Brizola e Darcy são lembrados pelos 30 anos dos Cieps

Fonte: ATP – Ascom PDT / EI

Para homenagear Leonel Brizola e Darcy Ribeiro pelos 30 anos da criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), o Partido Democrático Trabalhista(PDT) e a sua fundação de estudos, a Alberto Pasqualini realizaram nesta quinta-feira (25/6), a roda debates “Ideias não morrem: o legado de Brizola na educação”.

O evento, que teve a parceira da Fundação Darcy Ribeiro (FunDar), aconteceu no Beijódromo, da Universidade de Brasília (UnB). Dentre os convidados, estiveram presentes o senador Cristovam Buarque, os jornalistas Leite Filho, titular do blog “Café na Política” e Beto Almeida, da Telesul e da TV Comunitária de Brasília, além de Laurinda Barbosa, ex- assessora de Darcy Ribeiro e Paulo Ribeiro, presidente da FundDar e Maria José Latgé, diretora da mesma instituição.

O evento também teve a participação de estudantes e profissionais de diferentes áreas de atuação, com destaque para professores da rede municipal de Val Paraíso (GO), que expuseram suas experiências e idéias.

“Nós temos feito encontros como esse por outras várias razões, a gente tem chamado de roda de conversa, que é um nome que eu peguei da campanha do governador Rodrigo Rollemberg”, explicou o senador Cristovam Buarque na abertura.

“Hoje a gente chama de conversa com debate, roda de debates. Para debater temas. Não tem palestrante. Cada um começa falando um pouquinho e, daí, todo mundo vai falando. E, então, surgem algumas idéias. Hoje foi muito especial, muito tocante, porque foi uma homenagem a Leonel Brizola e Darcy Ribeiro e uma comemoração aos 30 anos dos Cieps”, ressaltou o senador.

Ao longo do debate, que a cada minuto realmente mais se caracterizava como uma “roda de conversa”, tal como apontou Cristovam, várias opiniões e críticas foram ouvidas e discutidas.

“Daqui surgiram ideias para levarmos a diante. Uma delas, e que eu vou levar ao governador do Distrito Federal, é a recuperação do funcionamento dos 27 CIAPs [Centro Integrado de Atenção Psicossocial] que existem aqui no Distrito Federal”, contou Csristovam.

Para o presidente da FunDar, Paulo Ribeiro, o compartilhamento das ideias e sugestões apresentados no debate constitui-se um estímulo para o trabalho desenvolvido pela Fundação.

“É uma sensação revigorante ver tanta gente torcendo para uma educação de qualidade, para que isso seja implantado e dê certo no país. Eu saip daqui entusiasmado”, comemorou Ribeiro.

Na opinião de Paulo Ribeiro, a roda de debate conota o próprio papel da FunDar, que existe para continuar as lutas e ideias de Darcy e Brizola.

“A Fundação está cumprindo hoje com sua missão, que é continuar essas lutas e esses ideais deixados por eles. Então, hoje eu saio revigorado”, pontuou.

“A semente está aí. A semente não se perdeu, e hoje, mais uma vez, a gente sente a força e a qualidade dessa semente, que uma hora vai brotar, inevitavelmente, para o bom desempenho e pela justiça social neste país”, celebrou Ribeiro.

CIEPs 30 anos

Laurinda Barbosa destacou na sua participação que o grande privilégio de trabalhar no projeto de Brizola e de Darcy Ribeiro, com os Cieps, foi poder estar em contato direito com as instituições de ensino.

“Nós fizemos um trabalho muito grande nas escolas. Fizemos um trabalho com as direções de escolas, com os professores… Inclusive mexemos muito na questão do currículo. Teve uma prática isso é foi que uma coisa fantástica”, ressaltou.

Laurinda, lembrou  de sua atuação junto aos idealizadores dos Cieps como uma experiência gratificante. “Uma idéia fantástica, maravilhosa. E eu coordenei isso. Não foi como ficar refestelada no gabinete. Foi trabalhando nas escolas, com as escolas. A experiência foi muito grande, porque foi uma experiência fazendo as coisas pelas quais lutávamos”, define.

Para Beto Almeida, da mesma forma que a experiência do Ciep, realizada por Brizola e Darcy Ribeiro é inapagável e, na mesma medida, foi lamentável a forma como foi destruída pelos governos que sucederam Brizola e Darcy.

“Eu comparo isso como um verdadeiro crime, crime organizado, crime de estado, terrorismo de estado, porque eram escolas humanistas, que tiravam as crianças da zona de perigo, do crime, e dava a elas uma perspectiva de cidadania”, criticou.

O jornalista destacou o impacto social negativo que a degradação gradual dos Cieps provocou, em consequência do descaso dos governos posteriores aos de Brizola.

“Então, a geração que deveria ser a geração Cieps, hoje virou a geração do crack. E isso mostra como os Cieps fazem falta para o Brasil”, avaliou.

Para o editor Victor Alegria, também presente no debate, uma das principais medidas para se resgatar programas efetivos de educação no Brasil é a valorização das editoras nacionais, em relação ao atual privilégio das grandes editoras internacionais sob as quais os livros da educação pública de ensino têm sido publicados.

“É um absurdo deixar nas mãos desses grupos internacionais a disseminação de nossos conhecimentos”, alertou.

Para Alegria, iniciativas como a roda de debates realizada pelo PDT são uma forma de se levantar  bandeiras do partido e fazer com que o legado de Brizola seja perpetuado por meio de ações efetivas.

“O PDT é uma esperança, é o partido que sempre lutou pela educação”, concluiu.

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