Alucinações Musicais

sábado, 21 julho, 2018

Oliver Sacks (Parte I)

     Nova série do blog do Professor Desiderio, Descreve os estudos do Médico e neurologista e musicoterapeuta, OLIVER SACKS, sobre a influência da música e seus elementos no comportamento e na fisiologia humana. No livro “Alucinações Musicais”,  que tem como subtítulo : Relatos sobre a música e o cérebro, servirá de referencial teórico e fonte para o entendimento dos eventos, história e técnicas que balizaram e difundiu a MUSICOTERAPIA para o mundo.

Oliver Sacks nasceu em 1933, em Londres, onde se formou em medicina no Quens College. Em 1960 emigrou para os Estados Unidos e prosseguiu os estudos médicos. Tornou-se membro do Albert Einstein Colleg of Medicine, de Nova York, em 1965, e passou a lecionar neurologia e atuar na área psiquiátrica, atividades que exerce agora na Columbia University. Nessa Universidade, ocupa também recém criado posto de Artista, que lhe permite transitar livremente entre os departamentos, ensinando, conduzindo seminários, atendendo pacientes, etc. Com a publicação de Enxaqueca, em 1970, iniciou uma brilhante carreira de escritor, com uma série de livros que logo se tornaram best-selllers, tais como Tempo de despertar, O homem que confundiu a mulher com um chapéu, Um Antropólogo em Marte, A Ilha dos daltônicos, Com uma perna só, Vendo vozes e Tio Tungstênio, todos editados no Brasil pela Companhia das Letras. Nessas obras, que descrevem histórias de pessoas portadoras de distúrbios neurológicos e perceptivos, Sacks exibe todo o seu fascínio pela criatividade da mente humana ao lidar com suas próprias afecções.

COMO UM RAIO: MUSICOTERAPIA SÚBITA

Tony Cicória tinha 42 anos, era forte e estava em ótima forma. Jogara futebol americano na Universidade e se tornara cirurgião ortopédico em uma pequena cidade no norte do estado de Nova York. Numa agradável tarde de outono, foi a uma reunião de família, num pavilhão Á beira de um lago. Soprava uma brisa, mas ele notou algums nuvens de tempestade longe. Viria chuva, pensou.

Foi até o telefone público próximo do pavilhão fazer uma rápida ligação para sua mãe (era 1994, antes da voga dos celulares). Tony ainda se recorda de cada segundo do que lhe aconteceu em seguida: ”Eu estava conversando com minha mãe ao telefone. Chuviscava, ouviam-se trovões ao longe. Minha mãe desligou. O telefone estava a uns trinta centímetros de onde eu me encontrava quando fui atingido. Lembro de um clarão de luz sair do aparelho. Pegou-me no rosto. Minha lembrança seguinte é estar voando para trás”.

Então – ele pareceu hesitar antes de me contar isso – “eu estava voando para frente. Atordoado. Olhei em volta. Vi meu corpo no chão. Caramba, estou morto, pensei. Vi pessoas convergindo para o corpo. Vi uma mulher – que tinha estado logo atrás de mim, esperando para usar o telefone – debruçar-se sobre o meu corpo e fazer reanimação cardiorrespiratória. {…} Flutuei para as estrelas. Minha consciência veio comigo; vi meus filhos, tive a percepção de que eles ficariam bem. E então fui envolvido por uma luz branco – azulada… uma sensação intensa de bem-estar e paz. Os melhores e os piores momentos da minha vida passaram velozmente por mim. Nenhuma emoção estava associada a eles… puro pensamento, puro êxtase. Tive a percepção de acelerar, de ser puxado para cima… com velocidade e direção. E justo quando eu dizia a mim mesmo ‘esta é a sensação mais deliciosa que já tive’ – BAM! Eu voltei”.

A polícia chegou. Quiseram chamar uma ambulância, mas Cicoria, delirante recusou. Levaram-no então para casa, e de lá ele telefonou para seu médico, um cardiologista. Este fez o exame e achou que Cicoria teve uma breve parada cardíaca , mas nada encontrou de errado no aspecto clínico do eletrocardiograma. “Desse tipo de coisa a gente sai vivo ou morto”, comentou o cardiologista. E julgou que o Dr. Cicoria não sofreria mais nenhuma consequência do acidente Bizarro. Seus exames neurológicos também não mostraram nada de anormal.

No entanto pouco depois do acidente, Cicoria começou a experimentar um intenso e insaciável desejo de ouvir música de piano. Nada em seu passado poderia explicar isso. A partir daí, o renascido médico passou a aprender música sozinho, além de ouvir  constantemente música dentro de sua cabeça. Passou a dedicar todo o tempo livre à música, participando de concurso e todo tipo de consertos ( tanto que isso lhe custou o casamento: a esposa pediu a separação).

A partir desse primeiro relato clinico, que poderia constar de uma coletânea de contos fantásticos, constrói-se o Alucinações Musicais, marco Definitivo do encontro entre a música e a neurociência. O estudo de casos surpreendentes de pessoas com distúrbios neurológicos ou perceptivos ligados à música reitera a crença do Dr. Sacks em uma medicina que humaniza o paciente e tenta, com a abordagem clínica, integrar as dimensões psicológica, moral e espiritual, tantos das afecções quanto do tratamento.

Continua na Parte II (quarta-feira, 25/07/18).

Fonte bibliográfica e textos:

Sacks, OLIVER,  Alucinações Músicais, Relatos sobre a música e o cérebro, Tradução: Laura Teixeira Motta, 2ª reimpressão; Companhia das Letras, São Paulo – 2007

Comentários: Desiderio Bispo de Melo, graduado e m história e direito, pós graduado em musicoterapia pelo CEPOM – Olga Mettig

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Ciro Gomes Oficializa candidatura a Presidente

sexta-feira, 20 julho, 2018

Na oficialização de sua candidatura, Ciro Gomes diz que Brasil precisa mudar

Logo no início de sua fala, Ciro fez do mote “o Brasil precisa mudar” uma constante do discurso. Cuidadoso, Ciro tentou se mostrar conciliador. “É preciso respeitar as diferenças, fim da cultura de ódio, acabar com o brasileiro sendo ferido por outro brasileiro na internet. Ninguém é dono da verdade.”

Sobre a fama de cabeça quente e explosivo, Ciro também pareceu querer se explicar: “Minha ferramenta é minha palavra, falo 10 horas por dia, cometo erros, mas nenhum deles por desonestidade intelectual.”

>> ‘Não queria mais participar da política de tão enojado que estava’, diz Ciro Gomes

“É preciso respeitar as diferenças, fim da cultura de ódio, acabar com o brasileiro sendo ferido por outro brasileiro na internet. Ninguém é dono da verdade”, disse Ciro Gomes

Ele não deixou de responder, no entanto, as críticas que recebeu do mercado financeiro por algumas de suas propostas. “Essa gente quebrou o nosso País a pretexto de austeridade. Querem matar o carteiro para que o povo brasileiro não leia a carta”, disse, antes de fazer referência ao montante pago em juros de dívida pública. “Que me persigam, mas somente com juros, este ano, gastaram R$ 380 bilhões. É difícil explicar ao povo, mas a sociedade brasileira está devendo R$ 5 trilhões ao baronato”, complementou.

As referências de Ciro Gomes ao pagamento de juros da dívida é um dos fatores que assusta os agentes econômicos do mercado financeiro e teria provocado um recuo por parte dos partidos que formam o chamado “Centrão”, que negociava aliança com sua campanha.

Após ironizar esse aspecto, Ciro voltou a enfatizar que estará ao lado dos mais pobres e da classe média. O candidato prometeu olhar as contas públicas com lupa. “O governo esfola o povo trabalhador com um sistema de impostos injusto e perverso. Povo e classe média já pagaram demais. A classe média paga dobrado para viver no País e o Estado não devolve serviços de qualidade. Quem tem de pagar agora é o governo e o mundo mais rico. Não falo do mundo mais rico com preconceito, não vamos sair dessa situação com o ‘nós contra eles.”

Ciro Gomes oficializa candidatura e diz que o Brasil precisa mudar

No discurso, Ciro falou, sem detalhar, os 12 eixos de sua campanha. Além de emprego, saúde e educação, o candidato focou em segurança pública – tema que tem sido o forte de candidatos de outro campo político.


PDT e PSC abrem temporada de convenções para escolha de candidatos

sexta-feira, 20 julho, 2018

Jornal do Brasil

Ciro Gomes está à frente da negociação de um amplo arco de alianças, que inclui DEM, PP, SD e PCdoB, entre outros. Na convenção nacional, o PDT não deverá anunciar o vice na chapa de Ciro Gomes nem os partidos aliados nas eleições de outubro.

PSC e PCB

O PSC também se reúne em Brasília e deve aprovar a candidatura de Paulo Rabello de Castro a presidente da República. No Rio de Janeiro, será realizada a convenção do PCB.

Fim de semana de convenções

Outros quatro partidos realizarão convenções nacionais neste fim de semana. PSOL, PMN e Avante se reunirão neste sábado (21). O PSOL anunciou que vai aprovar a candidatura de Guilherme Boulos, com Sônia Guajajara de vice. O PSL se reunirá domingo (22), no Rio de Janeiro, e deverá confirmar a candidatura do deputado Jair Bolsonaro. Até o momento, o partido não definiu o vice nem os aliados na chapa de Bolsonaro.

No próximo sábado (28), PTB e PV realizam convenções nacionais. Os dois partidos não devem lançar candidatura própria a presidente da República, mas definirão nesses encontros suas políticas de alianças. O PSB se reunirá no dia 30 de julho e também não terá candidato próprio.

A maioria das convenções se concentrará entre os dias 1º e 5 de agosto. Até o momento, 11 partidos anunciaram que vão se reunir nesse período, incluindo o MDB, o PT, o PSDB e a Rede. Os partidos têm que registrar as chapas e as alianças no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até as 19h do dia 15 de agosto.

Financiamento

O TSE estabeleceu o teto de gastos das campanhas para presidente da República em 2018. Cada candidato poderá gastar até R$ 70 milhões, no primeiro turno, e R$ 35 milhões, no segundo turno.

Neste ano, os 35 partidos políticos registrados no TSE receberão R$ 1,7 bilhão para financiamento das campanhas eleitorais. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado no ano passado pelo Congresso Nacional e está previsto no Orçamento Geral da União de 2018. Com a proibição de doações das empresas, o fundo será a principal fonte de receita das campanhas eleitorais.

Cronograma das convenções partidárias
Agência Brasil

Bahia: das mudanças lentas às transformações possíveis (Parte Final)

quarta-feira, 18 julho, 2018

 

EPISÓDIOS PERTUBADORES

A 25 de agosto de 1961 o país foi surpreendido com a renúncia do presidente Jânio da Silva Quadros. Era uma tentativa de golpe, com a qual o ex-prefeito da cidade de São Paulo pretendia que o parlamento negasse a renúncia e o reconduzisse ao governo com “poderes extraordinários”. Mas não foi isso o que ocorreu. Vaga a Presidência da República, a diretiva constitucional indicava a posse imediata e tranquila do vice-presidente, João Belchior Goulart (Jango), eleito no mesmo pleito que Jânio Quadros.

Os ministros militares de Jânio quadros vetaram a posse do vice-presidente por considerarem que “seria um perigo” para a ordem e a paz social do Brasil. Tal posição colocou imediatamente em causa a legalidade institucional do país e movimentou milhares de brasileiros, civis e militares, que se manifestaram nas ruas, praças e plenários do legislativo em defesa da Constituição de 1946 e de suas regras democráticas. Entre os pronunciamentos que detiveram o golpe destacou-se o do comandante do 3º Exército, sediado no Rio Grande do Sul, general Machado Lopes, que se declarou contra qualquer ato que significasse a quebra da legalidade constitucional. Ao mesmo tempo, começou a atuar a Cadeia da Legalidade, formada por iniciativa do governador Leonel Brizola.

Destaque-se outros episódios levaram a deposição do presidente Jango, em 31 de março de 1964, quando iniciou-se o regime militartar que não será abordado nesta série.

O governador Juracy Magalhães condenou o veto dos ministros militares e defendeu a posse do vice-presidente. Sendo militar e político, participou da negociações que conduziram à posse de João Goulart na presidência da República. No entanto, para que ela se efetivasse foi necessário criar um inesperado regime parlamentar no Brasil. Foi nesse sentido que o Congresso Nacional votou um Ato Adicional à Constituição de 1946. O político pessedista Tancredo Neves foi escolhido primeiro-ministro.

Empossado com um discurso que ressaltava a linha social escolhida para o seu governo, o governador Lomanto Júnior desapropriou fazendas no município de Candeias para a instalação do núcleo colonial Landulfo Alves. Seria o começo da Reforma agraria na Bahia.

O mandato do governador Lomanto Júnior esteve ameaçado. Foi mantido depois de negociações com os militares coordenadas pelo arcebispo primaz do Brasil, cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva.

A 15 de Abril realizou-se na cidade do Salvador a Marcha da Família com Deus pela Democracia. O governador Lomanto Júnior e sua esposa acompanharam-na à frente de enorme multidão. Encerrou-se com solene Te Deum celebrado na Catedral Basílica pelo cardeal Dom augusto.

Em ofício enviado a Assembleia Legislativa, o comandante da 6ª RM, general Manuel Mendes  Pereira, relacionou os nomes dos deputados que deviam perder os mandatos. Essa exigência se oficializou com a Resolução nº 913 de 28 de abril de 1964, ao declarar extintos os mandatos dos deputados Ênio Mendes de Carvalho, Diógenes Alves, Jarbas Santana, Paulo da Mata, Sebastião Nery e os suplentes Afrânio Lira e Aristeu Nogueira Campos. Com a edição do Ato Institucional nº 1 (AI-1) foram suspensos os direitos políticos dos baianos Francisco Mangabeira e deputados federais Waldir Pires e Hélio Ramos e cassados os mandatos dos deputados federais Fernando Santana, João Dórea e Mário Lima.

O escritor e político liberal baiano Luís Viana Filho aceitou o convite para ocupar a chefia do gabinete civil do Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o primeiro dos cinco militares de alta patente que ocuparam a Presidência da República Federativa do Brasil de 1964 a 1985.

O governador Lomanto Júnior reorganizou o secretariado do seu governo e dedicou-se à reforma administrativa.

 

ATOS 1 E 4 ESTABELECEM ELEIÇÕES INDIRETAS

Novos atos discricionários foram editados em outubro e novembro de 1965: o Ato Institucional nº 2 e o Ato Complementar nº 4. Esses instrumentos de força dissolveram os partidos políticos formados nas lutas democráticas de 1945 e 1946. Surgiram duas únicas legendas para compor um quadro ambíguo de normalidade: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A primeira reuniu os políticos mais conservadores da UDN e do PSD. A segunda abrigou os que sobraram das cassações no PSD e PTB. Os Atos de 1965 também estabeleceram eleições indiretas para a Presidência da República e governos estaduais. Os poderes do presidente se com a permissão de emitir atos complementares e decretos-leis. Ele podia decretar estado de sítio, intervir nos estados e colocar em recesso o Congresso e as Assembleias Estaduais Legislativas.

 

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foto: CPDOC/Google/ Momanto e a Estação ferroviária de Jequié

Lomanto Júnior foi um homem público que ocupou os mais variados cargos políticos pela escolha do povo da Bahia. De vereador do município de Jequié (1946) a senador da República (1979 a 1987), passando por diversos cargos eletivos (prefeito de Jequié em três mandatos, deputado estadual, deputado federal e governador da Bahia, com apenas 37 anos. Lomanto Júnior sempre foi um estadista, muito atuante, em todos os cargos, um ser humano extraordinário, humilde e de espírito conciliador, grande no físico e de coração. Costumava dizer: “sou político para servir, não para ser servido”. Jamais aceitou falcatruas e desonestidades.
Grande líder municipalista, enfrentava os poderosos com coragem cívica, buscando sempre o melhor para os municípios. Essa postura lhe valeu a presidência para a Associação Brasileira de Municípios (ABM), a partir de 1959.
Nasceu em 29 de novembro de 1924, em Jequié, filho de Antonio Lomanto e Almerinda Miranda Lomanto. Embora tenha se destacado como pecuarista, agricultor e político, graduou-se em odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal da Bahia, em 1946, ano em que casou com Hildete de Britto Lomanto, gerando cinco filhos: Antonio Lomanto Netto, Leur Lomanto, Lílian Maria, Marcos Tadeu e Marco Antônio. Faleceu em 23 de novembro de 2015.

 

 

 

 

Fonte bibliográfica

Luís Henrique Dias Tavares, em Histórias da Bahia, salvador: editora UNESP, 2006.

Não deixe de ler a  nova série do Bog do professor Desiderio: “ Alucinações Musicais” ( publicação no sábado 21/07/2018). Aqui no Blog do Prof. Desiderio

 


Neto condiciona apoio a Ciro a “compatibilidade entre propostas e programas”

terça-feira, 17 julho, 2018

[Neto condiciona apoio a Ciro a “compatibilidade entre propostas e programas”]

17 de Julho de 2018 às 11:31 Por: Guilherme Reis/BNews Por: Guilherme Reis02comentários

Presidente nacional do DEM, o prefeito ACM Neto condiciona o apoio do partido ao presidenciável Ciro Gomes (PDT) à adequação do plano de governo do pedetista às ideias defendidas pelos democratas. Em entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira (17), o gestor assinalou que a sigla está dividida entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro, e que já há uma compatibilidade ideológica estabelecida com o tucano.

“Já é de conhecimento público que no último sábado tivemos uma longa reunião em São Paulo. E como esse processo se afunilou entre duas hipóteses, Ciro e Geraldo Alckmin, é importante entender que a plataforma, o plano de governo, as propostas de Alckmin já integram um campo político do qual já fazemos [DEM] parte. Então, com Ciro, para saber se é possível avançar para uma eventual aliança, antes é preciso saber se há compatibilidade entre propostas e programas. Não vamos negociar nada com um pré-candidato que não seja esse alinhamento programático, uma agenda para o Brasil”, pontuou, durante assinatura da ordem de serviço para a construção da Unidade de Saúde da Família do Resgate.

Nosso comentário 

Ao declarar que “Condiciona o apoio do partido(DEM) ao presidenciável Ciro Gomes (PDT) à adequação do plano de governo do pedetista às ideias defendidas pelos democratas.” O prefeito de Salvador, ACM Neto,  sepulta de vez qualquer possibilidade de aliança com o PDT. A “adequação” de programa entre Liberais e Trabalhistas é coisa para “alquimistas” e não costuma acontecer na política. O fato político em destaque é que o PSDB terá o apoio do DEM por razões obvias e históricas.

Contudo, embora tenha sido elegante, a posição de Neto não é diferente da do PT nacional que não quer Ciro nem que “a vaca tussa”. Com o agravante de que, o PT, interfere para que o PSB também não feche com o ex- governador cearense Ciro Gomes. 

Deste modo, tentam isolar a candidatura trabalhista do PDT, e a razão não é o candidato Ciro que é bom administrador tem um bom curriculo e está bem avaliado nas pesquisas. Ciro está longe de ser um radical de esquerda.  As razões da tentativa de isolamento só a História pode explicar. O que o PDT fará precisa ser explicado no presente.

Em tempo: Leia amanhã no Blog do Professor Desiderio, o último capitulo de ”

Bahia: das mudanças lentas as transformações possíveis

Episódios Pertubadores (18/07/18)

 


Bahia: das mudanças lentas as transformações possíveis (Parte XVI)

sábado, 14 julho, 2018
SUCESSÕES NO GOVERNO DA BAHIA

A sucessão do governador Regís Pacheco dividiu o PSD baiano em duas candidaturas. A preferida pelo governador do estado e, ao menos na aparência, pelo PSD baiano, era a do reitor da Universidade do Brasil, ex-ministro da Educação no governo Dutra, escritor, historiador de renome e jurista Pedro Calmon Muniz Bitencourt. A outra candidatura era do advogado, político e ex-ministro da Educação do governo de Getúlio Vargas, Antônio Balbino de Carvalho Filho, apoiada pela maioria pessedista, pela UDN juracisista e pelo PTB. Foi vitoriosa e ele governou a Bahia de 1955 a 1959.

Rômulo Almeida

O ponto alto do governo de Antônio Balbino foi a criação da comissão de Planejamento Econômico (CPE), coordenada pelo economista Rômulo Almeida, um dos responsáveis pelo projeto da Petrobrás. Conseguiu reunir jovens economistas e estudiosos dos problemas baianos e preparou projetos que todavia se concretizaram em sua administração. Preocupou-se também em oferecer melhores condições de vida aos bairros populares da cidade do Salvador construindo Centros Sociais que forneciam assistência médica.

No final do seu governo, deixou de atender a um compromisso eleitoral da campanha de 1954, que era o de apoiar a candidatura de Juracy Magalhães ao governo da Bahia. Preferiu um candidato apolítico, o engenheiro José Pedreira de Freitas. Declarando-se candidato, Juracy Magalhães conquistou o apoio do Partido Libertador (PL), nova sigla dos autonomistas, e do Partido Republicano (PR). Foi eleito após uma campanha marcada pelo entusiasmo e governou de 1959 a 1963.

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO

Empossado em abril de 1959, Juracy Magalhães inaugurou seu governo definindo um plano de desenvolvimento para a Bahia, o PLANDEB. Foi coordenado pelo economista  Rômulo Almeida e supervisionado diretamente pelo governador. Na apresentação de suas diretrizes, ele expôs que o PLANDEB fora preparado considerando-se “indispensável dar oportunidade para o emprego da população ao menos nos níveis mínimo “,  para “assegurar as condições que valorizem os salários nominais, através de um abastecimento farto e do atendimento das necessidades mínimas de educação e assistência sanitária à população do estado da Bahia”. Considerava desejável “desenvolver ao máximo as possibilidades apresentadas pelos recursos naturais, indústrias e humanos que a Bahia apresenta”.

Nos objetivos para alcançar essas diretrizes, o plano previu a “possibilidade de fixação dos capitais produzidos…, pela própria economia baiana, pela vinda de capitais de fora para variados empreendimentos agrícolas e industriais”. Outra possível via para a realização do PLANDEB estava nos “recursos públicos federais ou recursos de outras origens canalizados através da união”.

O plano de investimentos públicos, semi-públicos ou patrocinados pelo poder público compreenderia programas básicos de “transportes e comunicação, um sistema integrado de organização da economia agrícola e abastecimento alimentar”. A fronteira agrícola se ampliaria com a “colonização de terras úmidas ou de fácil irrigação”. Esperava-se que a Petrobrás desenvolvesse um programa de possibilidades industrias” e pedia ao governo federal prioridade para a localização de uma “siderúrgica média na Bahia, dentro do programa siderúrgico nacional”, com facilidades para “industrias metalúrgicas diversas, mecânicas , de material de construção, embalagens”, reivindicações justificadas “pela localização de matérias-primas na Bahia.”

O PLANDEB devia ser realizado no período de 1960-1963. Não o foi por causa das dificuldades da Bahia e dos episódios que imobilizaram o país nos anos de 1961 e 1962.

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 foto google: livro em homenagem a Rômulo Almeida

Fonte bibliográfica

Luís Henrique Dias Tavares, em Histórias da Bahia, salvador: editora UNESP, 2006.

Não deixe de ler a Parte XVII, continuação ( publicação na quarta 18/07/2018). Aqui no Blog do Prof. Desiderio

 

 


PDT lança edital para Convenção Nacional em Brasília

quinta-feira, 12 julho, 2018


PDT Nacional
12/07/2018

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, convoca a todos os membros do Diretório Nacional – Conselho Político, presidentes dos movimentos, senadores, deputados federais e estaduais, delegados e presidentes das comissões provisórias – para a Convenção Nacional do partido, que será realizada no dia 20 de julho, na Sede Nacional do PDT, em Brasília, a partir das 11h.

O encontro irá confirmar o nome de Ciro Gomes à presidência da República nas eleições de outubro.

Veja o edita: Edital de Convocação – 20 de julho de 2018

http://www.pdt.org.br