” EL País”: Brasil rejeita políticos com “cheiro de corrupção”

sexta-feira, 30 junho, 2017
Artigo de Juan Arias analisa perfil do candidato que o povo quer para presidência

O jornal espanhol El País traz em sua edição desta sexta-feira (30) um artigo de Juan Arias, onde trata sobre o eleitor brasileiro e suas exigências diante da crise que se atravessa. Ele cita uma fala de Joaquim Barbosa, possível candidato a presidente: “Será que o Brasil está preparado para ter um presidente negro?”

Juan publicou esta frase em sua coluna na última semana como forma de teste e o que percebeu foi que entre os quase 300 comentários dos leitores, ficou claro que os brasileiros elegeriam um negro, sim, e inclusive um gay, do mesmo jeito que já elegeram um operário sem estudos (Lula) e uma mulher (Dilma).

Ele diz que não encontrou um único comentário de alguém afirmando que nunca votaria em um negro. Até mesmo os que disseram que Barbosa não seria seu candidato enfatizaram que decidiram isso não por ele ser negro, e sim porque não o consideram preparado para o cargo.

Arias acrescenta que Junto com a confirmação da grande maioria de que não teria problema em votar “pela cor da pele”, foi também quase unânime a revelação sobre a primeira qualidade que exigiriam hoje de um candidato à Presidência: a honestidade. Não ser corrupto.

O texto para El País aponta que parece claro, que nas próximas eleições, será difícil eleger um candidato se seu nome aparecer manchado, de alguma maneira, por acusações de corrupção
O texto para El País aponta que parece claro, que nas próximas eleições, será difícil eleger um candidato se seu nome aparecer manchado, de alguma maneira, por acusações de corrupção

“O Brasil precisa de um(a) presidente honesto e competente para tirá-lo do atoleiro. Pode ser negro, branco, amarelo, homem, mulher, gay, etc”, escreve Max de Freitas.

“Negro ou branco? O que precisamos, urgentemente, é de gente honesta e séria” (Pedro Batista).

E houve quem reagisse com ironia: “Contanto que seja competente e não corrupto, pode ser até um alienígena que tudo bem” (Leandra Oliveira).

O autor avalia que o que realmente importa neste momento é a escolha de um presidente honrado. “A questão não é ser negro; é não ser corrupto” (Adriano Morais).

O texto para El País aponta que parece claro, que nas próximas eleições, será difícil eleger um candidato se seu nome aparecer manchado, de alguma maneira, por acusações de corrupção.

O que não querem é alguém, político ou não, acusado de corrupção – e muito menos condenado, afirma Juan Arias. Assim, a primeira e praticamente única condição que os brasileiros exigem hoje de um futuro presidente é que seja, simplesmente, “honrado”.

Em outro momento histórico, os brasileiros nem teriam nomeado essa qualidade de honradez como condição para ser presidente do país, ressalta Juan Arias. Ele observa que teriam prestado mais atenção na importância de seus programas, em suas aptidões de líder, agregador e pacificador, assim como em sua capacidade de saber dialogar com as outras forças políticas.

Em outros tempos, diz Arias, teriam destacado seu projeto para criar um novo Brasil com menos desigualdades sociais, maiores oportunidades para todos, capaz de inspirar novas esperanças.

Para Juan Arias um presidente, além de ser honrado, deve no entanto estar preparado para o cargo e saber demonstrar isso com o seu currículo, sendo  portanto, significativo e digno de reflexão essa ênfase dos eleitores sobre a necessidade de eleger um “não corrupto”.

Ele lembra que acabou o tempo em que se votava no “melhor corrupto”. As coisas estão mudando, conclui.

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BAHIA: Grafite colore ruas e o futuro de alunos da rede estadual

sexta-feira, 30 junho, 2017

Foto: Paula Froes/GOVBA

Aos poucos, o cinza do concreto vai sendo tomado pela tinta branca. É a preparação do espaço onde vão brotar outras cores, linhas retas, curvas, sombras e luzes em forma de grafite. A obra de arte da equipe do artista plástico ilheense Rildo Foge está sendo pincelada em uma parede de 67 metros de comprimento por sete de altura, às margens da BR-324, próximo à Estação Pirajá do Metrô de Salvador. A ilustração vai retratar para os milhares de motoristas e passageiros que passam diariamente pelo local a evolução dos meios de transporte. O trabalho é o início de um projeto que terá continuidade com 14 oficinas de grafite, que serão realizadas em escolas estaduais, na capital baiana. Há 18 anos, Rildo Foge dá vida a superfícies onde as pessoas costumam ver apenas paredes. Com o projeto, ele junta o útil ao necessário. “Não é fácil sobreviver da arte de rua. Agora apareceu essa oportunidade do Governo do Estado de apoiar a gente. O trabalho vai mostrar a evolução dos transportes. As pessoas vão reconhecer como se descolocavam no passado, como era um burro puxando uma carroça, até chegar ao metrô, uma evolução tão grande e que agora vai ser ilustrada e embelezar essa parede”. A pintura do mural foi iniciada na terça-feira (27) e deve durar um mês. No trabalho serão representados figuras como o Elevador Lacerda e os bondes que circularam por mais de 50 anos por diferentes pontos da cidade. Hoje, Salvador possui um sistema de metrô que aproxima áreas importantes. Atualmente, a Linha 1 faz a ligação da Estação da Lapa, no centro da cidade, ao bairro de Pirajá. Já a Linha 2 percorre o trecho entre a região conhecida como Acesso Norte até a área de Pituaçu, próximo à orla atlântica.

Política Livre


48ª Plenária Nacional do Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação acontece em Salvador

sexta-feira, 30 junho, 2017

Representantes de 19 Conselhos Estaduais da Educação estão participando, em Salvador, da 48ª Plenária Nacional do Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCEE), iniciado nesta quinta-feira (29). Na abertura do evento – que prossegue até sexta (30) –, o secretário da Educação do Estado da Bahia, Walter Pinheiro, falou sobre a importância da realização do Fórum para sintonizar o debate sobre a implementação das mudanças necessárias na Educação, envolvendo toda a sociedade e instituições na reorganização do processo educacional.
“É muito importante que a Secretaria da Educação do Estado da Bahia tenha a capacidade de enxergar, cada vez mais, o papel dos Conselhos de Educação, não meramente como órgãos estatuídos, mas órgãos que possam nos ajudar muito na formatação de políticas, na reorganização do processo educacional e, principalmente, com o envolvimento de todos os setores. A Educação será um objeto cada vez mais de melhoria a partir do envolvimento de todos os seguimentos da sociedade, de todas as instituições”, ressaltou Walter Pinheiro, que, na sexta (30), participa da mesa de debate “Desafios para a Educação no cenário brasileiro atual: gestão, financiamento e avaliação”.
O secretário da Educação destacou, ainda, que o Fórum acontece em um momento de grande debate nacional sobre a implementação de mudanças. “Na prática, precisamos olhar, cada vez mais, para o que está sendo produzido pelos Conselhos e o que acontece em cada escola. Os Conselhos têm um papel importante nesse sentido de mobilizar, de alertar, de chamar as Secretarias de cada Estado e a nossa organização nacional, que é o Conselho de Secretarias de Estado, para que possamos ampliar a nossa capacidade de recepcionar o que existe e, ao mesmo tempo, de forma ousada e corajosa, trabalhar para as grandes mudanças e implementações que a Educação tanto necessita”.
Carta de Salvador – A programação da Plenária Nacional do Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação, presidida por Maria Ester de Carvalho (CEE/GO), consta de painéis, apresentações e mesas de debate, além de momentos culturais, como na abertura, quando a Banda Juventude Parquena, formada por estudantes do Centro Educacional Carneiro Ribeiro – Escola Parque, apresentou um repertório de música regional para receber os participantes. Na conclusão dos trabalhos, será elaborada e aprovada a Carta de Salvador, na qual serão explicitadas conclusões e preocupações da plenária do FNCEE a respeito dos temas ligados à Educação, expostos e debatidos durante o evento.
“Passamos por um momento de grande ebulição nacional em vários aspectos. Sempre foi papel do Fórum contribuir para a estabilidade que a Educação precisa ter. Temos que aplicar a legislação do Ensino Médio e o nosso grande desafio, dentro da Base Nacional Comum Curricular, é nos tornarmos protagonistas dessas mudanças. O espírito do Fórum é fortalecer ideias e parcerias de cooperação entre os sistemas educacionais”, ressaltou Maria Ester de Carvalho.
A presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA), Anatércia Contreiras, enalteceu a pauta de discussões das plenárias do FNCEE. “Este encontro representa a expectativa da confirmação do fortalecimento da relação entre os Conselhos Estaduais de Educação do Brasil para o alinhamento da atuação em defesa das políticas públicas voltadas para a garantia de oportunidades educacionais e do padrão mínimo de qualidade do ensino. Buscamos contemplar, na nossa pauta de discussões, questões demandadas pela sociedade, como por exemplo, a reforma do Ensino Médio e as Diretrizes Curriculares para a formação do professor, bem como as políticas educacionais inseridas no Plano Nacional e nos Planos Estaduais de Educação”, relatou Anatércia, que também é vice-presidente do FNCEE-Nordeste.
A reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e vice-presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), Adélia Pinheiro, também destacou a importância do Fórum dos Conselhos Estaduais de Educação. “Os Conselhos Estaduais de Educação são os órgãos reguladores das universidades estaduais e municipais. Então, é importante que essas instâncias se reúnam e discutam as principais temáticas e que possamos obter as melhores repercussões na Educação Superior. Temos, no Brasil, 46 universidades estaduais e municipais em quase todos os Estados, com a exceção de três, respondendo por 40% das matrículas públicas no Ensino Superior. É imprescindível, portanto, a realização de um fórum desta natureza, com temáticas e discussões afeitas à esfera de atuação dos Conselhos”.
Secom Bahia

Rumo do país está errado para 95% dos entrevistados pelo Instituto Ipsos

quinta-feira, 29 junho, 2017

Avaliação Ruim/Péssima do governo Temer dobrou no período de um ano

Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Ipsos, 95% dos 1200 entrevistados em 72 municípios brasileiros afirmam que o país está no rumo errado. Os outros 5% acreditam que o Brasil está no caminho certo. O índice negativo é o maior desde o início de 2005, quando o instituto iniciou esse tipo de questionamento.

Em retrospecto, as maiores percepções dos entrevistados sobre o país estar no caminho errado foram na época do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (94%); durante as manifestações de 2013 (58%) e em 2005, durante o julgamento do Mensalão, quando 71% dos entrevistados viam os rumos do país com pessimismo.

No outro extremo, o registro de percepção mais positiva foi durante as eleições presidenciais de 2010 e no início do primeiro governo de Dilma Rousseff, quando 81% dos entrevistados diziam que o país estava no caminho certo. Outros índices positivos foram registrados em 2006, no final do primeiro governo do ex-presidente Lula (61%) e durante a eleição de 2014 (60%).

Avaliação Ruim/Péssima do governo Temer dobra em um ano

A avaliação Ruim/Péssima do governo do presidente Michel Temer, que coincide com o crescimento da percepção negativa da população sobre os rumos do país, dobrou no período de um ano. Em junho do ano passado, o governo Temer era visto como Ruim/Péssimo por 43% dos entrevistados. Agora, com denúncias como corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa que atingiram o chefe do Poder Executivo, o governo federal é avaliado negativamente por 84% dos entrevistados.

Em outro questionamento, 93% reprovaram a forma como Temer governa o país, enquanto outros 3% aprovam e os outros 3% não sabem ou não conhecem suficientemente para falar

Popularidade da Lava Jato

A pesquisa do Instituto Ipsos perguntou aos entrevistados se a Lava Jato, que teve origem a partir de denúncias de corrupção na Petrobras em 2014, deveria continuar com as investigações até o fim, custe o que custar. Para 96%, a operação deve ser mantida, mesmo que ela traga mais instabilidade política e econômica para o país. Para 74%, no entanto, a Lava Jato não está investigando todos os partidos. Dos entrevistados, 79% acreditam que as investigações vão tornar o Brasil “um país sério”. Em outra pergunta, 32% disseram acreditar que a Lava Jato “vai terminar em pizza”.

>> Rejeição a João Doria sobe para 52%, segundo Instituto Ipsos


Temer escolhe Raquel Dodge como Procuradora-Geral da República

quinta-feira, 29 junho, 2017

Substituição de Rodrigo Janot ocorre no dia 17 de setembro

Jornal do Brasil

Antes mesmo da divulgação da lista tríplice, escolhida por mais de 1200 procuradores do Ministério Público Federal (MPF), nesta terça-feira (27), Raquel já era apontada como a candidata mais próxima de Temer, enquanto Nicolao Dino passou a ser visto como o aliado de Rodrigo Janot, que apresentou denúncia contra o presidente da República.

Raquel Elias Ferreira Dodge é Subprocuradora-Geral da República e oficia no Superior Tribunal de Justiça em matéria criminal. Integra a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de assuntos relacionados ao Consumidor e à Ordem Econômica. É membro do Conselho Superior do Ministério Público pelo terceiro biênio consecutivo. Foi Coordenadora da Câmara Criminal do MPF, membro da 6ª Câmara, Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão Adjunta. Atuou na equipe que redigiu o I Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, e na I e II Comissão para adaptar o Código Penal Brasileiro ao Estatuto de Roma. Atuou na Operação Caixa de Pandora e, em primeira instância, na equipe que processou criminalmente Hildebrando Paschoal e o Esquadrão da Morte. É Mestre em Direito pela Universidade de Harvard. Ingressou no MPF em 1987.

Nova PGR vinha sendo apontada como mais afinada ao Palácio do Planalto
Nova PGR vinha sendo apontada como mais afinada ao Palácio do Planalto

Nesta quarta-feira (28), Temer recebeu a lista tríplice com o resultado da consulta feita aos membros do MP sobre a troca. Raquel foi a segunda colocada na votação. Esta é a primeira vez em 14 anos que o presidente não escolhe o candidato que recebeu o maior número de votos.

Além de depender de aprovação pelo Senado, a troca será efetivada somente no dia 17 de setembro, quando termina o mandato de Janot, responsável por centenas de processos contra políticos envolvidos na Operação Lava Jato, incluindo a denúncia recente apresentada contra Temer.

A lista tríplice foi criada em 2001 e é defendida pelos procuradores da República como um dos principais instrumentos de autonomia da carreira. De acordo com a Constituição, o presidente da República pode escolher qualquer um dos mais de 1.400 dos membros da carreira em atividade para o comando da PGR. Desde 2003, no entanto, o nomeado é o mais votado pelos membros da ANPR.

O vice-procurador Eleitoral, Nicolao Dino, foi o candidato mais votado pelos membros do Ministério Público Federal em todo país, com 621 votos, seguido por Raquel Dodge (587 votos) e Mauro Bonsaglia (564 votos).

Com Agência Brasil


Que sinal foi dado quando o TRF absolveu Vaccari, revertendo decisão de Moro?

quarta-feira, 28 junho, 2017
Jornal do Brasil

O TRF entendeu que as provas eram insuficientes, por se basearem apenas em delações premiadas.

Se esta foi a decisão tomada com relação a um réu sobre o qual havia uma das maiores quantidades de denúncias, o que poderá acontecer com os outros, cujas acusações se baseiam apenas em suposições?

Que sinal foi dado quando o TRF absolveu Vaccari, revertendo decisão de Moro?
Que sinal foi dado quando o TRF absolveu Vaccari, revertendo decisão de Moro?

Este sinal pode estar mostrando que a falta de provas, não só neste processo mas em outras delações premiadas, certamente provocará decisões semelhantes de outros juízes.

Mostra que os criminalistas, quando abandonavam as causas dos delatores, tinham a certeza de que faltava a esses o que exige a lei: a prova.

Tags: absolvição, justiça, moro, mudança, vaccari

Mendonça vota a favor; Jutahy e Aleluia se opõem á PEC das Diretas

quarta-feira, 28 junho, 2017

por Ailma Teixeira

Jutahy e Aleluia se opõem à PEC das Diretas; Mendonça vota a favor

Fotos: Tiago Melo / Bahia Notícias / Montagem BN

Em meio à crise política que se instalou no governo de Michel Temer (PMDB), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara volta a discutir a “PEC das Diretas” na sessão desta quarta-feira (28). A discussão, que já dura semanas, foi interrompida após alguns deputados pedirem vista do parecer apresentado pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC), que votou pela admissibilidade do texto. A opinião do relator é rebatida pelo deputado baiano José Carlos Aleluia (DEM). Para o democrata, a matéria não passa de “demagogia”. “Tenho trabalhado contra, vou trabalhar contra. O Brasil não está preparado agora pra fazer eleições”, pontua Aleluia em entrevista ao Bahia Notícias. O deputado federal é titular na comissão, assim como os baianos Félix Mendonça (PDT) e Jutahy Júnior (PSDB). Também contrário à proposta, o tucano lembra que foi constituinte e que, portanto, é a favor de que seja mantida a Constituição Federal. “A discussão é feita para que quando tiver uma crise, ela [a Constituição] seja um ancoradouro para o país. Você não fica mudando a Constituição pra lá e pra cá diante de cada crise”, critica Jutahy. Em outra corrente, há o voto de Mendonça, que faz oposição ao Palácio do Planalto. O pedetista ressalta que é a favor da Proposta de Emenda apresentada pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). O texto prevê eleições diretas para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância desses cargos. No modelo atual, em uma eventual saída de Temer da Presidência, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assume o posto por 30 dias quando devem ser convocadas eleições indiretas dentro do Congresso. Se a PEC for aprovada na comissão, a matéria ainda seguirá para apreciação no plenário da Câmara.

Bahia Noticias