secretarias: Indústria, Comércio e Mineração, Desenvolvimento Social (SEDES), da Mulher e Igualdade (SEPROMI) e Justiça.

Para a Indústria e Comércio, há uma especulação de que a indicação pode caber ao PDT, que não se contenta em ficar apenas com a Secretaria da Ciência e Tecnologia, considerada sem força política e sem recursos para investimentos. Entre os pedetistas, o nome do deputado estadual Paulo Câmara é o mais cotado para assumir, caso a pasta fique para a legenda.

Por outro lado, o partido também já indicou o ex-deputado federal Nestor Duarte para a Secretaria de Ciência e Tecnologia, que hoje tem como titular o gaúcho Feliciano Tavares Monteiro.

Para a Secretaria de Desenvolvimento Social, o nome mais especulado até agora é o do ex-prefeito de Senhor do Bonfim, Carlos Brasileiro, que se elegeu deputado em 2010.

Para a Secretaria da Mulher a mais cotada é a pedagoga e militante do Movimento Negro do PT, Arany Santana. O deputado estadual Marcelino Galo foi indicado para o cargo, mas não aceitou.

Já para a Secretaria da Justiça, uma das mais importantes do governo, o nome do Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, secção da Bahia, Saul Quadros, vinha sendo o mais especulado. Contudo, nos últimos dias uma indicação do deputado federal Marcio Marinho pode mudar o rumo das negociações.

Com isso, a conselheira federal da OAB, Silvia Cerqueira, passa a ser nome forte para ocupar a pasta, que na gestão anterior estava sob o comando do deputado federal Nelson Pelegrino.

Por Evandro Matos – da redação.

 

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