Centrais sindicais programam greve geral contra reformas do governo Temer

Jornal do Brasil

Diversas centrais sindicais do país decidiram organizar uma greve geral nacional em repúdio a propostas de reforma da Previdência e Trabalhista do governo de Michel Temer. Eles se reuniram em São Paulo nesta segunda-feira (17), com a presença, inclusive, de um dos principais articuladores do processo de impeachment que afastou Dilma Rousseff do poder, o deputado Paulinho da Força (SD), da Força Sindical.

Os sindicalistas têm novo encontro nesta quarta-feira (19), às 14h30, na sede da CUT, para construir uma agenda unitária em torno da defesa dos direitos sociais e trabalhistas “que estão sendo saqueados pelo presidente sem voto, Michel Temer”, conforme destacou o secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes.

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Sindicalistas têm novo encontro nesta quarta-feira, para construir agenda unitária
“A unidade das centrais será fundamental para barrar agenda regressiva implementada pelo governo sem voto de Michel de Temer”, ressaltou Nunes após reunião com as centrais sindicais na sede da UGT, em São Paulo.

Ricardo Patah, presidente nacional da UGT, apontou para o ataque sistemático contra toda a estrutura de organização da classe trabalhadora. “É muito importante que cada central sindical tenha toda a possibilidade de fazer o que achar ser mais importante na defesa dos interesses de cada entidade no que tange as questões macro políticas, mas em relação às pautas sindicais e trabalhistas, num momento como este, é fundamental que esses assuntos individuais não impeçam a unidade.”

Representantes da CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, UGT, CGTB, CSP-Conlutas e Intersindical e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) participaram do encontro desta segunda-feira.

A Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas já tinha aprovado uma carta aberta na semana passada, dirigida a todas centrais sindicais do país, para construção da Greve Geral contra as Reformas da Previdência e Trabalhista. “O país vive uma imensa crise econômica, social e política. Já são 12 milhões de desempregados, em muitos estados os salários dos servidores está parcelado e o custo de vida aumenta a cada dia”, diz trecho da carta.

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