Futebol e Trabalhismo: entrelaços de uma história popular

quinta-feira, 27 julho, 2017
FLB-AP/Bruno Ribeiro – Foto: Centro de Memória Vasco da Gama

A história do futebol, desde o final do século XIX, sempre esteve densamente entrelaçada com o avanço do Trabalhismo. Popular, inclusivo e igualitário, o esporte cresceu ao superar as barreiras sociais e econômicas, além do famigerado preconceito racial e social. No Dia do Futebol, uma troca de passes para relembrar fatos e momentos inesquecíveis de um tempo regulamentar.

Originalmente aristocrata ao chegar com os europeus, o futebol evoluiu no Brasil ao passo da acelerada popularização. Até 1930, porém, clubes brasileiros surgiram sem finalidades financeiras, colocando como objetivo a prática amadora de esportes variados, incluindo o remo no Rio de Janeiro, capital federal à época.

A futura “paixão nacional” começou a se consolidar a partir da década de 30 com as políticas implementadas pelo então presidente Getúlio Vargas. No seu governo, as atividades coletivas ganharam força a partir dos projetos em diversas áreas, incluindo o esporte ao lado de saúde e educação. Nos anos seguintes, ocorre a profissionalização a partir do promulgação da legislação do esporte diante de um Estado Novo que pregava o nacionalismo como premissa. Surgem, ainda, estádios, times com melhores jogadores e grandes torcidas. É a afirmação da capacidade de uma nação que saia do modelo agrícola para entrar na fase industrial.

Presente em cada canto da nação, a prática caiu nas graças dos negros e pobres, mas o racismo tentava reafirmar seu poderio e surgiam como barreiras para impedir uma alegria que surgiu na área brasileira. A abolição da escravatura estava no papel, mas não nas mentes dos então cartolas.

Um exemplo marcante despontava em São Cristóvão, bairro suburbano do Rio. Como forma de provocar a elite, o Club de Regatas Vasco da Gama conquista, em 1923, o campeonato carioca com um time formado por trabalhadores de origem humilde, brancos, negros e mulatos, sem dinheiro nem posição social.

Sob o pretexto do profissionalismo dos atletas, impediram sua participação dos participantes que não representavam a classe ariana. Esse reinado, porém, foi quebrado com a construção, em 1927, de São Januário, o maior estádio da América do Sul na época e que representou a quebra de paradigmas na sociedade. Nesse momento, os considerados grandes clubes recuam, ameaçados pelo avanço das instituições populares, e passam a aceitar a inscrição de jogadores humildes. Surge, portanto, um novo futebol.

Getúlio em campo

Nas décadas de 40 e 50, o dia 1º de maio ganhou a devida imponência com o Getúlio Vargas. Em São Januário, o trabalhista costumava promover eventos cívicos em homenagem ao Dia do Trabalho. Em 1940, o presidente da República anunciou, da tribuna do estádio e ao lado do então ministro do Trabalho e Emprego, João Goulart (foto de capa), a instituição do salário-mínimo. No ano seguinte, declarou a instalação da Justiça do Trabalho.

Ao todo, Vargas comandou a solenidade anual em cinco oportunidades. A cerimônia perdurou em 51 e 52, mesmo depois da inauguração do Maracanã, símbolo da Copa do Mundo de 1950.

Brizola na raça

Em 1964, antes do golpe militar e do consequente exílio, Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e então deputado federal pelo estado da Guanabara, recebeu uma nobre homenagem: o Sport Club Internacional conquistou a Taça que levou seu nome.

Em dois jogos contra o Peñarol, do Uruguai, o clube gaúcho garantiu o título com duas vitórias, sendo o primeiro jogo em Montevidéu, capital uruguaia, e o segundo em Porto Alegre (RS).

Fonte: http://www.pdt.org.br

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Estudantes aprendem sobre preservação ambiental em passeio ao Parque das Dunas

quinta-feira, 27 julho, 2017

Os estudantes do 2° ano do Ensino Médio do Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella, localizado em Salvador, tiveram uma aula diferente nesta terça-feira (25). Eles visitaram o Museu das Dunas, situado na Praia do Flamengo, no qual puderam aprender mais sobre preservação ambiental e sustentabilidade. A iniciativa chamada de Caravana Científica é uma ação do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, que oportuniza a participação de estudantes em ambientes não formais de educação. Tratam-se de aulas de campo para a realização de estudos exploratórios e experimentais.

No local, os alunos assistiram a uma palestra sobre a importância da preservação das dunas para o ecossistema litorâneo, conheceram plantas nativas da região e fizeram uma trilha pelas dunas. Além disso, contextualizaram os conteúdos trabalhados em sala de aula nas disciplinas de Biologia e Física. Após a atividade, eles irão elaborar relatórios para o desenvolvimento de projetos científicos.De acordo com uma das formadoras do programa, Marília Pinto Fontes, que acompanhou os estudantes, esta ação é muito importante para o aprendizado e estimula a iniciação científica. “Esta é uma forma de mostrar para os alunos que existem outras possibilidades de estudos para além da sala de aula. Através do contato com a natureza, eles visualizam e entendem a importância da preservação do meio ambiente”, explica.

Layne Esther Oliveira, 16, conta que aprendeu muito no passeio. “Gostei muito da visita de campo porque visualizamos, na prática, conteúdos relacionados à fauna, flora, biosfera e ecossistema. Fiquei surpresa ao saber que nos anos 50 Salvador possuía muitas áreas com dunas e na visita pudemos fazer uma viagem no tempo”, disse animada.

Para Daniel Patrício dos Santos, 16, a atividade foi enriquecedora. “Precisamos conhecer para preservar porque as dunas são muito importantes para a cidade, pois a vegetação absorve a salinidade que vem do mar através do vento e as areias ajudam a equilibrar a temperatura da cidade”, afirma o estudante.

As visitas ao Parque das Dunas continuam. A próxima será nesta quinta-feira (27), das 13 às 17h30, com estudantes do Colégio Estadual Antônio Sérgio Carneiro e do Colégio Estadual Professor Carlos Alberto Cerqueira, que também levará outra turma no dia 4 de agosto. Já no dia 15 de agosto, a visita será direcionada para professores do curso (Re)pensando a Prática do Ensino de Ciências no Ensino Médio, ofertado pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia.

http://estudantes.educacao.ba.gov.br/noticias/estudantes-aprendem-sobre-preservacao-ambiental-em-passeio-ao-parque-das-dunas