José Eduardo Cardozo: Dilma não vai renunciar nem fraquejar

A presidente Dilma Rousseff afirmou na madrugada desta segunda-feira (18/4), através do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, que não pretende renunciar ao mandato nem fraquejar. Liderados por Eduardo Cunha, os deputados federais aprovaram por 367 a favor, 137 contra, 7 abstenções e 2 ausências o impeachment de Dilma e agora o processo será analisado pelo Senado.

“Uma pessoa (Dilma) que acredita em causas, que luta por causas, vai até o fim desta luta para escrever na História que ela não se acovardou e que brigou pelo que acredita. Se ela é vítima hoje de uma ação orquestrada, cabe a ela lutar com suas forças para demonstrar à sociedade que não se abre mão da democracia que foi tão duramente conquistada”, disse Cardozo.

Segundo ele, enganam-se os que imaginam que Dilma se curvará diante do resultado da votação deste domingo. “Ela lutará ao lado de todos os querem a manutenção do estado de direito”, ressaltou o ministro. Cardozo anunciou que Dilma falará à Nação nesta nesta segunda-feira (18) sobre a decisão da Câmara.

Cardozo relatou que o governo recebeu com “indignação e tristeza” o resultado da votação do processo de impeachment na Câmara.  A decisão da Câmara foi puramente política e não é isso o que nossa Constituição prescreve para o impeachment”, argumentou.

Questionado sobre quando o governo pretende acionar do Supremo Tribunal Federal contra o impeachment, Cardozo disse que “no momento oportuno”.

Cardozo frisou que o andamento do processo no Senado será diferente da forma como ocorreu na Câmara. Explicou que coube aos deputados decidir se a Casa acolheria ou não o pedido de impeachment enquanto, ao Senado, caberá julgar a presidente diante de provas colhidas e a defesa feita.

Se o Senado aceitar o pedido de impeachment, aprovando-o por maioria simples, Dilma será afastada por até 180 dias e Michel Temer assumirá interinamente o governo.

“Não sei as regras que serão decididas pelo presidente Renan, mas apresentaremos a defesa e, basicamente, será a defesa que fizemos na Câmara. Não é o fato de o julgamento ser feito por políticos que a Constituição não deve ser levada a sério”, afirmou.

Fonte: OM – Ascom PDT / midia

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