‘Clarín’: Políticos de Temer envolvidos em propinas prejudicam sua presidência

Além de Aloysio Nunes Ferreira, José Serra aparece em denúncias de duas empresas

Matéria publicada nesta terça-feira (12) no jornal argentino Clarín, conta que o chanceler do governo interino de Michel Temer, o ministro José Serra, teria recebido propinas de duas empresas de construção: Odebrecht e OAS. Os executivos de ambas as empresas estão presos e fizeram acordo de delação premiada, onde se revela tudo que sabe para atenuar suas penas. Desta forma soube-se da “transferência ilegal” de dinheiro para o ministro Serra, quando ele era governador de São Paulo, entre 2007 e 2010.

Segundo a reportagem, o atual ministro foi candidato duas vezes a presidência pelo PSDB. Em 2002, perdeu para Luis Inácio Lula da Silva. A segunda vez foi derrotado em 2010 por Dilma Rousseff. A atual presidente, afastada do poder pelos parlamentares que abriram e aceitaram  seu processo de impeachment, triunfou novamente em 2014 contra o senador Aécio Neves, também do PSDB. As propinas recebidas por Serra da Odebrecht, estão ligadas a construção de um Rodoanel. Os detalhes desta construção que obteve transferência de subornos para Paulo Vieira de Souza, ex-presidente da empresa que administrou a construção de rodovias em São Paulo. Na verdade, sabe-se que Serra é um dos políticos que aparece em uma lista de “beneficiários” de subornos da Odebrecht, que está com a Polícia Federal.

Clarín afirma que Serra é um dos políticos que aparece em uma lista de "beneficiários" de subornos da Odebrecht, que está com a Polícia Federal. 
Clarín afirma que Serra é um dos políticos que aparece em uma lista de “beneficiários” de subornos da Odebrecht, que está com a Polícia Federal. 

O Clarín destaca que o fato de seu chanceler ser mencionado pode ter um impacto negativo sobre Michel Temer. Serra foi visto inicialmente como uma “fortaleza” que iria fornecer força temporária a administração interina. Mas ele não é o único político associado com o presidente provisório que está em sérios apuros. O outro é o senador Aloysio Nunes Ferreira, também do PSDB. No seu caso, a acusação vem de outro executivo de empresas brasileiras: CEO UTC Ricardo Pessoa.

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