Crises do capitalismo

O capitalismo tem crises cíclicas curtas, médias e longas, cada uma com conflitos profundos e descontroles violentos, resultado das suas contradições.

Nicolai Kondratieff, economista russo, ensina que os ciclos longos são catastróficos, pois as estruturas do modelo econômico são atingidas por fatores de perturbação total. A crise de 1929 – Depressão Econômica – marcou o fim de um ciclo de terríveis consequências, não apenas nos setores financeiros, mas, principalmente, no produtivo.

A crise que estourou com a explosão da bolha financeira, em setembro de 2008 ,em Wall Street, é maior, em extensão e profundidade do que a Depressão Econômica de 1929, pois, se configura uma crise globalizada, provocada por Bancos Americanos.

Na verdade, a moeda, criada para substituir o escambo, deveria guardar, mais ou menos, o valor do produto. As deformações impostas pelo sistema financeiro nacional e internacional, especulativo e volátil, transformaram o dinheiro numa mercadoria, que no mundo dos negócios, do crédito, dos bancos e das bolsas de valores, geram rentabilidade mil vezes superior aos investimentos feitos na economia real – a área produtiva, pecuária, agricultura, industria, comércio, e serviços.

Só para se ter uma idéia, em 1980, os ativos financeiros do mundo eram de 12 trilhões de dólares; em 2006, chegaram a 170 trilhões de dólares, com uma lucratividade de 1300% .

Em 1980, o PIB,do setor produtivo, da economia real do mundo, era de 10 trilhões de dólares, em 2006. Passou para 48 trilhões de dólares, com crescimento de 348%. “Houve um formidável desenvolvimento financeiro, em que o sistema bancário recebia UR$ 1.000 e, a partir da especulação com derivativos, empréstimos e refinanciamentos, punha em circulação para o consumo UR$ 6.000- – isso sem nenhuma materialidade.. Tudo repousa sobre um sistema de papeis sem lastro, que pode levar a quebradeira”, relata Alain Touraine sociólogo e escritor francês.

A Bolha furou – As causas dessa crise econômico-financeira vem do monetarismo neoliberal, de Milton Friedman, principal teórico da Escola Monetarista, para o qual a provisão de dinheiro é o fator central de controle do desenvolvimento econômico da escola de Chicago.

Friedrich Hayek, economista austríaco, da corrente neoliberal contrária a qualquer intervenção do Estado na economia, é outro que, como Milton Friedman, Roberto Campos, Mario Henrique Simonsen (estes dois últimos brasileiros) defenderam a política econômica do neoliberalismo, do “deixa fazer, deixa passar” ou laissez faire, laissez passer.

A Conferência de Bretton Woods aprovou o programa monetário e financeiro das Nações Unidas, em 1944, em New Hampshire – EUA, para planejar a estabilização da economia internacional e das moedas nacionais prejudicadas pela Segunda Guerra Mundial. Resultou dela a criação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento [ BIRD ], programa para a defesa das nações ricas. O inglês John Maynard Keynes, que assessorou o Presidente Franklin Roosevelt, no grande programa que enfrentou a Depressão de 29, o New Deal, ou Grande Pacto, não concordou com as decisões de Bretton Woods.

Ronald Reagan e Margareth Teacher , a partir de 1980 assumem o monetarismo, Consenso de Washington, e o neoliberalismo. Era o novo modelo econômico que, com liberdade absoluta de mercado, panacéia para todos os males, prometia resolver todos os problemas econômicos e financeiros do planeta. A determinação neoliberal era promover, em todos os países, as privatizações, a abertura do mercado interno, a flexibilização na legislação trabalhista, importação e exportação livres, protecionismo, tarifas alfandegárias exorbitantes É globalização total.

O mercado virou o senhor todo-poderoso capaz de resolver todos os problemas da humanidade, com aquisição de empresas, fusões de grandes corporações, multinacionais e transnacionais, mas acabaram fragilizando as economias nacionais.

As promessas de geração de emprego, de renda, de riqueza, a paz social, como martelava o pensamento único do capitalismo neoliberal, foram todas para o espaço.

Francis Fukuiama, cientista político, corrobora o assalto do neoliberalismo, com o livro ‘Fim da Historia’.

E tudo terminou mal. O neoliberalismo naufragou, assim como ruíram o muro de Berlim e a União Soviética – um mundo novo para a construção de uma sociedade justa. E isto porque parte da sua ideologia era ficção, ilusionismo puro que comoveu a humanidade e convenceu parte da juventude. O neoliberalismo, a livre economia de mercado, o pensamento único, o fim da historia e o consenso de Washington derreteram diante da amarga realidade dos povos, criada pela ganância dos ricos, responsáveis pela crise do sistema financeiro.

Os dirigentes dos países tentam estancar os efeitos da catástrofe, distribuindo trilhões de dólares para todos, inclusive para, por incrível que pareça, a aquisição de papeis podres- ativos tóxicos, sem valor nenhum.

É inacreditável que o governo americano e as instituições de controle do sistema financeiro, como o Banco Central – Federal Reserve, à frente seu atual presidente Ben Bernanke e o ex-presidente Alan Greenspan, tenham convivido, mais de três décadas,com um processo de degeneração, fundado na especulação, corrupção e sonegação do sistema financeiro de Wall Street.

Um dia quando lhe mostraram os fabulosos índices do NASDAQ, a Bolsa Americana para a Informática, refletidos na exorbitância dos lucros do setor, Alan Greenspan confessou: “É uma exuberância irracional.” Foi uma monumental farra com o dinheiro dos povos.

Dessemprego – Para evitar a derrocada total do sistema, as autoridades utilizam-se de trilhões de dólares dos contribuintes, para salvar os bancos, corretoras, seguradoras e fundos de pensão, com a compra de papeis podres, resultado dos crimes praticados contra a humanidade. A bolha rebentou, a jogatina terminou. Las Vegas apagou, mas, impregnou de medo a alma coletiva da humanidade que não sabe o que vem pela frente. O crédito é o motor do capitalismo, o estouro da bolha financeira provocou o engessamento desse meio de pagamento.

Agentes sociais, sindicatos, associações, ONGs Universidades, trabalhadores do campo e da cidade que foram dramaticamente atingidos pelo desemprego – tragédia do século – demonstram sua indignação e protesto contra aqueles que cometeram o crime no sistema financeiro, beneficiando os ricos, os apostadores, os investidores na desonesta especulação financeira nacional e internacional, especulativa e volátil.

Houve, na verdade, a socialização das perdas e a privatização dos ganhos.

“O Capital, de Marx era, com freqüência, chamado, no continente europeu, de a Bíblia da Classe Operaria. As conclusões extraídas dessa obra se tornam os princípios fundamentais do grande movimento da classe trabalhadora… Enquanto isso, cada novo inverno volta a suscitar a grande questão: O que fazer com os desempregados,? Não existe ninguém para responder a essa pergunta e quase podemos calcular o instante em que os desempregados, perdendo a paciência, tomarão seu destino nas próprias mãos”, disse Frederick Engels, em1886. Ainda hoje, quando o desemprego atinge o trabalhador, pergunta-se o que fazer com o desempregado? Ninguém responde a essa pergunta.

E o que pode o desempregado fazer para manter sua sobrevivência, com alguma dignidade?

No capitalismo, o desemprego é estrutural ou conjuntural, O primeiro ocorre na substituição da mão-de-obra qualificada ou não, pelo trator, pela colheitadeira, no campo, pela robotização, na industria; e o segundo, pelas crises de produção na economia. A retomada do desenvolvimento econômico pode resolver o desemprego conjuntural, mas, o desemprego estrutural não tem solução. O sonho do pleno emprego desapareceu.

À medida que a revolução tecnológica avança, elimina o emprego, cresce o desemprego estrutural. O desempregado bate de porta em porta, no mercado de trabalho, pedindo emprego e ouve a terrível resposta: não há vagas, não há vagas. É jogado na informalidade, vai para o biscate e, muitas vezes, para o desespero.

A renda mínima, garantida pelo Estado, pode ser a única medida para amenizar a miséria de milhões de trabalhadores sem emprego. Para impedir que passem fome, morem em casebres ou na rua e aumentem o exercito de excluídos.

O capitalismo neoliberal morreu. o mercado livre derreteu. É evidente, por muito tempo, as nações vão sofrer as conseqeências dessa débâcle. O difícil é tirar da cabeça de alguns segmentos o pensamento neoliberal, o pensamento único. São apaixonados pela trapaça do maior lucro, no menor tempo, com o menor risco.

Mudança radical – Uma radical mudança política, econômica, social, cientifica, tecnológica e ambiental tem que, com urgência, ser implantada, no mundo, sob pena de diante de tudo o que esta acontecendo de estarrecedor sobrar apenas os escombros da destruição.

A economia global é dirigida pelas multinacionais e transnacionais. Estas dispõem de um sistema informativo e de lobby poderosos, com os quais conseguem aprimorar sua política. Além disso, a trama de seus negócios é tão emaranhada, que pouca gente é capaz de descobrir o fio da meada, pois detém um poder econômico sem precedentes. De acordo com a publicação alemã Der Spiegel, as vinte maiores empresas mundiais, das quais fazem parte a Mitsubishi, Royal Dutch/Shell e a Daimler Benz, tem uma receita superior a soma das economias dos oitenta países mais pobres.

Para definir uma tendência da economia atual, Edward Lutwak, famoso especialista de estratégia política e econômica, cunhou o termo ‘turbo capitalismo’, ou mercado financeiro.

Repetem 29 – Não é possível conviver num clima de permanente espoliação da humanidade, em que alguns poucos podem tudo e as maiorias muito pouco ou quase nada. As medidas tomadas pelos dirigentes do mundo, países ricos e emergentes, para resolver os graves problemas da crise financeira, despejando trilhões de dólares para socorrer as instituições afetadas pela catástrofe, não passam de meros paliativos. Querem estancar a fúria da sangria derramada, como um vagalhão, esvaziando as veias do modelo econômico neoliberal. Essas medidas repetem tudo o que foi feito em 1929; os mesmos métodos, comissões, instituições, técnicos, analistas,especialistas e executivos que provocaram a crise, recebendo bônus de milhões de dólares, são nomeados para a missão de recuperar e restaurar o sistema financeiro nacional e internacional, especulativo e volátil.

O Fórum Econômico de Davos, na Suíça e o Fórum Social Mundial, em, Belém, do Pará realizaram encontros, em plena crise de Wall Street. O conservadorismo e a direita de um lado, e, de outro, a esquerda e progressistas, não examinaram as verdadeiras causas da crise . Não apontaram um modelo econômico capitalista para substituir o neoliberalismo. A reunião do Grupo dos Vinte, do qual o Brasil faz parte, no dia 2/4/2009, em Londres, produziu, algumas medidas necessárias para estancar os efeitos da crise, mas revelaram-se depois apenas paliativos financeiros para revitalizar o velho modelo econômico.

Não vão criar uma nova arquitetura econômica e financeira capitalista, onde houvesse algum equilíbrio entre os diversos fatores que entram no custo da produção. Não é admissível que o sistema financeiro, isolado ou associado a multinacionais ou transnacionais e as nações desenvolvidas, continuem a exercer o total domínio sobre as nações emergentes, subdesenvolvidas, sobre setores produtivos da pecuária,da agricultura, da indústria, do comércio e serviços.

O protecionismo é o instrumento usado pelas nações ricas para o exercício desse poder.

O Sistema Financeiro nacional e internacional, especulativo e volátil está nas bolsas de valores, nos bancos comerciais e de investimentos, nas seguradoras e corretoras e nos bancos centrais. E os bancos centrais. Além da emissão de moeda sem lastro e de letras do tesouro, qual é o seu papel no monetarismo neoliberal globalizado? Quais os fundamentos institucionais que lhe asseguram o direito à autonomia total, à independência plena dentro dos estados nacionais?

Os partidos vencem eleições, conquistam a legitimidade para implantar uma plataforma de governo, proposta no plano político, econômico e social, inclusive a taxa de juros, mas, não têm poder para modificar o sistema monetário, não podem baixar os juros. A competência é exclusiva do Banco Central. Se quiser, pode aumentar ou reduzir a taxa de juros, em virtude da autonomia, na verdade, independência.

Na prática a teoria é outra, em todo mundo os bancos centrais são autônomos, inclusive, no Brasil. Em toda parte, a taxa de juros aproximam-se de zero, aqui, estamos ainda com um dos maiores juros do mundo: 8,75%. O juro é o preço do dinheiro. Se o País tem a moeda mais cara do planeta, é evidente que todos os setores da economia e do consumo estão sendo castigados.

Os bancos centrais são gigantescas bombas de sucção, instaladas nos estados nacionais para sugar as finanças, alimentar e realimentar o sistema financeiro nacional e internacional especulativo e volátil, É uma organização transnacional, colocada acima da soberania das nações. Cada BC é integrante de uma entidade bancária internacional, o BIS , Bank for International Settlements, que se reúne na Basiléia (Suíça). Lá são definidos planos e programas objetivando a lucratividade do sistema financeiro universal, desvinculado da economia real. Ninguém está inventando historias, ao longo do tempo, foi assim: escravatura, feudalismo, capitalismo mercantil, capitalismo industrial, capitalismo financeiro. São organizações transnacionais, vinculadas ao BIS – Banco Central dos bancos centrais.

Marco Regulatório – Agora mesmo, o presidente norte-americano Barack Obama escolheu, com alguma exceção, ministros que integraram governos anteriores. Responsáveis pela crise do sistema financeiro são indicados para resolver a crise. Esse filme é antigo demais, é uma reforma para deixar tudo como está. Foi assim em 1930. O Grupo dos Vinte não apresentou nada de novo, poucas medidas, apenas paliativos. A novidade é que todos concordaram em estatizar os prejuízos, fazendo intervenção com o dinheiro do povo, para evitar a decadência do sistema.

É preciso m marco regulatório, fixando limites para os negócios das bolsas de valores, para o mercado financeiro, uma moderna estrutura econômico-financeira para controlar os bancos. O Banco Central tem que ser submetido á soberania nacional.

É preciso reprimir a especulação imoral, o lucro ilícito e o juro extorsivo. Eliminar a corrupção e combater a sonegação. Se reduzir esses crimes pela metade, o Estado tem recursos para terminar com a miséria que está destruindo, no mínimo, 20% da população brasileira.

Exagero, catastrofismo? É só verificar nas periferias, ir nas favelas, mocambos, casebres, malocas, e aldeias indígenas. Sem saneamento básico, água, luz, esgoto e quase sempre sem alimentação adequada. Trago no corpo e na alma os sulcos profundos gerados nos confins da pobreza.

Enquanto isto, Bernard Madoff, investidor de confiança do sistema, construiu uma pirâmide de fraude de 50 bilhões de dólares Já mencionamos os trilhões de dólares, do povo, despejados para salvar as instituições deles. Com essa loucura, sacanagem diabólica armada, conscientemente, pelos donos do poder, ficou marcado o fim de uma era de total e criminosa espoliação da financeirização do neoliberalismo.

Como vão ficar as dividas públicas das nações?

A intervenção estatal é duramente questionada, mas os bancos centrais são públicos. A corrida armamentista, a conquista do espaço, indústria bélica e as despesas com as forças armadas e com as guerras são defendidas pelo neoliberalismo liberalismo. Apesar das contundentes criticas sobre a volta do Estado à economia, ele nunca se retirou e os EUA são o maior exemplo disso.

Os fundamentos doutrinários e ideológicos do Trabalhismo Brasileiro – do PDT – forjados pelo pensamento, vida e obra de Getulio Vargas, João Goulart, Alberto Pasqualini Darcy Ribeiro e Leonel Brizola, comprovam que o trabalho, o capital e o Estado, juntos, em perfeito equilíbrio, podem construir o desenvolvimento econômico sustentado de um Pais.

Na teoria e na prática, o Trabalhismo- PDT – é uma concepção sempre atual e moderna. de esquerda, progressista, que defende as mudanças políticas, econômicas e sociais para a construção de uma sociedade justa.

O desenvolvimento econômico e social do Brasil, antes de 1964, em grande parte, foi realizado pelo Trabalhismo – PDT. É uma velharia, dirão os adversários, porem, só para citar exemplos recentes, ninguém pode desconhecer as realizações dos governos Brizola, 1982/1995 e 1991/1994, no Rio de Janeiro e do Collares,1991/1995, no Rio Grande do Sul. Administrações atuais, éticas, competentes e modernas do mundo de hoje.

O Trabalhismo – PDT – é um pensamento político em permanente evolução e mostrou que a intervenção estatal adequada foi utilizada para concretizar o crescimento econômico com conquistas sociais dos trabalhadores. Já os países atingidos pela crise do sistema financeiro usam o Estado para impedir a falência das instituições neoliberais, com recursos públicos, dinheiro do povo, para tapar o rombo causado pela crise financeira.

O Trabalhismo brasileiro é a única alternativa política para a substituição do modelo econômico neoliberal.

Há instituições radicais que ainda não arquivaram o dilema Reforma ou Revolução e nutrem a convicção de que podem chegar ao poder pela força. Historicamente, está mais do que provado, esse caminho não deu certo.

Quem chega ao poder pela força, nele somente permanece pela força e dele sai pela força.

Nem o Estado mínimo da economia de mercado pura, do pensamento único, do neoliberalismo, nem o Estado máximo do planejamento econômico absoluto da ex-URSS, mas, sim o Estado forte da democracia, que existe quando há mais de um partido e alternância no poder.

O mercado não pode substituir o Estado, nem o Estado pode substituir o mercado, no capitalismo, um não sobrevive sem o outro. Sem o Estado, a economia de mercado não existe . Enfim, a propriedade e o mercado geram assimetrias econômicas que cabe ao Estado compensar por meio de políticas públicas de bem-estar-social, além de proibir o monopólio, o oligopólio, a cartelização e o dumping.

Consciente ou inconscientemente, as massas, graças à revolução tecnológica e política, tomaram consciência dos seus direitos fundamentais: moradia, comida, educação, saúde, segurança, emprego. Se é verdade que o fim do ciclo neoliberal acabou, é também verdade que, essas massas fizeram uma revolução política e verde. ao eleger lideranças do povo na Argentina,no Uruguai, no Paraguai, no Chile, na Bolívia, na Venezuela, LULA, no Brasil e Barack Obama, nos EUA.

As classes dominantes, elites e oligarquias, que na colônia, império e república tinham o poder absoluto, foram, democraticamente, afastadas do poder, pela primeira vez no continente americano. Diante de fatos históricos que vão exigir modificações amplas e profundas.

A globalização vai exigir uma infra-estrutura e estruturas modernas e progressistas, organismos internacionais como a ONU, FMI, BIRD, OTAN e bancos comerciais e de investimentos e Bancos Centrais. Outros também vão ser restruturados, como o grupo do Grupo dos Sete Países mais Ricos, o G-7, que agora evolui para o Grupo dos 20 (integrando nações ricas e emergentes.

“Trata-se da dominação ocidental. Os países, como os EUA à frente estão perdendo o poder e a capacidade de decisão, que está se deslocando para as mãos da Ásia, em primeiro lugar, da China, do Japão e da Coreia. Não é só uma crise econômica. Ela é uma crise geoeconômica e geopolítica. A era Bush marcou o esgotamento do modelo hegemônico dos EUA, que já tinha ficado evidente, na compra de enormes quantidades, de bônus do Tesouro americanos pelos chineses.” Alain Touraine – Sociólogo e Escritor francês.

Alceu Collares é ex-governador do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, deputado federal e vereador. Atualmente, integra o Conselho Político do PDT.

Alceu Collares – ex-deputado e ex-governador do Rio Grande do Sul

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