Requião critica política econômica: “Brasil precisa de um New Deal”

País ficou refém da financeirização da economia, afirma senador do PMDB

Requião lembrou que o New Deal, política de investimentos públicos durante o governo do presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt, entre 1933 e 1937, foi o que impulsionou a economia, gerando empregos e aumentando o consumo, e ajudou os EstadosUnidos a superarem a crise de 1929, conhecida como A Grande Depressão. O senador afirmou, porém, que hoje no Brasil “o que se combate é o New Deal” e o país fica refém da financeirização da economia.

No Brasil, é mais interessante aplicar dinheiro do que produzir. Parece que o Brasil esqueceu que o PT e Lula só cresceram pelo fracasso absoluto do PSDB no governo. Esse momento lembra o fim da era getulista. Em 1936, o presidente americano Franklin Delano Roosevelt visitou o Brasil. Na ocasião, declarou que o New Deal, o pacto americano em reação ao liberalismo que corroía a economia dos Estados Unidos e do mundo, era uma criação dele e de Getúlio Vargas. O brasileiro com a Consolidação das Leis do Trabalho, com o salário mínimo, com Volta Redonda, e Roosevelt com o mesmo tipo de política por lá. Getúlio lançou as bases do Brasil industrializado”, argumentou Requião.

Requião: Política econômica  do Brasil "parte de uma análise equivocada da origem da crise"
Requião: Política econômica  do Brasil “parte de uma análise equivocada da origem da crise”

Segundo o senador peemedebista, Temer nunca havia sido defensor do “Estado mínimo”, mas “agora está acreditando nisso” e confiando na condução da política econômica empreendida pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Requião disse, ainda, que a destruição da economia na gestão atual é “multiplicada por dez” em relação à do antecessor de Meirelles, o também liberal Joaquim Levy, no final do governo Dilma Rousseff.

“Conheço Temer e ele nunca falou em Estado mínimo. Falava em redistribuir o Orçamento para reforçar estados e municípios. Tinha ojeriza de algumas distorções da aposentadoria, que realmente existem. O estabelecimento do Estado mínimo é coisa o Meirelles (…) Temer não propôs nada, e agora está acreditando nisso. É um erro brutal, porque parte de uma análise equivocada da origem da crise”, criticou.

Política de investimentos alavancou economia dos Estados Unidos no pós-Grande Depressão
Política de investimentos alavancou economia dos Estados Unidos no pós-Grande Depressão

Requião acrescentou que o Estado mínimo tem relação direta com a Operação Lava Jato: “Atrás desse trabalho de Moro e dos procuradores sediados no Paraná, vemos a construção do Estado mínimo, a redução do Brasil ao papel de mero produtor de commodities. Pretende-se firmar o País como celeiro do mundo, enquanto o povo passa fome”.

Veja na íntegra a entrevista de Roberto Requião na Carta Capital

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