‘The New York Times’: Políticos mais poderosos do Brasil na mira da justiça

Jornal norte-americano fala que a maior parte da classe está sob investigação

A reportagem destaca que as novas investigações de corrupção envolvem os mais poderosos do país, causando “mais um golpe ao sitiado governo do presidente Michel Temer”.

Times ressalta que a decisão do juiz permite que os promotores federais iniciem novas investigações contra pelo menos oito ministros de Temer, incluindo seu chefe de gabinete, Eliseu Padilha, e seu ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, bem como grande parte do Senado.

O diário frisa que, no total, isto significa que quase um terço do gabinete e quase um terço do Senado é alvo de inquéritos nesta nova fase do “colossal escândalo que surgiu há três anos” em torno da Petrobras.

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Governar sob tais circunstâncias não é novidade para Michel Temer, já que desde que tomou posse enfrenta constantes escândalos, além da baixa aprovação, acrescenta o NYT. No entanto, os novos inquéritos chegam em um momento crucial para Temer, que está tentando obter aprovação no Congresso de uma revisão do sistema de pensões, que é visto como um fator importante na busca para restaurar a confiança na economia brasileira.

Ainda assim, alguns dos líderes políticos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, de Temer, que foram incluídos na lista de Fachin, já eram alvo de outras investigações de corrupção, assim como membros de outros partidos, incluindo o Partido dos Trabalhadores de esquerda, descreve Simon Romero para o New York Times.

A reportagem destaca que as novas investigações de corrupção envolvem os mais poderosos do país, causando mais um golpe ao sitiado governo do presidente Michel Temer
A reportagem destaca que as novas investigações de corrupção envolvem os mais poderosos do país, causando mais um golpe ao sitiado governo do presidente Michel Temer

Aqueles no gabinete do presidente ou no congresso gozam de foto privilegiado, não podendo ser julgados e condenados como simples cidadãos, ressalta o Times. Além disso, alguns detalhes sobre os políticos apontados nas novas investigações já haviam sido vazados pelos meios de comunicação brasileiros após a delação dos executivos da Odebrecht.

No entanto, mesmo que essas investigações pudessem se prolongar por meses ou mesmo anos, elas aumentam a pressão sobre um líder que já enfrenta um caso em que ele é acusado de receber milhões de dólares em doações ilegais, analisa o texto.

O juiz Fachin escreveu em sua decisão que os promotores haviam revisado evidências e transcrições, incluindo “menções da participação de Michel Temer” em desenvolvimentos relacionados às investigações autorizadas a alguns dos principais aliados do presidente.

O juiz, no entanto, também enfatizou que os promotores disseram que Temer tem “imunidade temporária”, impedindo que o presidente seja investigado por atos cometidos fora de seu atual mandato, que dura até o ano que vem, finalizou New York Times.

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