“Anisio Teixeira foi morto pela ditadura”, diz pesquisador da Ufba durante seminário no IAT

sexta-feira, 21 julho, 2017

 

A morte do educador baiano Anísio Teixeira até bem pouco tempo atrás era um mistério para a maioria dos brasileiros, especialmente aqueles que militam no campo da educação. Era, porque a partir do ano de 1988, um convite do ex-governador Luiz Viana Filho ao professor João Augusto Rocha, da Universidade Federal da Bahia – Ufba, deu novos contornos ao caso.

De acordo com o professor, um dos debatedores da mesa sobre Anísio Teixeira durante o II Seminário de Educação em Direitos Humanos: Politicas Públicas Educacionais e Sociais, realizado entre a quarta-feira (12) e quinta (13) da semana passada -, naquele ano o ex-governador da Bahia o chamou em sua residência e fez uma revelação surpreendente. Já debruçado numa pesquisa sobre a morte do educador baiano, o professor da Ufba recebeu talvez a informação que mais precisava para dar cabo ao seu trabalho.

“Ele me chamou em sua residência e, numa conversa particular, revelou que o Professor Anísio Teixeira havia sido morto pela ditadura. Eu fiquei surpreso com aquela revelação porque ele havia sido governador da Bahia no tempo do regime militar e foi chefe da Casa Civil do presidente Castelo Branco. Depois, eu imaginei que ele tinha a informação, mas não queria morrer com aquilo preso”, contou Rocha durante o Seminário realizado no IAT- Instituo Anísio Teixeira, em parceira com o Ministério Público, na discussão sobre a morte do educador.

O professor João Augusto Rocha revelou também detalhes da sua pesquisa, que, segundo ele, lhe trouxe mais convicção de que Anísio Teixeira não morreu por ter caído no fosso do elevador, como conta a história.

“Anísio não caiu no fosso do elevador. Se fosse assim, na queda, os óculos dele teriam se quebrado, mas eles foram encontrados intactos sobre uma viga de sustentação do elevador. O corpo dele foi encontrado com um forte hematoma na cabeça e algumas costelas quebradas. Eu não tenho certeza, mas tenho convicção que Dr. Anísio foi empurrado do elevador e se esqueceram de quebrar os óculos dele”, disse, em tom de ironia.

Aprofundando a pesquisa

Disposto a levar o caso adiante, o professor João Augusto Rocha saiu do encontro com o ex-governador da Bahia com mais fôlego ainda para o seu trabalho. “A partir dessa informação do Dr. Luiz Viana, passei a ter mais curiosidade sobre o caso. E aí procurei me aprofundar, colhendo mais detalhes. Uma coisa que me deixou intrigado, e que serviu para reforçar a minha pesquisa, como disse antes, foi a forma como foram encontrados os óculos e o corpo de Dr. Anísio. Os óculos dele estavam intactos, sobre uma viga do elevador. Mas é muito curioso uma pessoa cair no fosso de um elevador, sofrer fraturas e não quebrar os óculos”, questionou.

Por conta desses dados, ele reforça: “Tudo leva a crer que ele não caiu no fosso do elevador. Eu não tenho certeza, mas tenho minhas convicções. Dr. Anísio foi morto pela ditadura”.

Nome trocado e morte intelectual

Durante a sua fala, o professor João Augusto Rocha revelou também que o escritor mineiro Abgar Renault informou à família que Anísio Teixeira esteve detido na Aeronáutica e depois foi assassinado. “Ele revelou que Dr. Anísio foi levado para a Aeronáutica antes de desaparecer”, destacou.

Mesmo de posse dessa informação, Rocha disse que a família nunca quis investigar a morte do educador, mas que ele, o ex-deputado federal Haroldo Lima e Afrânio Peixoto levaram a ‘coisa’ adiante.  “Acho que eles tinham medo ou achavam que não iria resolver”, avaliou, sobre a posição da família.

Botando mais polêmica no assunto, o professor segue a palestra com suas ricas informações, mas sempre com um olhar de desconfiança sobre os fatos colocados pela história. “Ele não morreu em consequência de uma queda, independentemente de ter sido empurrado ou não. Por que razão o maior educador do Brasil seria assassinado?”, questionou.

Rocha deixa claro, a partir dessa indagação, que havia muitos interesses por traz do desaparecimento do educador baiano. “Tanto foi assim que Dr. Anísio não foi só assassinado fisicamente. Ele foi assassinado culturalmente e intelectualmente também. Na época, todos os seus livros foram retirados das livrarias e sua obra foi proibida de leitura pelo Vaticano”, revelou.

Ainda de acordo com o pesquisador, no Laudo do IML o endereço do educador baiano foi trocado e o corpo confundido pelo o de um oficial da Aeronáutica: “O corpo de Dr. Anísio foi levado para o IML e identificado com o nome e o endereço de um oficial militar”.

Comissão da Verdade e fundação

Antes do professor João Augusto Rocha, o historiador e professor adjunto do Departamento de História da Universidade de Brasília, José Otávio Nogueira Guimarães, fez um importante relato sobre os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade (CNV), que investigou mortes e torturas durante o regime militar. As informações também ajudaram a compreender a morte de Anísio Teixeira.

Membro do Conselho Curador da Fundação Anísio Teixeira, a educadora Iracy Silva Picanço também discorreu sobe a vida do baiano, com quem conviveu em estudos no Chile em 1967. Picanço focou na Escola Base, segundo ela ‘a experiência maior de Anísio’. Para sintetizar, ela disse: “Anísio é um farol”, numa alusão à sua importância para a educação do país.

O rico Seminário, realizado na sede do IAT no dia em que Anísio Teixeira completaria 117 anos de nascimento, foi aberto pelo Diretor Geral do Instituto, Professor Desidério Bispo de Melo, e teve a coordenação da professora Ana Elizabeth Gomes. O segundo dia do evento, com foco nos Diretos Humanos, aconteceu na sede do Ministério Publico, no CAB. (Por Evandro Matos).

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Representante do Unicef apresenta projeto para o IAT

sexta-feira, 21 julho, 2017

 Firmar a parceria entre o Instituto Anísio Teixeira (IAT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Esse foi o objetivo da visita realizada nesta quinta-feira (20), pela coordenadora do Unicef para Bahia e Minas Gerais, Helena Oliveira, ao IAT. O encontro teve como foco, a apresentação do projeto Selo Unicef, que busca estimular os municípios a implementar políticas públicas para redução das desigualdades e garantir os direitos das crianças e dos adolescentes.

“A reunião tratou da possibilidade de firmar uma parceria institucional entre Unicef e o IAT, dentro de um programa que nós temos aqui na Bahia, que é o Selo Unicef, uma iniciativa que busca colaborar com os municípios baianos, na promoção de políticas para a infância e adolescência. A ideia é que a gente possa estabelecer algumas ações em conjunto com o IAT, tanto na área educacional obviamente, mas também dentro dessa força que o IAT enquanto instituto possui, com relação ao alcance a diversos municípios do território baiano”, explicou Helena.

 Fotos: Liviane Barbosa/Iat

De acordo com o diretor-geral do Instituto Anísio Teixeira, Desiderio Bispo, essa parceria só vai fortalecer ainda mais a educação. “Consideramos que é importante estabelecer essa parceria com o Unicef. De início, vamos assinar um protocolo de intenção, porque as bandeiras são semelhantes, a preocupação é a mesma, não só a qualificação e preparação, mas a proteção à criança e ao adolescente. Nada é mais interessante e mais normal de acordo com o nosso olhar, que essas duas instituições celebrem essa parceria, porque a gente pode estar colaborando e se ajudando mutualmente para que os nossos resultados possam ser os melhores possíveis”, afirmou Desiderio.

Helena Oliveira, que também participou do II Seminário de Educação, Direitos Humanos, Políticas Públicas Educacionais e Sociais, realizado pelo IAT, em parceria com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), disse ainda que o seu desejo é retomar a parceria com o instituto. “O IAT já foi parceiro nosso em anos anteriores, já tivemos ações em conjunto. A ideia de fato é voltar com essa parceria, com mais força, com mais inovação dentro de uma perspectiva tecnológica e de rede que hoje a gente pode dispor, tanto o IAT como o Unicef, alcançando o maior número e com maior qualidade esses municípios.

ASCOM IAT


Oficina prepara estudantes par4a cobertura colaborativa na Campus Party Bahia

quinta-feira, 20 julho, 2017

Fotos: Roberta Rodrigues / Ascom IAT

Estudantes do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira (CEAAT) participam, até sexta-feira (21), de uma oficina de preparação para a cobertura colaborativa da Campus Party Bahia, que acontece de 9 a 13 de agosto e reunirá jovens geeks em um festival com temáticas de inovação, ciências, empreendedorismo, criatividade e entretenimento. Composto por 15 estudantes, o grupo que participa da oficina irá produzir textos, fotos, áudios e vídeos sobre o evento que será realizado na Arena Fonte Nova.

Para o educador Peterson Azevedo, a formação é uma oportunidade para que o estudante possa se apropriar sobre as novas tecnologias. “Essa é uma oportunidade para discutir a gestão do conhecimento e de como as tecnologias estão sendo utilizadas na escola. Além de oportunizar aos estudante a produção de vídeos, fotos, áudios e textos, durante o maior evento tecnológico do mundo, que é a Campus Party”, disse.

“Esse curso tem uma proposta interessante. Essa experiência que eu estou adquirindo aqui, eu posso, mais tarde, compartilhar com outras pessoas, e pode me levar também, a descobrir uma carreira futura. Quem sabe ser fotógrafa ou jornalista”, afirmou a estudante Beatriz Rocha, 16 anos, do Colégio Estadual de Aplicação Anísio Teixeira (CEAAT).

Já o estudante Augusto Neves, 17 anos, disse que esse curso traz a perspectiva de conhecer algo novo e poder levar esse conhecimento para a sua comunidade. “Eu faço parte de um grupo de jovens que se reúnem para criar um Rap, rimas e ritmos diferentes, e essa formação vai me ajudar a compartilhar esses encontros com outros estudantes, através de fotos, de vídeos e dos diversos recursos que o curso oferece”, comemorou.

Ascom/IAT


Dia Internacional Nelsom Mandela – um brizolista africano

quarta-feira, 19 julho, 2017

FLB-AP/Bruno Ribeiro18/07/2017

Paz, liberdade, justiça e democracia. Valores que marcaram a trajetória do líder anti-apartheid e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, Nelson Mandela. Hoje, no Dia Internacional criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para homenageá-lo, um alerta ecoa em direção a um ponto central: o reincidente avanço do preconceito.

Considerado o mais importante representante da África Negra, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia. Resistiu, superou e venceu junto com seu povo e seus ideais. Emblemático, conquistou, em 1993, o tão merecido Prêmio Nobel da Paz.

“Nós podemos mudar o mundo e torná-lo um lugar melhor. Está em nossas mãos fazer a diferença”, repetia Mandela.

Em 1991, uma visita entrou para a história. Dois meses após ser solto da prisão, Mandela foi recepcionado pelo então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, pedetista reconhecido pelo alinhamento em prol do mesmo objetivo principal: o desenvolvimento do povo.

Ao conhecer a Praça da Apoteose, assistiu ao show de artistas como Martinho da Vila, Tim Maia, Leci Brandão, Cidade Negra e Emílio Santiago, entre outros. Era a integração com a felicidade de uma cultura tão elogiada no exterior e que remete às matrizes africanas, bases formadoras da miscigenação local.

Para os brasileiros, o ícone mobilizou a população e os movimentos negros, além de ter trazido a temática da discriminação racial para a vitrine de um país marcado pelo preconceito, mas formulado para deixar esse crime abominável com atras transparentes nos debates da sociedade.

Política

Presidente do Congresso Nacional Africano, Mandela tratou com o pedetista e outras lideranças internacionais das alianças e apoios necessários para conquistar, posteriormente, a vitória do primeiro negro na eleição presidencial da África do Sul.

O sul-africano também defendia, na época, a manutenção das sanções ao seu país “até que o apartheid não exista mais e todos tenham direito a voto”.

Assista ao vídeo da visita do discurso de Nelson Mandela, ao lado de Brizola, no Rio de Janeiro:


Reforma do secretariado de Rui deve atingir 4 pastas; Wagner pode assumir Serin

quarta-feira, 19 julho, 2017

por Bruno Luiz

Reforma do secretariado de Rui deve atingir 4 pastas; Wagner pode assumir Serin

Foto: Paulo Fróes/ GOVBA

As mudanças planejadas pelo governador Rui Costa na composição do seu secretariado devem atingir ao menos quatro pastas. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, estão na mira do petista as secretarias de Relações Institucionais (Serin), Desenvolvimento Rural (SDR), Educação (SEC) e Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS). Com isso, os atuais titulares das pastas devem ser substituídos. São eles Josias Gomes, Jerônimo Rodrigues, Walter Pinheiro e Carlos Martins, respectivamente. As alterações foram anunciadas pelo governador nesta segunda-feira (17) e, como ele mesmo disse, visam as eleições do próximo ano, ocasião em que Rui pretende concorrer a um novo mandato. Segundo detalhes apurados pelo BN, com este rearranjo, o petista faz o movimento de retirar do secretariado alvos de insatisfação da base governista, nomes que têm tido desempenho insatisfatório ou quem tem manifestado desejo de retornar à capital federal para retomar o mandato. A provável saída de Josias Gomes atende a um desejo antigo dos aliados de Rui. Alvo de reclamações quase generalizadas, o secretário, que cuida da articulação política do governo, é quase unanimidade negativa entre os deputados que marcham junto a Rui. Muitos deles, inclusive, não fazem de questão de esconder o desgosto com Josias, dirigindo petardos publicamente contra ele. Para seu lugar, o mais cotado é o atual secretário de Desenvolvimento Econômico e ex-governador baiano, Jaques Wagner. Wagner já ocupou função parecida com a de Josias quando foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e precisou apagar vários incêndios na articulação política da ex-presidente, atuando nos estertores da gestão da petista. O secretário é conhecido pela sua habilidade política e poderia diminuir a insatisfação dos deputados com Josias. Segundo apurou a reportagem, o único entrave para fechar a ida de Wagner para Serin é o fato de que ele tem exigido carta branca para atuar na pasta. Ciente do perfil centralizador de Rui, o ex-governador não quer se tornar um novo Josias, sem muita autonomia. O destino do atual secretário seria, então, voltar para a Câmara dos Deputados e a reassumir a cadeira, na qual atualmente se senta o também petista Robinson Almeida. Já Walter Pinheiro (sem partido) tem demonstrado desejo de retomar o mandato como senador, ocupado atualmente pelo suplente Roberto Muniz (PP). Com isso, deve negociar com Rui sua saída da Secretaria de Educação. Ainda não se sabe quem deve substituí-lo. Outro alvo de insatisfação dos parlamentares da base, Jerônimo Rodrigues provavelmente dará adeus a SDR. Seu sucessor também ainda não foi definido. Já Carlos Martins, com desempenho considerado insatisfatório à frente da SJDHDS, pode não sobreviver a mais uma troca de secretariado. Na última reforma feita por Rui, Martins foi deslocado da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e deu lugar a Fernando Torres, ocupando a cadeira de Geraldo Reis na pasta da Justiça e Direitos Humanos. Desta vez, pode ficar fora do desenho traçado pelo governador. Também não há informações sobre um possível substituto. Além das mudanças, outros partidos da base podem ganhar mais espaço no governo Rui Costa: são os casos de PR, PDT, PP, PSB e PCdoB. Comandado na Bahia pelo deputado federal José Carlos Araújo e com a Secretaria de Turismo, o PR almeja e pode ficar com a Bahiatursa, atualmente presidida por Diogo Medrado. O presidente do PDT, Félix Mendonça Jr., afirmou ao BN que foi chamado para conversar. Conforme as informações obtidas, a ampliação de espaço para os partidos da base é vista como forma de acalmar os ânimos das legendas, que disputam vaga na chapa majoritária do próximo ano. Como as duas vagas devem ser distribuídas entre Jaques Wagner e um nome do PSD, no caso do Senado, e a vice-governadoria ser colocada novamente para João Leão (PP), saciar o apetite partidário com mais espaço poderia manter a coesão da base para o próximo ano.

Bahia noticias


Governo leva programação diversificada e serviços a Flica

quarta-feira, 19 julho, 2017

Foto: Manu Dias/GOVBA
“A Flica é um evento de sucesso que já está no calendário nacional da cultura, da literatura e, eu diria, também do turismo”. Esta foi a definição que o governador Rui Costa deu à Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que há três anos conta com o apoio do Governo do Estado e teve sua nova edição lançada nesta terça-feira (18), em ato no Palácio Rio Branco, na capital baiana. Marcado para acontecer entre os dias 5 e 8 de outubro, o evento contará com programação oferecida pelo governo, destinada aos públicos adulto e infanto-juvenil, concentrada, em sua maior parte, no Espaço Educar para Transformar, instalado na Casa do Iphan, em frente à Câmara Municipal de Cachoeira.
De acordo com Rui, a festa, que está em sua 7ª edição, é referência no segmento e figura entre as três principais no cenário nacional. “Mesmo com essa revolução tecnológica que estamos vivendo, acredito que as coisas não se excluem e vemos isso com o sucesso da Flica. A era digital não exclui a era do papel. O livro impresso continua tendo o carinho das pessoas. Mas o que importa mesmo, independente de ser impresso ou digital, é o conteúdo, a criação, a arte. É a viagem que cada um de nós faz ao ler um livro”, ressaltou o governador.
Consolidada, a Flica recebeu no ano passado o público recorde de 35 mil participantes da Bahia, de outros estados e também do exterior. Além de garantir uma ampla programação e oferta de serviços para o público da festa, o Governo do Estado se destaca como um dos promotores da Flica, cuja realização é viabilizada por meio do programa de incentivos fiscais Fazcultura, uma parceria das secretarias estaduais de Cultura e da Fazenda.
Este ano, as atividades programadas pelas secretarias e órgãos do governo envolvem lançamento de publicações, contação de histórias infantis, exposições, feira de economia solidária e biblioteca móvel. O Serviço de Atendimento ao Cidadão Móvel (SAC Móvel) estará no município no período da festa para atender a população e o público do evento. A programação completa está disponível no site da Flica.
O homenageado desta edição será o poeta e escritor baiano, Ruy Espinheira. “É uma honra ser homenageado nesta edição. Já participei da festa em 2012, num debate, e gostei muito. O público é bastante variado, tem pessoas de todos os lugares do Brasil e também de fora, o que é fundamental para fortalecer o intercâmbio de culturas, para o diálogo e o conhecimento, declarou Espinheira.
Espaço Educar para Transformar 
Durante o evento, as Secretarias do Turismo (Setur) e da Educação do Estado desenvolverão ações no Espaço Educar para Transformar, onde serão exibidos vídeos e desenvolvidas atividades diversas com estudantes. Será disponibilizado ainda material promocional sobre os atrativos turísticos de Cachoeira e de outros municípios que compõem a zona turística Baía de Todos-os-Santos. Entre as atividades previstas, há também a realização de uma pesquisa que vai apontar o fluxo turístico em Cachoeira no período da Festa Literária Internacional e o perfil dos visitantes.
Estímulo à leitura
Atividades culturais envolvendo livro, leitura e literatura serão desenvolvidas pela Secretaria de Cultura do Estado, através da Fundação Pedro Calmon (FPC) e da Fundação Cultural do Estado (Funceb). Entre os destaques da programação estão a Biblioteca Móvel e atividades como oficinas de leitura e de reciclagem, contação de histórias, apresentações teatrais, lançamentos de livros, rodas de conversa, brincadeiras, jogos e espaços de integração.
Já a Secretaria de Educação do Estado vai abrir espaço para que os estudantes da sua rede de ensino apresentem as suas criações nas mais distintas linguagens artísticas, seja por meio da arte literária, das artes visuais, do cinema, da música ou da dança. Os saraus lítero-musicais vão homenagear o escritor Gregório de Matos, que é considerado o primeiro poeta luso-brasileiro.
Economia solidária
Promovida pela Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Feira de Economia Solidária vai reunir artesãos do Recôncavo, especialmente das comunidades tradicionais da região. A proposta é que, durante a feira, sejam comercializados, a preços acessíveis, itens de artesanato, moda afro e da culinária típica da região, entre outros produtos.
Autores negros
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participa mais uma vez da Flica, divulgando e valorizando o trabalho dos autores negros. Na sala Milton Santos, do Espaço Educar para Transformar, serão realizados exposições, lançamentos de livros e bate-papo com autores e formadores de opinião.
SECOM BA

PDT vai discutir reforma com Rui, mas não pedirá mais espaço no governo, afirma Félix

terça-feira, 18 julho, 2017
  por Bruno Luiz

PDT vai discutir reforma com Rui, mas não pedirá mais espaço no governo, afirma Félix

Foto: Luana Ribeiro/ Bahia Notícias

O presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, afirmou que a sigla foi convidada pelo governador Rui Costa para discutir a reforma no secretariado anunciada por ele nesta segunda-feira (17). De acordo com o petista, serão realizadas apenas “pequenas mudanças, alguns remanejamentos” (veja aqui). Entretanto, segundo o pedetista, apesar de “sempre ser bom” ter mais, o partido não pleiteará mais espaço no governo. “Esse não é o momento de brigar por espaço. Sempre há esse desejo, mas não vamos fazer isso. Vamos ajudar o governador”, declarou, em entrevista ao Bahia Notícias. Atualmente, o PDT detém a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri), sob comando do deputado estadual licenciado Vitor Bonfim, além da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e o Instituto Anísio Teixeira (IAT).

Bahia Noticias