Donald Trump é eleito novo presidente dos Estados Unidos

Jornal do Brasil

A candidata democrata Hillary Clinton já ligou para Trump e deu os parabéns pela vitória. A informação foi confirmada por ele, em seu primeiro pronunciamento como presidente eleito.

Trump, envolvido em uma série de controvérsias ao longo de sua campanha, já conseguiu 276 delegados (ainda nem todos os votos foram apurados e Trump pode conseguir ainda mais votos), contra apenas 218 da ex-secretária de Estado, apoiada pelo atual presidente, Barack Obama.

Trump é eleito novo presidente dos EUA
Trump é eleito novo presidente dos EUA

Ele será o 45º presidente do país.

Nascido em 14 de junho de 1946 no bairro nova-iorquino do Queens, Trump é o quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de procedência escocesa.

Casou-se em 2005 com Melania Trump. Antes disso, ele foi casado e se divorciou de Maria Trump e Ivana Trump. Com Melania, tem um filho chamado Barron. Com Maria, a filha Tiffany, com quem se reconciliou recentemente, depois de um relacionamento conturbado. Com Ivana, ele tem três filhos, Eric, Ivanka e Donald, que ocupam funções de comando em suas empresas.

Bilionário

Fred Trump morreu aos 93 anos, em 1999, deixando para Donald uma fortuna de US$ 250 milhões. Porém, os biógrafos consideram que Donald Trump já era milionário 20 anos antes, quando iniciou a compra de vários edifícios em Nova York. Essa foi uma fase ascendente da vida do empresário porque ele comprou, em 1983, um antigo prédio que depois se transformou no Trump Tower, e também o Trump Plaza, e vários cassinos em Atlantic City, no estado de Nova Jersey.

 

Paul Krugman – NYT: Como manipular uma eleição

Independente do vencedor da disputa pela Casa Branca, uma coisa é certa, a eleição norte-americana foi manipulada, alerta o Nobel de Economia Paul Krugman em artigo publicado no New York Times nesta segunda-feira (7). Ao longo do artigo, Krugman aponta uma série de situações que teriam ajudado a falsear o processo eleitoral norte-americano, desde medidas para impedir o acesso de uma minoria às urnas, até a forma como a mídia e até o FBI lidaram com os e-mails revelados pelo WikiLeaks.

“A eleição foi manipulada pelos governos estaduais que fizeram tudo que podiam para impedir que norte-americanos não brancos votassem: O espírito da Jim Crow [de segregação racial] está muito vivo — ou então, talvez traduzido, de Diego Cuervo, agora que os latinos se uniram aos afro-americanos como alvos”, alerta o economista, entre suas primeiras considerações.

Prêmio Nobel de Economia levanta série de questões sobre processo eleitoral norte-americano
Prêmio Nobel de Economia levanta série de questões sobre processo eleitoral norte-americano

Krugman destaca que regras relacionadas a documentos de identificação para o voto, “justificadas por demonstradas falsas preocupações com fraude eleitoral”, entre outros “esforços sistemáticos” como o fechamento de seções eleitorais em áreas de grande população minoritária, foram adotados para impedir milhares de pessoas de votar.

O economista aponta a manipulação realizada pela inteligência russa, que estaria por trás dos ataques hackers a e-mails do Partido Democrata, divulgados pelo WikiLeaks. “Nada verdadeiramente escandaloso emergiu, mas os russos julgaram, de forma correta, que a mídia exageraria na revelação de que a maioria das figuras de partidos são seres humanos, e que os políticos estão engajados com a política, de alguma forma condenatória.”

O diretor do FBI James Comey, que anunciou no domingo que a descoberta dos novos e-mails não era suficiente para indiciar Clinton, também é lembrado pelo economista. “O trabalho dele é policiar o crime — mas em vez disto ele usou sua posição para espalhar insinuações e influenciar a eleição. Estava ele deliberadamente tentando adulterar a balança eleitoral, ou estava simplesmente intimidado por operadores do partido Republicano? Não importa: ele abusou de sua função, vergonhosamente.”

Outras pessoas do FBI também são criticadas por Krugman, figuras que teriam se sentido livres para impulsionar suas preferências políticas. “Nos últimos dias da campanha, agentes pró-Trump estavam claramente conversando sem parar com republicanos como Rudy Giuliani e com jornais de direita, levando alegações que poderiam ou não ter sentido ao ar.”

Krugman não deixa de apontar a manipulação que teria sido realizada por mídias partidárias, “especialmente a Fox News”, que alardeou falsidades e depois se retratou quase silenciosamente. “Por dias a Fox proclamou as supostas notícias de que a Fox estaria preparando uma acusação contra a Clinton Foundation. Quando finalmente admitido que a história era falsa, a gerência de campanha de Donald Trump comentou presunçosamente, “O dano está feito para Hillary Clinton.”

O economista, por fim, aponta outros dois pontos de manipulação, as organizações de notícias mainstream, e a obsessão da mídia com os e-mails de Hillary Clinton. Para Krugman, o fato de algumas empresas de mídia simplesmente terem se recusado a reportar questões policiais favoreceu as mentiras do outro candidato. Sobre os e-mails, o economista ressalta a ausência de evidências de que a secretária de Estado tenha sido antiética. “A coisa toda, em ordem de magnitude, é menos importante que os múltiplos escândalos do oponente — lembrando, Donald Trump nunca lançou suas declarações de renda.”

Entre questões que precisam ser lembradas, destaca Krugman, está o fato de que, se Clinton ganhar, será graças aos norte-americanos que esperaram horas em filas para votar, e que prestaram atenção ao que efetivamente importa. “Esses cidadãos merecem ser honrados, não denegridos, por fazerem o melhor para salvar a nação dos efeitos de instituições defeituosas. Muitas pessoas têm se comportado de forma vergonhosa neste ano — mas dezenas de milhões de eleitores mantiveram sua fé nos valores que realmente fazem a América grande.”

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