Mercado estima queda da inflação após oito semanas em alta

Agência Brasil

Para 2017, a estimativa segue em 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Os cálculos sobre a inflação estão distantes do centro da meta de 4,5%, e neste ano superam o teto de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%.

Boletim Focus, do BC, indica que cálculo para IPCA passou de 7,62% para 7,57%
Boletim Focus, do BC, indica que cálculo para IPCA passou de 7,62% para 7,57%

Mesmo com a expectativa de alta da inflação, as instituições financeiras não esperam que o BC suba a taxa básica de juros, a Selic, neste ano de retração da atividade econômica. A projeção para o final de 2016 permanece em 14,25% ao ano e, para 2017, a expectativa é de redução da Selic para 12,50% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

A pesquisa do BC divulgada hoje (29) também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que caiu de 7,84% para 7,83% este ano. O cálculo para 2017 segue em 5,50%.

Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,75% para 7,99% este ano, e permanece em 5,50% em 2017.

A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), foi mantida de 7,04% para 7,04%, e no próximo ano, em 5,40%. A projeção para os preços administrados permanece em 7,50% este ano e em 5,50% em 2017.

 

Cardozo pode ir para AGU após saída do Ministério da Justiça, diz jornal

O ministro José Eduardo Cardozo pode ir para a Advocacia Geral da União (AGU) após a saída do Ministério da Justiça, de acordo com informações de colunista Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo. O ministro, que decidiu deixar o cargo, deve ser substituído na pasta por Wellington Cesar, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia, ligado ao ministro Jaques Wagner, da Casa Civil.

Interlocutores da equipe de Dilma Rousseff teriam confirmado que Cardozo já tomou a decisão. De acordo com a colunista, o ministro conversou com a presidente e deixará o cargo nesta semana.

Cardozo conversou com a presidente e deixará o cargo nesta semana
Cardozo conversou com a presidente e deixará o cargo nesta semana

Cardozo deixa o Ministério da Justiça no momento em que a Lava Jato tenta se aproximar da campanha da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. Na semana passada, o marqueteiro petista João Santana foi preso.

Dirigentes do PT teriam pressionado Cardozo por não atuar contra “abusos” da Polícia Federal nas operações. O ex-presidente Lula chegou a alertar que estaria sofrendo perseguição da PF e pelo Ministério Público, durante festa dos 36 anos do PT.

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