Risco Lula trava proposta de antecipação de eleições presidenciais

“PEC das eleições não passa pelo simples fato de que Lula é o favorito hoje”, disse Renan Calheiros
Jornal do BrasilEduardo Miranda

Aceno da presidente afastada Dilma Rousseff para convencer senadores a votarem contra o seu impeachment, a proposta de antecipar as eleições presidenciais para este ano já é dada como morta antes mesmo de nascer. A causa é a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em recente pesquisa de intenção de votos da Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA), vence em praticamente todos os cenários, com diferentes adversários.

A interlocutores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi direto na sentença, ao traçar um panorama depois de observar o humor dos parlamentares diante da pesquisa: “A PEC das eleições não passa pelo simples fato de que Lula é o favorito hoje”, disse o senador peemedebista em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/2016, que começou a tramitar no Senado no dia 1º e prevê realização de plebiscito nacional, no primeiro turno das eleições municipais de 2016, questionando o eleitor sobre a realização imediata de novas eleições para presidente e vice-presidente da República.

A desconfiança do Senado, composto majoritariamente por peemedebistas, aumentou após a conversa de Lula com o senador Jorge Viana (PT-AC), 1º Vice-Presidente da Casa, na última terça-feira (7). Após o encontro, a informação que circulou nos corredores do Congresso Nacional foi breve: “Lula quer, Dilma topa”. Em recentes entrevistas, a presidente Dilma reafirmou o compromisso de convocar o plebiscito, caso consiga vencer o presidente interino Michel Temer.

Petistas alinharam discurso: "Lula quer, Dilma topa" foi o comentário de senadores na semana passada
Petistas alinharam discurso: “Lula quer, Dilma topa” foi o comentário de senadores na semana passada

A proposta, de autoria do senador Walter Pinheiro (sem-partido-BA), recebeu o apoio de 32 senadores. Pela PEC, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será o responsável pela convocação e regulamentação do plebiscito, ao qual o eleitor deverá responder “sim” ou “não” para a seguinte pergunta: Devem ser realizadas, de imediato, novas eleições para os cargos de presidente e vice-presidente da República?

De acordo com a PEC, se o número de votos em favor da realização de novas eleições imediatas for igual ou superior à maioria dos votos válidos, o TSE convocará o novo sufrágio para 30 dias após a proclamação do resultado do plebiscito. Pelo texto, o mandato dos eleitos finaliza em 31 de dezembro de 2018.

Na intenção de voto espontânea em simulação de primeiro turno, Lula é o preferido de 8,6% dos entrevistados. Em seguida, vem o senador Aécio Neves (PSDB), com 5,7%. Na sequência, aparecem a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 3,8%; a presidente afastada Dilma Rousseff, com 2,3%; o presidente interino Michel Temer, com 2,1%; o deputado Jair Bolsonaro (PSC), com 2,1%; o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 1,2%; o governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 0,6%; o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, com 0,6%; e o ministro José Serra (PSDB), com 0,3%. Outros candidatos somam 1,7%; brancos e nulos, 16,7% e indecisos somam 54,1%.

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