O campeão voltou! Brasil conquista o ouro inédito no futebol sobre a Alemanha



Neymar, que havia marcado no tempo normal, cobrou a penalidade que pôs fim ao tabu
Jornal do Brasil
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Quando Neymar deu o chute inicial na partida que definiria, neste sábado (20), a medalha de ouro no futebol masculino, na Olimpíada do Rio, haviam se passado exatos dois anos, um mês e 12 dias dos traumáticos 7 a 1 na semifinal da Copa de 2014. Em campo, novamente Brasil e Alemanha numa partida decisiva. Tudo bem, não eram as seleções principais e não estávamos numa copa do mundo, mas não havia argumento que fizesse cair por terra, para os 70 mil que lotaram o Maracanã, que aquele jogo não seria encarado como a chance de revanche. E coube exatamente a Neymar dar o chute final para trazer a inédita medalha de ouro olímpica para o Brasil, na última cobrança de pênalti após o tempo normal em 1 a 1 e a prorrogação sem gols.

Antes do jogo, os históricos eram preocupantes. O Brasil vinha de uma fase inicial desastrosa, com empates em 0 a 0 com a África do Sul e o Iraque, e custou a recuperar a confiança da torcida. Alemanha também vinha de uma primeira etapa irregular, mas ganhou força ao longo do torneio. Mostrou se poderio emplacando suas seleções masculina e feminina nas finais do futebol olímpico, e as meninas já haviam cumprido sua missão.

Como se não bastasse, as duas seleções buscavam o ouro inédito no futebol (era a primeira vez que a Alemanha disputava uma final olímpica desde a reunificação, em 1990). Faltava algum ingrediente? Não, só faltava o resultado.

O título vem como uma homenagem ao grande João Havelange, ex-presidente da Fifa que faleceu durante essa semana. Se o futebol faz parte do calendário olímpico, é graças a Havelange, que lutou para que isso fosse possível.

O jogo

A Alemanha começou levando mais perigo ao gol do Brasil. Logo aos 3 minutos, arriscou um perigoso chute pela direita. Aos 5 minutos, o goleiro Everton teve de sair com o pé para afastar a bola. E aos 10 minutos, os alemãs acertaram a trave brasileira.

O Brasil respondeu aos 13. Num bom ataque, Luan chutou e a zaga tirou de cabeça. Aos 15, Neymar cobrou falta pela esquerda e a zaga novamente tirou. O Brasil seguia pressionando em boas arrancadas de Neymar, Luan e Gabriel Jesus. Renato Augusto, seguro, dava consistência ao meio campo. Aos 22, após um escanteio, coube a ele quase marcar o gol num chute fraco que saiu raspando a trave.

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Aos 25, Neymar arrancou em jogada individual e levou a falta. Enquanto ele mesmo se preparava para cobrar, a torcida gritava seu nome. Empurrado pelas arquibancadas, Neymar colocou no ângulo direito e abriu o placar. A torcida fazia a arquibancada tremer, e o clima esquentou dentro de campo, com alemães e brasileiros se estranhando. Mas o juiz tratou de acalmar os ânimos.

A Alemanha tentava a reação com um futebol aplicado. Aos 30, o goleiro Weverton salvou após escanteio. Aos 34, após uma cobrança de falta, a Alemanha acertou a trave numa cabeçada.

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Segundo tempo

O jogo recomeçou com as duas seleções mantendo o ritmo forte, entrando firme nas jogadas e na disputa de bola. A torcida brasileira mantinha a sintonia com o time, empurrando os jogadores, que correspondiam em campo

Mas a Alemanha seguia em ritmo cadenciado e, aos 13, numa boa trama do ataque,  marcou com Meyer chutando no canto esquerdo do goleiro.

Brasil respondeu aos 13 com chute de Renato Augusto para fora. Aos 15, num ataque em velocidade, Renato Augusto cruzou e Gabriel Jesus chutou rente à trave.

As duas seleções se lançavam ao ataque, mas a Alemanha se fechava bem na defesa, marcando com aplicação

Neymar e Renato Augusto chamavam a torcida, que correspondia. O Brasil seguia pressionando e, aos 27, Luan foi tocado na área e caiu. A torcida pediu pênalti que o juiz não marcou.

O Brasil pressionou até o final, com a Alemanha se limitando a tocar a bola à espera da prorrogação.

Prorrogação

Logo aos 4 minutos, o Brasil teve um contra-ataque perigoso, com Luan chutando em cima da zaga. O Brasil dominava, mas com poucas chances concretas de gol.

Logo no início do segundo tempo da prorrogação, a seleção perdeu chance com Renato Augusto chutando e o goleiro fazendo grande defesa. O Brasil pressionava e a Alemanha tocava a bola, mais uma vez esperando o juiz apitar fim de jogo e a decisão ir para os pênaltis.

Nos pênaltis, a Alemanha perdeu a sua última cobrança e coube a Neymar sacramentar a vitória com 5 a 4, para enlouquecer o Maracanã.

A conquista inédita reconciliou a seleção com sua torcida. Afinal, toda a relação apaixonada merece uma segunda chance.

O Brasil é o país do futebol. Respeitem, pois o CAMPEÃO VOLTOU!

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