Rapidinhas: PSDB sai e fica; PDT acha juiz no MS; Lula, Dilma e a JBS; Padilha quer Temer até 2018

Nas rapidinhas de hoje, as últimas noticias da politica nacional. Com o Palácio do Planalto em chamas, os aliados de Temer se apegam em todas as possibilidades. Eliseu Padilha já projeta ficar até 2018 e o ex-presidente Lula avalia que Temer teve uma sobrevida nos últimos dias. Por outro lado, o senador afastado Aécio Neves (PSDB) parece ser mesmo o bandido ‘tolo’, já que é constantemente flagrado com ligações que só fazem piorar a sua situação. Confira:

 Lula avalia que Temer ganhou sobrevida

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a cúpula do PT avaliaram que o presidente Michel Temer pode ganhar sobrevida política porque está sendo mais rápido na reação às denúncias contra ele do que o PT e outros partidos da oposição nos ataques.

Em conversa com deputados, senadores e dirigentes antes da abertura do 6.º Congresso Nacional do partido, Lula disse que o governo, mesmo em situação crítica, tem conseguido reaglutinar forças, enquanto o PT precisa de uma bandeira para reconquistar a confiança da sociedade. O evento petista começou ontem em Brasília.

A portas fechadas, Lula e seus correligionários também consideraram que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve suspender o julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, marcado para ser retomado no dia 6. “O único jeito de Temer cair é se o TSE cassar a chapa. Impeachment não cabe neste caso e ele (Temer) já disse que não renuncia”, afirmou o deputado Zé Geraldo (PT-PA).

Lula: eleição indireta nem se Jobim for candidato

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (2) que nem mesmo se o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim for candidato em uma eleição indireta ao Palácio do Planalto apoiará o nome dele. Em reunião com 28 delegações estrangeiras que participam do 6º Congresso do PT como observadores, Lula afirmou que o partido está em campanha por eleições diretas para substituir o presidente Michel Temer. A portas fechadas, repetiu que não respaldará um processo no qual votem apenas deputados e senadores.

“Estão falando aí que, se o Jobim participar, eu não poderia ser contra, mas sou contra eleger qualquer candidato em eleição indireta, até mesmo ele”, disse Lula. “Prefiro perder dez eleições diretas a ganhar uma indireta.”

PT e PCdoB tentam juntar Lula e Maia

O PT vai defender em seu 6º congresso, que começou na noite de ontem e vai até amanhã em Brasília, boicote do partido a eventual eleição indireta. Mas, nos bastidores, há articulações em curso sobre esse cenário. Interlocutores do PT e do PCdoB tentam promover um encontro entre o ex-presidente Lula e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que quer pedir apoio. “Eu não fui procurado”, disse Lula na quarta-feira, ao chegar para reunião com representantes das correntes do PT.

Com aval do chamado “baixo clero”, Maia é atualmente o candidato favorito para a sucessão de Michel Temer, caso o presidente seja deposto. O jornal “O Estado de S. Paulo” apurou que Maia tenta obter a bênção de Lula para a negociação de um acordo suprapartidário em que o ex-ministro Aldo Rebelo, hoje no PCdoB, seria seu vice. Uma ala do PSB pretende levar Rebelo para o partido. Se Temer cair,

Maia assume a Presidência por 30 dias. A Constituição determina que, nesse caso, seja convocada uma eleição indireta no Congresso.

Banco suíço encerrou conta da JBS para Lula e Dilma

O banco suíço Julius Baer fechou as contas abertas pela JBS de Joesley Batista para abastecer os ex-presidentes Lula e Dilma, e grande parte do dinheiro ali depositado foi transferido para os Estados Unidos, ao suspeitar da origem dos recursos. O banco informou suas suspeitas às autoridades de combate à lavagem de dinheiro da Suíça.

Apos o fechamento da conta nº 06384985 do Julius Baer, o dinheiro foi transferido para o JP Morgan Chase Bank, em Nova York, onde agora vivem Batista com a família. Para ocultar os donos da conta, o dinheiro estava em nome da empresa de fachada Lunsville Internacional Inc. Uma empresa chamada Valdarco também foi usada.

Em depoimento sob acordo de delação, Joesley contou que a primeira das contas foi usada durante os anos do governo Lula e que, ao final do mandato, em 2010, teria ficado com um saldo de US$70 milhões (equivalentes a R$226,1 milhões). Quando começou a gestão Dilma, ele disse que fora instruído pelo então ministro da Fazenda Guido Mantega a abrir uma nova conta. Joesley diz que a partir de novembro de 2014, com R$30 milhões de saldo, as contas deixaram de receber depósitos, quando ele diz ter comunicado o fato a Dilma em reunião no Palácio do Planalto.

Lula irritado com Lindbergh: ‘Esse garoto não tem futuro’

Lindbergh Farias ganhou espaço cativo na caixinha de mágoas de Lula desde que se recusou a abandoar a disputa pela presidência do PT. Esses dias, o ex-presidente, que pediu a ele para desistir do plano e apoiar Gleisi Hoffmann, sentenciou a interlocutores: “Esse menino não tem futuro”.

Ontem, Lindbergh saiu diminuído do Congresso Nacional do partido, em Brasília. Ele sequer estava convidado para se sentar à mesa das autoridades no evento. Só ocupou uma cadeira depois que sua militância, na platéia, gritou pelo nome dele.

Ao pegar o microfone, Lula não perdoou: declarou voto na mulher que ele transformou em favorita para comandar o partido e nem felicitou o adversário dela. “Quero dizer aqui que minha candidata a presidente do PT é a nossa líder e senadora Gleisi Hoffmann”.

A militância reagiu de novo e, ao fundo, esboçou uma vaia ao ex-presidente, rapidamente abafada pelos correligionários. Ao fim, vários petistas acompanharam Lula e Dilma Rousseff à sala VIP do local onde ocorreu o Congresso.

Padilha: ‘Governo chegará a 2018’

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha nesta sexta-feira que o governo tem “convicção absoluta” de que vai chegar até o final de 2018 com Michel Temer (PMDB) na Presidência. Padilha disse ainda que a crise politica “vem perdendo força” e que acredita que o Planalto continuará contando com o PSDB na base aliada.

“Nós vamos chegar de qualquer forma lá no final de 2018, temos convicção absoluta”, disse o ministro, que justificou que o governo está tendo “vitórias e vitórias no Congresso” e citou as aprovações das sete medidas provisórias na semana passada. “Não posso admitir que não haja nenhuma crise, mas que ela já foi muito mais forte e vem perdendo força é absolutamente indiscutível.”

PSDB fará reunião sobre permanência no governo

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), declarou que o partido deve fazer uma reunião na próxima terça-feira (6), durante o primeiro dia do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para definir se a sigla permanecerá ou não na base aliada do governo.

“Durante o período da votação (julgamento) nós temos que tomar uma posição definitiva. Nós vamos formar a nossa opinião e qualquer decisão que venha a ser tomada vai ser definitiva”, disse Tasso à imprensa. Ele avaliou que um eventual pedido de vista no julgamento, que adiaria o resultado por tempo indeterminado, não seria bom.

“O país não pode ficar nesse suspense. A economia fica parada em função dessa falta de decisões políticas. É necessária que seja logo, qualquer seja a decisão”, avaliou. Questionado sobre a ausência de integrantes da legenda na posse do novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, ontem, Tasso disse que foi apenas uma “coincidência”.

Bancada jovem quer saída

Os parlamentares do PSDB na Câmara dos Deputados estão pressionando os líderes do partido para que seja tomada uma decisão sobre a saída da base aliada do governo. Os políticos querem uma resposta até a próxima terça-feira (6), primeiro dia do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A proposta conta com o apoio de deputados mais experientes, que não concordam com a permanência do partido no governo. No entanto, é uma iniciativa dos “cabeças pretas”, ala mais jovem da bancada. A ideia deles é a de que o posicionamento seja efetivado antes mesmo do resultado final do julgamento do TSE.

Segundo cálculo dos tucanos, 27 dos 46 deputados do partido são a favor de a legenda deixar a base aliada de Temer. Outros 12 estariam indecisos e sete são contrários. Cinco de 11 senadores sinalizaram ser a favor da saída.

Alckmin pede que aliados barrem movimento  

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reuniu prefeitos aliados de cidades importantes do Estado, como São Bernardo do Campo e Santo André, para discutir a posição do diretório estadual do partido, que se reúne próxima segunda-feira, 5, sobre um possível desembarque do governo de Michel Temer. O peemedebista e o governador têm uma reunião marcada para a noite desta sexta-feira, 2, no Palácio dos Bandeirantes.

O tucano ofereceu um jantar no Palácio dos Bandeirantes na noite de quinta-feira, 1, para passar a orientação de que defender a saída da base não é a decisão mais acertada neste momento, diferentemente da posição adotada pelo presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, e pela ala jovem da legenda.

O recado passado por Alckmin a aliados foi acertado com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, e com o próprio Temer. Aos prefeitos, Alckmin teria dito que uma eleição indireta agora desorganizaria todo o processo de sucessão em 2018, no qual o tucano é declaradamente parte interessada.

Janot denuncia Aécio: corrupção e obstrução da justiça

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou pela primeira vez no âmbito da Operação Lava Jato o senador afastado Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. A PGR acusa formalmente o tucano de pedir e receber 2 milhões de reais de propina do dono da JBS, Joesley Batista, que fechou acordo de delação premiada com a procuradoria.

Além de Aécio, também foram denunciados a sua irmã, Andrea Neves; o primo Frederico Pacheco, e o advogado Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) – os três estão presos desde a deflagração da Operação Patmos na semana retrasada. De acordo com o procurador, o recebimento do valor teria sido intermediado por Frederico e Mendherson, que teriam entregue parte dos recursos a uma empresa ligada ao filho de Perrella. A denúncia está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal.

PDT deve lançar Juiz ao governo do Mato Grosso do Sul

O presidente do PDT, Carlos Lupi, já considera como certa a candidatura do juiz federal Odilon de Oliveira ao governo de Mato Grosso do Sul, em 2018. O magistrado foi responsável por decisões importantes contra traficantes de drogas, como Fernandinho Beira-Mar, e pelo desmantelamento de quadrilhas.

Odilon se aproximou do ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República, pela mesma legenda. Procurado por EXPRESSO para falar sobre seus planos, o juiz desconversou. Disse que “política é apenas um projeto em cogitação interna”.

(Da redação, com informações do Diário do Poder, Agencia Estado e Revista Veja)

http://www.interiordabahia.com.br

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