Conservadores lideram eleições na Espanha, segundo boca de urna

O partido de esquerda Podemos está em segundo lugar

O novo partido de esquerda Podemos, criado no início de 2014, estaria em segundo, com 21,7% dos votos, segundo pesquisas realizadas com 177 mil pessoas em diferentes regiões do país.

O PP teria entre 114 e 118 deputados, enquanto o Podemos chegaria a algo entre 76 e 80 cadeiras. Já o Partido Socialista (PSOE) seria a terceira força política em número de votos (20,5%), e a segunda, em número de assentos na Câmara (entre 81 e 85 deputados).

Com isso, o chefe do governo espanhol em final de mandato, o primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que briga pela reeleição, perderia a maioria na Câmara dos Deputados.

As primeiras pesquisas realizadas pela televisão lançam algumas surpresas e representam um cenário difícil quando a formação de um novo governo.

Primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que briga pela reeleição
Primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que briga pela reeleição

Pela primeira vez na história da democracia espanhola, a disputa pelo Parlamento não estará concentrada nos dois partidos de mais tradição: o Popular (PP), do atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy, e o Partido Socialista (PSOE), que esteve à frente do governo anterior e, agora, tem o economista Pedro Sanchez como candidato.

Na última pesquisa oficial, feita pelo Centro de Pesquisa Sociológica, o PP estava à frente, com 28,6% dos votos, seguido dos Socialistas, com 20,8%, seguidos de 19% das intenções de voto para a legenda liberal, de centro-direita, Ciudadanos, liderada pelo advogado Albert Rivera, e 15,7% para o jovem Podemos, com tendência à esquerda e postura anti-austeridade. O partido, criado há menos de dois anos, tem à frente o professor universitário Pablo Iglesias.

Pesquisas encomendadas por diferentes jornais espanhóis e divulgadas na última segunda-feira (14) também mostram o PP na liderança, mas não o suficiente para conseguir maioria no Parlamento.

“Provavelmente, haverá quatro partidos com grande número de assentos e a governabilidade poderá ser bem mais complicada do que foi nos últimos quatro anos”, prevê o cientista político José Fernandez Albertos, do Conselho de Pesquisa Espanhol.

O resultado pode ser uma aliança entre diferentes forças políticas. Se isso acontecer, será o primeiro governo de coalizão nacional na história da Espanha. As eleições municipais e regionais, em maio deste ano, já haviam colocado em xeque o bipartidarismo no país, com a ascensão do Ciudadanos e do Podemos. A expectativa é que o mapa político mude também no nível nacional.

Os escândalos de corrupção envolvendo o partido do governo, a economia em crise, que não mostrou sinais consistentes de recuperação após as medidas de austeridade e a alta taxa de desemprego, de 21%, a segunda maior da Europa, atrás apenas da Grécia, fizeram com que os espanhóis olhassem para alternativas.

Criar empregos e apresentar soluções para a economia sem perda de direitos e benefícios sociais para a população serão os principais desafios do próximo governo, que ainda precisará lidar com o movimento pela independência da Catalunha, cada vez mais forte.

*Com informações da Agência Brasil.

Pesquisa Datafolha mostra recuperação na avaliação de Dilma

O contingente dos que consideram o governo bom ou ótimo passou de 8% em agosto para 12%

O pico de desaprovação (71%) aferido em agosto recuou duas pesquisas seguidas. O índice das pessoas que achavam o governo ruim ou péssimo em novembro foi de 67% e nesta última pesquisa ficou em 65%. O percentual de entrevistados que consideram a gestão de Dilma regular permaneceu em 22%.

O pico de desaprovação (71%) aferido em agosto recuou duas pesquisas seguidas.
O pico de desaprovação (71%) aferido em agosto recuou duas pesquisas seguidas.

A maioria dos que votaram na presidente em 2014 (54%) é contra o impeachment.  Entre os que são contra o impeachment, o maior peso é de eleitores tradicionais do PT, porém não só daqueles “satisfeitos”, que aprovam seu mandato. A ocorrência de segmentos “apreensivos” e “atentos”, que consideram regular sua gestão, é significativa —38%.

O índice dos que acham que a presidente da República deve renunciar ao mandato também caiu. Em novembro, 62% dos entrevistados afirmaram que ela deveria deixar o cargo. Um mês depois, o número caiu para 56%.

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