Lupi defende candidatura de Ciro à Presidência e quer José Queiroz para governador de Pernambuco

O Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que o projeto principal do partido em 2018 é a candidatura de Ciro Gomes à presidência, mas não descarta qualquer aliança, com espaço para o partido na majoritária. Em Pernambuco, ele disse que a intenção é lançar o José Queiroz para governador. Confira a entrevista ao jornal Folha de Pernambuco abaixo:

Hoje, o PDT, no plano nacional, projeta uma candidatura própria. Isso está distanciando vocês do PSB?

Olha, nós continuamos conversando e temos avançado muito, pois o PSB se distanciou do Governo Temer. Também tem essa questão interna deles, que estamos aguardando. Mas o fato é que estamos nos reaproximando muito nacionalmente. Tenho esperança de estarmos juntos nos palanques estadual e nacional.

Estar junto significa o PSB apoiando o PDT? Neste caso, os socialistas apoiando Ciro Gomes?
É a minha esperança. É o desejo pelo qual trabalho e tenho entusiasmo. Agora, é claro que essas alianças têm que ser costuradas. É um processo que está começando.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, fez alguma sinalização?

Não. Ele abriu o diálogo, mas também não demonstrou nenhuma restrição. Existem muitos estados onde possuímos alianças estratégicas. No Rio Grande do Sul, com Beto Albuquerque, temos uma relação excelente. O partido lá tende a escolher ele como candidato a senador. Em Brasília, apoiamos o governo de Rodrigo Rollemberg (PSB) e o presidente da Câmara Distrital é do PDT, então pode ter uma coligação também. No Espírito Santo, o Renato Casagrande tem uma excelente relação com a gente. Em São Paulo, temos uma boa proximidade com Márcio França, que está na expectativa de ser candidato a governador. Ele alimentava muito a esperança do PSDB apoiá-lo, mas essa expectativa hoje já é menor.

Em Pernambuco, o PDT não estaria com o PSB?

Nossa intenção é lançar o José Queiroz para governador. Mas se sai uma aliança nacional, uma costura, ele pode sair para o Senado. Isso faz parte de uma composição regional, que é difícil, mas não impossível. Em Pernambuco, nas últimas três eleições, nós estivemos na aliança majoritária. Estivemos duas vezes na vice de Eduardo Campos, com João Lyra. E, com Armando Monteiro (PTB), também tivemos a vice. Agora, estou pedindo muito e incentivando a candidatura de José Queiroz para governador.

O senhor tratou, recentemente, com o senador Armando Monteiro sobre isso? 
Tenho uma conversa permanente com ele. Eu sinto que ele traçou como prioridade ser candidato à re­eleição. Isso é uma avaliação minha, ele não colocou explicitamente isso.

Então, hoje, fazer uma composição com Armando na cabeça de chapa está descartado?
Por que não pode inverter e a gente não pode ser cabeça de chapa e ele apoiar? Por que não? São hipóteses que vão ser colocadas em momento oportuno. Por que não? Se a gente serve para apoiar, serve para ser apoiado.

Acha que seria um sacrifício para Queiroz concorrer ao governo?

Ao contrário. Ele tem uma boa imagem, é um bom administrador e não tem máculas. Acho até que ele tem chance de ganhar, ao contrário da maioria. Quem são os nomes que estão no jogo? O Armando Monteiro, por exemplo, não vem mais ao governo. A gente já sabe que ele quer garantir a reeleição dele.

A relação entre PDT e PSB no Estado estaria empurrando o PDT para fora da aliança?
Acho que retomamos o diálogo, que está indo muito bem a nível nacional e regional. Já estive aí pessoalmente e fizemos uma ação muito forte junto com o Wolney Queiroz e o prefeito Geraldo Julio. Acho que todas as sinalizações de aproximação a gente já deu. Agora, no mínimo, em Pernambuco é ficar na majoritária. Se o José Queiroz não for candidato a governador, terá que ser para senador. O que não pode é o nosso partido não estar na majoritária.

A proposta é estar na majoritária de qualquer forma?

Se a aliança com o PSB não acontece, podemos nos aliar ao PCdoB e ao PTB e ter o apoio deles. Agora, o José Queiroz vai ser candidato na majoritária, como governador ou senador.

A escolha de Queiroz se dá pela necessidade de um palanque para o presidenciável Ciro Gomes?
Tem, principalmente, a ver com a história de ter um palanque nacional. Mas Queiroz também é um nome que pode se viabilizar. Existe uma escassez de nomes em Pernambuco para disputar o Governo do Estado. Qual é a novidade que tem? Do PT, não virá novidade.

Cogitam Marília Arraes… É difícil, não é?

Eu não vejo como o povo de Pernambuco colocar alguém no Governo do Estado que não tem experiência, que não tenha sido secretário de Estado, administrador exitoso, como foi o caso de José Queiroz. E o primeiro princípio que vão priorizar é que o candidato seja limpo. Então, o nome de Queiroz pode vir muito forte. Vai depender muito desta andada. Como fica o PSB neste processo? Vai lançar candidato? Vai apoiar outro candidato? Vai apoiar a Marina Silva, por exemplo? Ou vai apoiar o candidato de Michel Temer? Se for por aí, inviabiliza nossa aliança, entende? Agora, se eles tiverem alguma disposição para apoiar o Ciro, aí abre espaço para apoiarmos os outros. Ainda trabalhamos com hipóteses.

A condenação de Lula abre espaço para Ciro se tornar um plano B para o PT?
Eu não sei. Isso só o PT pode saber. Primeiro, essa condenação não tem base. É frágil. A candidatura do Ciro é irreversível. Com o Lula ou sem o Lula.

O senhor teve conversa recente com Lula?

Faz tempo que não tenho.

http://www.interiordabahia.com.br

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