Expulsão de manifestantes nos estádios repercute na mídia internacional

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A expulsão de torcedores que seguravam cartazes com o “Fora Temer” nos estádios olímpicos ganhou repercussão internacional. Reportagens do The Washington Post e The New York Times trouxeram um tom crítico ao governo brasileiro.

A principal publicação da capital dos Estados Unidos lembrou que brasileiros apontam censura nesses casos. “Representantes da organização e do governo disseram que as normas da Rio 2016, assim como a lei aprovada em maio, preveem que nenhuma demonstração política está permitida nos Jogos. Críticos dizem que os espectadores estão sofrendo censura – uma palavra que tem um gosto amargo no país que viveu sob ditadura militar de 1964 a 1985”, apontaram os jornalistas Dom Phillips e Joshua Partlow na reportagem.

A publicação menciona a Lei 13.284, que foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff a poucos dias de sofrer o impeachment. A norma salienta, no artigo 28, que é proibido “portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, de caráter racista ou xenófobo ou que estimulem outras formas de discriminação”.

“Temer enfrenta uma crescente oposição desde que assumiu o poder em maio, depois que a presidente Dilma foi suspensa em um controverso processo de impeachment. Em uma pesquisa em julho, ele tinha apenas 14% de aprovação – um ponto a mais que Rousseff tinha em abril – e foi sonoramente vaiado durante a Cerimônia de Abertura das Olimpíadas na sexta-feira (5)”, destacou a reportagem.

The New York Times também abordou os casos de expulsão nas arenas esportivas: “Um vídeo de um segurança forçando a remoção de um manifestante de uma competição de Tiro com Arco mostra que as pessoas que testemunharam o episódio se sentiram desrespeitadas com a ação policial”.

O periódico nova-iorquino lembrou há motivos para que brasileiros protestem contra o presidente interino. “Tanto Rousseff quanto Temer são impopulares. Mas enquanto ela se mantém afastada dos holofotes, Temer está recebendo bastante destaque por conta de delações que o atrelam a operações ilegais de financiamento de campanha”, abordou a reportagem.

Os manifestantes que se sentem desrespeitados recorrem ao Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária, da Organização das Nações Unidas (ONU). O Grupo tem o objetivo de investigar casos de privação de liberdade imposta arbitrariamente.

Com Agência Brasil

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