Eramos doze

foto: Damario da Cruz

Saudando a  todas, em especial a todas mães

Saúdo Juscelina Maria da Fonseca, D. linda, telefonista da Embasa, capricorniana, mãe de dez filhos, de quem eu herdei a doçura de Oxum, mas também a sua capacidade de se indignar diante da injustiça. Que alfabetizou cada filho em casa, a partir dos cinco anos de idade, em um tempo em que não existia a pré-escola nem o ensino básico era universalizado.

Ficando viúva, em 1980, de Antônio Melo, servidor público, nosso pai, quando seu filho caçula tinha somente seis anos de idade. Possuindo uma renda familiar, salário mais pensão, que representava pouco mais de um salário mínimo não descuidou da sua cria. Mesmo sendo comum naquela época, nesses casos, a viúva doar parte de seus filhos a parentes e/ou a famílias que tinham melhores condições financeiras, não deixou que sua tropa se dispersasse.

Entendendo que a sua principal missão era educar e formar os filhos, talvez pelo fato carregar a frustração de sendo uma amante dos livros e da literatura, tendo como livro preferido “Éramos seis” (de Maria José Dupré), não ter a formação em nível superior, ou talvez pelo credo particular de que a Educação era a revolução pacífica e possível, matriculou todos na escola garantindo ao menos o ensino fundamental para todos. Ensinou a todos os valores do trabalho e da solidariedade, sendo que os três mais velhos desde cedo passaram a contribuir com a renda  familiar vendendo, como ambulantes, nas feiras, doces gelados e salgados que ela mesma fabricava.

O resultado disso é que seus dez soldadinhos seguiram a risca seus ensinamentos: Antônio (Neném) é contador e administrador (Uneb), Desiderio (dedé) é professor e historiador (Ucsal), Valfredo (Dinho), em memória, soldador(SENAI), Marcia (Bilu), formada geografia (FTC), Paulo Cesar (binho) vendedor, ensino médio, Janui (Bigu), eletricista dono de oficina em Paripe, Marcelo (Teco) direito (UFBA), Mércia, formada em Letras (Ucsal) Alex Sandro (oficial da PM/BA) e Mônica Cristina, mestre em história (UFBA), cada um contribuindo na sua área de atuação para levar adiante o sonho dessa guerreira de ver o Brasil se tornar um país melhor para todos.

Em nome de Juscelina, dona Linda, eu homenageio todas as mães, na esperança de que seus filhos e a Pátria as reconheçam. FELIZ DIA DAS MÂES.

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