Gilmar Mendes determina a abertura de segundo inquérito contra Aécio Neves

Senador tucano teria atuado para maquiar fraude no Banco Rural

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura do segundo inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teria atuado para maquiar alguns dados obtidos no Banco Rural pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios – comissão da qual o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) foi presidente em 2005.

Além de Aécio, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) e o vice-governador à época Clésio Andrade (PMDB-MG) também se tornaram alvo do inquérito. Gilmar exclui da investigação o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). Segundo o ministro, não havia elementos suficientes contra o tucano.

Durante as investigações feitas pela CPI dos Correios, Delcídio identificou algumas “maquiagens” em alguns “dados comprometedores” fornecidos pelo Banco Rural. Eram dados que, segundo ele, prejudicariam o ex-governador e o ex-vice-governador de Minas Gerais, Aécio Neves e Clésio Andrade – além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do publicitário Marcus Valério, pivô do mensalão, entre outros.

Senador tucano teria maquiado dados para ocultar fraude no Banco Rural
Senador tucano teria maquiado dados para ocultar fraude no Banco Rural

Delcídio disse compreender a existência dessa maquiagem pelo fato de que “a gênese do mensalão teria ocorrido em Minas Gerais”. No depoimento dado pelo senador sulmatogrossense, ele disse que ficou sabendo que os dados recebidos do banco estavam maquiados por meio de relatos feitos por Eduardo Paes e do próprio Aécio Neves, mas que isso acabou não sendo incluído no relatório final.

Até então, Delcídio sentia apenas que o pedido de quebra dos sigilos do Banco Rural causava “certo incômodo” por parte do PSDB, em especial em Aécio. O ex-governador de Minas, disse Delcídio no depoimento, enviava emissários – um deles o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes – com o objetivo de fazer com que o prazo de entrega das quebras de sigilo fossem delongados, sob a justificativa de que não haveria tempo hábil para preparar essas respostas.

Delcídio disse ter sido convencido da necessidade desses atrasos, achando que o pedido que fora feito era razoável, mas que recebeu com surpresa as respostas do banco. Isso o fez perceber que o tempo fora utilizado para maquiá-los, o que acabou sendo confirmado posteriormente em conversa com Aécio (uma delas no palácio do governo, em Belo Horizonte) e Paes. Apesar disso, Delcídio disse não ter tomado nenhuma previdência.

Citando uma conversa que teve com José Janene, Delcídio disse ter sido informado de que Aécio Neves era também beneficiário “de uma fundação sediada em um paraíso fiscal, da qual ele seria dono ou controlador de fato”. Essa fundação seria sediada em Liechtenstein e que a operação financeira feita para beneficiá-lo teria sido estruturada “por um doleiro do Rio de Janeiro”.

Com Agência Brasil

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